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·06 de julho de 2026

Infantino quebra o silêncio sobre caso Balogun e admite ligação de Donald Trump

Imagem do artigo:Infantino quebra o silêncio sobre caso Balogun e admite ligação de Donald Trump

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, se pronunciou pela primeira vez sobre a polêmica envolvendo a liberação de Folarin Balogun para enfrentar a Bélgica na Copa do Mundo de 2026. Em nota oficial, o dirigente confirmou que recebeu uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas negou qualquer interferência no julgamento.

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Gianni Infantino, presidente da Fifa, em conferência com prefeitos nos Estados Unidos (Foto: Alex Wong/Getty Images)


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Infantino afirmou que os órgãos judiciais da FIFA atuam de forma independente e que as decisões são tomadas exclusivamente com base no Código Disciplinar da entidade e nas provas apresentadas.

“Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado”, declarou.

O dirigente também confirmou que conversou com Trump durante o processo envolvendo Balogun, mas garantiu que apenas explicou o funcionamento do sistema disciplinar da entidade.

“Recebi uma ligação do presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes. Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei.”

A declaração ocorre após uma série de críticas sobre uma suposta interferência política na reversão da suspensão do atacante norte-americano. A decisão permitiu que Balogun atuasse nas oitavas de final diante da Bélgica, gerando forte reação da Federação Belga de Futebol.

Ao comentar o funcionamento interno da entidade, Infantino afirmou que nem sempre concorda com as decisões tomadas pelo Comitê Disciplinar, mas ressaltou que respeita a autonomia dos órgãos responsáveis.

“Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são emitidas. Às vezes, fico surpreso com elas. Às vezes, concordo com elas, e às vezes, discordo.”

Por fim, o presidente reforçou que o respeito às instituições é mais importante do que opiniões pessoais sobre cada julgamento.

“O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Se gostamos pessoalmente de uma decisão ou não é irrelevante. O respeito pelas instituições independentes e pelo Estado de Direito é o que protege a integridade de nossas competições e a credibilidade da FIFA em todos os momentos.”

O caso Balogun segue repercutindo nos bastidores da Copa do Mundo e pode ganhar novos capítulos, já que a federação belga informou que estuda medidas para contestar a decisão da FIFA.

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