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·12 de julho de 2026

Infantino revela plano da FIFA para ampliar ainda mais a Copa do Mundo

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A Copa do Mundo de 2026 marcou a estreia do formato com 48 seleções, mas a FIFA já admite discutir uma nova expansão para as próximas edições. O presidente da entidade, Gianni Infantino, confirmou que a possibilidade de aumentar o torneio para 64 participantes será analisada após o encerramento do Mundial.

Em entrevista ao portal suíço Bluewin, o dirigente afirmou que o tema deverá ser debatido pelos órgãos responsáveis da FIFA, embora ainda não exista qualquer decisão sobre a mudança.


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“Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da FIFA”, afirmou Infantino.

O atual Mundial já representa uma mudança histórica. Pela primeira vez, a competição reúne 48 equipes, 16 a mais do que o modelo utilizado entre as edições de 1998 e 2022. Para o presidente da FIFA, a ampliação foi positiva e reforçou o objetivo de tornar a competição mais representativa.

Segundo Infantino, ampliar o número de vagas permite que mais países tenham a oportunidade de disputar o principal torneio do futebol mundial, incentivando o desenvolvimento do esporte em diferentes continentes.

“Quando você organiza uma Copa do Mundo, organiza para o mundo inteiro. Não apenas para Europa e América do Sul, mas para todos os continentes. Todas as nações sonham em disputar uma Copa do Mundo. A qualidade do futebol continua evoluindo em todas as partes do planeta. Se você nega aos países menores a chance de se classificar, também tira deles um importante incentivo para continuar se desenvolvendo”, declarou.

A proposta de uma Copa do Mundo com 64 seleções ganhou força desde 2025, quando foi apresentada pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso durante uma reunião do Conselho da FIFA. Posteriormente, recebeu apoio público do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que classificou a ideia como um “sonho”, especialmente pensando na edição de 2030, que celebrará o centenário da competição.

O Mundial de 2030 terá uma organização inédita, sendo realizado em seis países de três continentes. Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas comemorativas da abertura, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos sediarão a maior parte do torneio.

Caso a ampliação seja aprovada, o torneio passaria a contar com 16 grupos de quatro seleções, com os dois primeiros colocados avançando diretamente para a fase eliminatória. O modelo eliminaria a classificação dos melhores terceiros colocados, utilizada na Copa de 2026, além de aumentar o número de jogos da fase de grupos de 72 para 96.

Apesar do apoio da Conmebol, a proposta ainda divide opiniões dentro do futebol internacional. A UEFA é uma das principais opositoras da ideia, alegando que uma competição ainda maior traria desafios logísticos e sobrecarregaria o calendário. Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) também já demonstraram resistência ao projeto.

Por enquanto, a FIFA reforça que o assunto será apenas discutido após a conclusão da Copa do Mundo de 2026, quando a entidade fará uma avaliação completa do desempenho do novo formato com 48 seleções.

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