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·10 de março de 2026
Infantino comenta caso Vini e reforça discurso contra racismo

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reforçou a luta contra o racismo no futebol em entrevista ao As. O dirigente defendeu maior rigor e comentou o caso envolvendo Vinícius Júnior e Prestianni.
"Se um jogador cobre a boca e diz algo racista, então deve ser excluído, obviamente. Deve-se presumir que ele disse algo inapropriado, caso contrário não haveria necessidade de cobrir a boca", defendeu.
"Nos casos em que alguém esconde a boca para falar com um adversário, deve existir a presunção de que o conteúdo pode ser impróprio", enfatizou o dirigente. "Precisamos de respostas firmes e dissuasivas contra a discriminação no futebol."
Indagado sobre o progresso na luta contra o racismo nos últimos anos, Infantino acrescentou as seguintes ideias:
"Talvez devêssemos considerar não apenas punição, mas também capacitação, em mudar nossa cultura, permitindo que jogadores ou qualquer pessoa que cometa um erro possa se desculpar. É possível agir de forma inadequada em um momento de raiva e se desculpar. Assim, a sanção precisa ser diferente, ir além, e talvez devêssemos considerar algo assim também. Essas são ações que podemos e devemos tomar para sermos efetivos na nossa luta contra o racismo", defendeu.
Além disso, o dirigente comentou sobre as seleções favoritas para o próximo Mundial:
"A Espanha está entre os favoritos, junto com outros. Já conhecemos a força da Espanha. A seleção número um no ranking deve ser a favorita para a Copa do Mundo", comentou.
Infantino também compartilhou seus ídolos e a admiração por grandes jogadores do passado e do presente:
"Lembro-me do Mundial na Espanha em 1982, Maradona foi um fenômeno... Pelé continua sendo um ídolo para as crianças, mesmo sem terem visto jogar... e Ronaldo é sempre considerado um dos mais fortes pelos jogadores", disse.
"Hoje temos Messi e Cristiano Ronaldo, mas também preciso lembrar de todos os espanhóis que ganharam o Mundial de 2010. São pessoas que escreveram a história do futebol e por isso estamos muito agradecidos à Espanha", completou em discurso ao jornal espanhol.
Infantino concluiu reafirmando que a Fifa está determinada a combater o racismo e a promover uma Copa do Mundo "segura, inclusiva e centrada no futebol".









































