Jogada10
·01 de agosto de 2026
Infantino desiste de plano para investimentos privados na Fifa

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Depois da reação contrária, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, desistiu do plano de vender uma participação ligada à Copa do Mundo após o projeto gerar críticas. A própria entidade divulgou um posicionamento do dirigente nesta sexta-feira nas redes sociais.
“Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não atende ao objetivo definido desde o início”, afirmou.
Além disso, Infantino também prometeu tentar recompor o diálogo com os envolvidos nas próximas semanas.
“Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, com espírito de interesse compartilhado pelo nosso jogo e com o objetivo de continuar fazendo o futebol crescer em todos os lugares, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio”, disse.

Presidente da Fifa durante a Copa do Mundo – Foto: Carl Recine/Getty Images
A Fifa pretendia levantar 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões) com a entrada de investidores privados. O plano era a criação de uma nova empresa responsável por ativos comerciais ligados a torneios como a Copa do Mundo. Para aprovar a operação, Infantino precisaria conseguir o apoio da maioria das 211 associações filiadas à Fifa. A votação estava prevista para 19 de setembro.
Entre os investidores apontados está a Thrive Eternal, ligada ao empresário americano Joshua Kushner. O banco JPMorgan também participa das discussões financeiras relacionadas ao projeto.
A reação foi de rejeição imediata da Uefa. Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e AFC (Ásia) se juntaram aos europeus, enquanto a OFC (Oceânia) e Conmebol (América do Sul) foram mais brandas.
A entidade destacou que a criação do Fifa Forward Enterprise (FFE) dependia da aprovação de seus membros associados. A FFE seria uma nova subsidiária, com controle majoritário da entidade, responsável por consolidar as operações comerciais e as principais competições organizadas pela Fifa.
Na prática, o plano significava que a Fifa “privatizaria” seus principais torneios, incluindo a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. Tal medida, aliás, resultaria em mais times, mais seleções, mais jogos e, consequentemente, um aumento ainda maior na arrecadação.
“O projeto FIFA Forward Enterprise visava criar uma base para fortalecer ainda mais as Associações Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. Além disso — como dissemos desde o início —, a intenção era avançar apenas com o apoio da maioria das Associações Membro da FIFA e sempre mediante um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, com as Confederações e com as demais partes interessadas.
Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, já não servem aos interesses do objetivo inicialmente estabelecido.
Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar.
Consequentemente, esta proposta não seguirá adiante.
Daqui para a frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, movidos pelo interesse comum no nosso esporte e com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em toda parte, particularmente nos países que mais necessitam do nosso apoio.”







































