Infantino é contra boicote à Copa de 2026 e a favor de reintegrar a Rússia | OneFootball

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·03 de fevereiro de 2026

Infantino é contra boicote à Copa de 2026 e a favor de reintegrar a Rússia

Imagem do artigo:Infantino é contra boicote à Copa de 2026 e a favor de reintegrar a Rússia

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, considera que um boicote aos jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos, apoiado por dirigentes europeus para denunciar as ameaças de Donald Trump, trará apenas “mais ódio”, e mostrou-se favorável ao retorno da Rússia e de seus clubes às competições.

“Sou contra proibições e boicotes. Acredito que não trazem nada, simplesmente contribuem para mais ódio”, afirmou Infantino em entrevista à rede de televisão britânica Sky News.


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O dirigente da entidade máxima do futebol mundial traçou um paralelo com as importantes relações comerciais entre o Reino Unido e os Estados Unidos. “Alguém pede que o Reino Unido pare de comercializar com os Estados Unidos? Não ouvi nada parecido. Então, por que o futebol?”, questionou Infantino.

“Em nosso mundo, dividido e agressivo, são necessárias ocasiões para que as pessoas possam se reunir em torno da paixão pelo futebol”, acrescentou o dirigente de 55 anos.

Em janeiro, surgiram na Alemanha apelos ao boicote da Copa de 2026, coorganizada por Canadá, Estados Unidos e México. Os pedidos apareceram como reação às tensões provocadas pela vontade do presidente americano de adquirir a Groenlândia e pelas ameaças de aumento de tarifas alfandegárias contra Estados europeus opositores.

Defesa do prêmio da paz a Trump

A política anti-imigração do governo americano e os métodos da polícia de imigração em Minneapolis  suscitaram indignação no país e no mundo. Também provocaram uma onda de preocupação sobre as condições de segurança dos milhares de torcedores esperados no verão nos Estados Unidos.

Infantino também defendeu sua criticada decisão de conceder, em dezembro, o primeiro “Prêmio da Paz da FIFA” a Trump. O comandante da Fifa afirma que o presidente é responsável por encerrar vários conflitos bélicos desde seu retorno ao poder em janeiro de 2025.

“Objetivamente, ele merece”, afirmou o dirigente ítalo-suíço, que tem demonstrado sintonia com o presidente americano em repetidas ocasiões.

A favor do reingresso da Rússia

Infantino também se manifestou a favor do reingresso da Rússia e de seus clubes às competições internacionais, das quais foram excluídos após o início da ofensiva do exército russo na Ucrânia em fevereiro de 2022.

Embora o conflito continue em curso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) recomendou recentemente às federações esportivas que autorizem as equipes russas a participar de competições júnior não profissionais.

“Esta exclusão não trouxe nada; apenas gerou mais frustração e ódio. O fato de meninas e meninos russos poderem jogar futebol em outras regiões da Europa seria algo positivo”, argumentou.

Infantino acrescentou que a Fifa deveria considerar modificar suas regras para que nenhum país possa ser excluído de competições. “Na realidade, nunca deveríamos proibir um país de jogar futebol devido aos atos de seus líderes políticos”.

Pouco depois, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, celebrou as palavras de Infantino em entrevista coletiva.

Declarações “irresponsáveis”

“Já deveríamos ter considerado isso (o reingresso da Rússia) há muito tempo”, declarou Peskov. A federação de futebol russa afirmou, por sua vez, que “apoia plenamente” a postura de Infantino.

Em contrapartida, o ministro dos Esportes ucraniano, Matvii Bydnyi, classificou no Facebook as declarações de Infantino como “irresponsáveis, e até infantis”.

“Enquanto os russos continuarem matando ucranianos e politizando o esporte, sua bandeira e seus símbolos nacionais não têm lugar entre aqueles que respeitam valores como justiça, honestidade e fair play”, denunciou.

O chefe da diplomacia ucraniana, Andriy Sybiga, lembrou na rede social X que “679 meninas e meninos ucranianos nunca poderão jogar futebol: a Rússia os matou”.

*Com conteúdo da AFP.

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