Jogada10
·08 de agosto de 2026
Infantino busca apoio da Conmebol durante crise na Fifa

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se encontrou com o mandatário da Conmebol, Alejandro Domínguez, nesta sexta-feira (7), na cidade de Cali, na Colômbia. A reunião serviu para selar a manutenção do apoio da confederação sul-americana ao dirigente ítalo-suíço no comando da entidade máxima do futebol mundial. O movimento estratégico acontece em meio a uma profunda crise política provocada por um polêmico plano de investimento privado. A proposta acabou retirada pelo próprio dirigente após forte rejeição nos bastidores.
O encontro contou com a presença de dirigentes locais durante uma agenda oficial em território colombiano. Alejandro Domínguez divulgou imagens da reunião nas redes sociais e ressaltou a importância de manter os laços institucionais fortalecidos. Antes do compromisso em Cali, Infantino cumpriu agenda com o presidente da federação colombiana, Ramón Jesurún, em um evento voltado para o futebol de base. Durante o seu discurso, o dirigente máxima da Fifa defendeu a unidade entre as associações para superar os atritos recentes na administração internacional.
A aproximação com os dirigentes sul-americanos faz parte de uma estratégia para conter o avanço da oposição no cenário internacional. Além do apoio formal da entidade continental, presidentes de federações nacionais como Argentina e Paraguai também manifestaram respaldo público ao trabalho de Infantino. O presidente da Associação do Futebol Argentino, Chiqui Tapia, reforçou a aliança histórica com o mandatário da Fifa. Enquanto isso, a federação paraguaia manteve sua postura alinhada com as diretrizes da Conmebol.
Apesar da forte rejeição vinda do bloco norte-americano, a Federação Mexicana de Futebol adotou uma postura divergente e manteve o seu suporte a Infantino. O cenário expõe uma divisão clara no continente americano sobre os rumos da gestão financeira do esporte. O dirigente da Fifa tenta utilizar a estabilidade política na América do Sul como um escudo contra as pressões exercidas por blocos adversários que pedem mudanças no comando.
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A turbulência nos bastidores começou quando a Fifa apresentou a criação da Fifa Financial Excellence (FFE), uma empresa que buscaria aportes financeiros privados vendendo até 20% de participação nos torneios da entidade. A ideia sofreu oposição imediata da Uefa e da Concacaf, que classificaram a iniciativa como uma tentativa de fatiar os direitos da Copa do Mundo. Diante da repercussão negativa e do risco de boicote por parte das potências europeias, Infantino recuou do projeto, pedindo desculpas pela falta de diálogo prévio com as associações.
A polêmica ao redor do projeto comercial abalou a credibilidade da gestão e alimentou articulações para a próxima eleição presidencial, marcada para março de 2027. O canadense Victor Montagliani surge como um dos nomes cotados pela oposição para rivalizar com a atual administração. Por conta do desgaste sofrido no processo, Infantino intensificou as viagens institucionais para garantir a fidelidade das confederações da América do Sul e da África na busca pela manutenção do seu mandato.







































