Zerozero
·31 de julho de 2026
<i>La Fábrica</i> de dinheiro: talentos do Real Madrid movimentam mais de 196 milhões de euros

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·31 de julho de 2026

Enquanto o Barcelona se distingue por utilizar a La Masia como a grande academia de talentos para a equipa principal, o Real Madrid faz da sua formação - a La Fábrica - uma verdadeira máquina de gerar receitas.
Se o projeto de Florentino Pérez privilegia o investimento em estrelas de outros clubes, gastando milhões no mercado de transferências, os jogadores formados no clube acabam por ter pouco espaço no Santiago Bernabéu. Ainda assim, rendem milhões em vendas.
Só nesta janela de transferências de verão, que ainda tem cerca de um mês pela frente, atletas formados no Real Madrid já movimentaram 196 milhões de euros. Os destinos estão espalhados por toda a Europa.
Pouco antes de confirmar a contratação de Carlos Espí ao Levante, o Real fechou a venda de Gonzalo García ao Fulham, de Inglaterra, por 40 milhões de euros. García foi um dos jovens da formação com mais espaço na última temporada, na qual somou oito golos em 39 jogos, mas nem isso foi suficiente para garantir a continuidade no Santiago Bernabéu. Além do avançado, o Real negociou também César Palacios com o clube inglês por 10 milhões de euros.
No final de junho, os blancos já tinham concretizado outra venda de uma promessa. Nico Paz, que esteve com a Argentina no Mundial, transferiu-se em definitivo para o Como por 60 milhões de euros. O médio realizou apenas oito jogos como profissional pelo emblema espanhol e já competia na Serie A desde 2024.
Nesta janela, o Real Madrid negociou ainda Fran García. Depois de investir 55 milhões de euros em Cucurella, o clube libertou o lateral para o Bétis por quatro milhões de euros. O lateral chegou a ter algum protagonismo, somando 54 jogos na temporada 2024/25, mas na época passada participou em apenas 24 encontros. Já Mario Martín foi transferido em definitivo para o Getafe por 3,5 milhões de euros.
Além dos 117,5 milhões de euros encaixados diretamente com jogadores que ainda pertenciam ao Real Madrid, antigos talentos da formação, já vinculados a outros clubes, geraram mais 78,5 milhões de euros. Ao negociar jovens promessas, sobretudo com clubes espanhóis, Florentino Pérez costuma salvaguardar 50 por cento de uma futura transferência.
Depois de se destacar ao serviço do Elche na última temporada, com sete golos e cinco assistências, Álvaro Rodríguez foi transferido para o Bournemouth por 30 milhões de euros, cabendo metade desse valor ao Real Madrid. O mesmo aconteceu na transferência de Mario Gila, da Lazio para o Milan.
O extremo Víctor Muñoz era cobiçado por vários clubes da Premier League e acabou por reforçar o Liverpool, orientado por Andoni Iraola, por 40 milhões de euros. Apesar de ter realizado apenas quatro jogos como profissional pelo Real Madrid, o extremo rendeu 20 milhões de euros aos cofres merengues.
Álex Jiménez, transferido em definitivo do Milan para o Bournemouth, garantiu mais 12,5 milhões de euros ao Real Madrid. Já Jacobo Ortega, que seguiu para o Strasbourg, rendeu oito milhões de euros, tal como Víctor Valdepeñas, que reforçou a Fiorentina. Uma herança valiosa de jogadores que tiveram pouca utilização na equipa principal.
Se o atual campeão espanhol, o Barcelona, continua a destacar-se graças ao protagonismo de jogadores como Cubarsí, Baldé, Fermín, Gavi, Yamal e companhia, o Real Madrid oferece menos oportunidades aos talentos da casa. Em contrapartida, transformou a sua formação numa autêntica fábrica de receitas.







































