Jogada10
·26 de fevereiro de 2026
Infantino completa 10 anos à frente da Fifa

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·26 de fevereiro de 2026

Gianni Infantino completa nesta quinta-feira (26/2) dez anos à frente da Fifa. Ele assumiu a presidência em 2016, em meio à maior crise institucional da entidade, e, desde então, conduz um ciclo marcado por expansão de torneios, aumento de investimentos e reformas administrativas.
No campo financeiro, o principal pilar foi o programa Fifa Forward. De lá para cá, aliás, mais de 5 bilhões de dólares (cerca de R$ 25 bilhões no câmbio atual) foram destinados às 211 associações nacionais, com foco em infraestrutura, custeio operacional e organização de competições. A entidade sustenta que a fatia das receitas reinvestida diretamente no futebol cresceu no período, mesmo sem aumento proporcional de arrecadação.

Gianni Infantino completa 10 anos no comando da Fifa – Foto: Divulgação/FIFA
A estratégia também incluiu a ampliação do calendário. O novo Mundial de Clubes, com 32 equipes, reuniu quase 2,5 milhões de torcedores nos estádios e gerou audiência global bilionária em plataformas digitais. Já a Copa do Mundo de 2026, que terá 48 seleções, registrou 500 milhões de pedidos de ingressos na última fase de vendas.
No desenvolvimento técnico, a Fifa lançou um programa global de talentos sob coordenação de Arsène Wenger, com meta de criar 75 academias até 2027. Assim, federações emergentes, como Cabo Verde e Uzbequistão, surgem como exemplos de avanço estrutural recente.
O futebol feminino ganhou protagonismo. A Copa do Mundo de 2023 distribuiu 152 milhões de dólares (cerca de R$ 778 milhões) em premiações — valor recorde — e o torneio passará a contar com 48 equipes a partir de 2031. Além disso, foram criadas novas competições e adotadas regras específicas para proteção de jogadoras em casos de gravidez e licença.
No âmbito institucional, a entidade implementou mudanças de governança após os escândalos de 2015. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos destinou 201 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão) à Fundação Fifa como compensação por prejuízos ligados à corrupção passada. Durante a pandemia, a organização ainda liberou 1,5 bilhão de dólares (R$ 7,7 bi) em apoio às federações.









































