Revista Colorada
·12 de agosto de 2026
Inter na reta final de 2026: elenco, calendário e o plano para 2027

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O Internacional entra na reta final de 2026 na 16ª colocação do Brasileirão, com 23 pontos em 22 rodadas e apenas um ponto de vantagem sobre o Z4. São 16 jogos até 2 de dezembro, mais as quartas de final da Copa do Brasil, com um elenco que perdeu 17 jogadores ao longo do ano. A permanência na Série A é a prioridade declarada de Paulo Pezzolano.
A pressão dessa reta decisiva também aumenta o interesse por mercados esportivos ligados ao Brasileirão, especialmente entre torcedores que preferem acompanhar as partidas por meio de plataformas de apostas legais e autorizadas no Brasil, onde é possível verificar previamente regras, limites e condições de cada operador.
O empate sem gols no Nubank Parque, diante do líder Palmeiras, foi tratado internamente como ponto ganho. Pelo desenho da tabela, foi mesmo. Mas ele também confirmou que o Colorado chega a agosto com seis rodadas sem vencer no campeonato, sequência que inclui derrotas para Vitória, Bragantino, Cruzeiro e Athletico e empates com Flamengo e Palmeiras.
Como o Colorado chega a esta reta final
O time de Pezzolano soma cinco vitórias em 22 jogos e saldo de gols negativo. Para efeito de comparação, essa é a mesma pontuação com que o Grêmio abriu a zona de rebaixamento antes da rodada, e a vantagem colorada sobre o Santos, primeiro clube dentro do Z4, é de um ponto. Não existe margem.
O departamento médico não ajuda. Para o jogo em São Paulo, o treinador uruguaio não teve Benjamín, Kayky, Richard, Rochet, Thiago Maia e Villagra, todos lesionados, e ainda precisou administrar o desgaste de Gabriel Mercado, Bruno Henrique e Alan Patrick, que tinham jogado a Copa do Brasil três dias antes.
Taticamente, o Inter se estabilizou no 3-4-3 desde a retomada pós-Copa do Mundo, com a proposta de manter o adversário longe da área e apostar em transições. Contra o Palmeiras funcionou. Contra Remo, Chapecoense e Mirassol, times que vão se fechar no Beira-Rio ou jogar em casa por um ponto, o problema é outro, e é justamente o que o Colorado menos resolveu em 2026: criar chances com a bola.
O elenco encolheu: 17 saídas e a lista ainda cresce
A reformulação do plantel foi a marca do ano. Com o empréstimo de Alan Rodríguez ao Rosario Central, o número de jogadores que deixaram o Beira-Rio em 2026 chegou a 17, e a diretoria segue procurando destino para atletas sem espaço no grupo.
A saída mais pesada em campo foi a de Rafael Borré, negociado com o River Plate por US$ 4,5 milhões, cerca de R$ 23,27 milhões na cotação da época. Borré era o artilheiro colorado na temporada. Denis Marfo voltou ao clube de origem depois que o Inter recusou pagar aproximadamente R$ 3 milhões por metade dos direitos, e Bruno Tabata foi cedido ao Qatar Sports Club até junho de 2027. Richard e Clayton Sampaio estão afastados e aguardam propostas.
Enxugar folha no meio de uma luta contra o rebaixamento é uma aposta arriscada, e o torcedor tem todo o direito de questioná-la. A leitura da diretoria é que o elenco estava caro, inchado e desequilibrado, e que carregar contratos improdutivos até dezembro comprometeria 2027 inteiro. O teste dessa tese acontece nas próximas 16 rodadas.
Do lado das chegadas, o nome que domina os bastidores é o de Cédric Bakambu. O centroavante congolês aparece como provável reforço para o setor mais carente do time depois da venda de Borré.
O calendário do Inter até 2 de dezembro
Restam 16 rodadas, oito no Beira-Rio e oito fora. A tabela completa:
As datas a partir da 25ª rodada seguem a tabela básica da CBF e podem variar dentro da janela de cada rodada. Os horários ainda não foram detalhados.
A Copa do Brasil é a chance real de salvar 2026
O Inter eliminou o Fortaleza e depois despachou o Corinthians, atual campeão, com 3 a 2 no agregado. Está entre os oito melhores. O sorteio das quartas acontece nesta terça-feira, dia 11 de agosto, às 11h, na sede da CBF, e os jogos estão marcados para as semanas de 26 de agosto e 2 de setembro.
Isso muda o cálculo da temporada inteira. O título da Copa do Brasil vale taça e vaga na Libertadores de 2027, exatamente o que a campanha no Brasileirão já não entrega. Para um clube que em 2026 levantou apenas a Recopa Gaúcha e ficou com o vice no Gauchão, é a diferença entre um ano perdido e um ano salvo no último capítulo.
O preço é o calendário. As quartas caem em cima da 25ª e da 26ª rodadas, contra Bahia fora e Santos em casa, e o Santos é adversário direto na parte de baixo. Um elenco reduzido a 17 saídas e com seis lesionados vai ter que escolher prioridades em pleno mês decisivo. Pezzolano já avisou que a permanência vem primeiro. A torcida, honestamente, quer as duas coisas.
O planejamento para 2027 já começou
A redução de custos não é capricho. O clube ainda opera sob a sombra financeira das enchentes de 2024, episódio que gerou um rombo estimado em cerca de R$ 89 milhões entre danos ao Beira-Rio e ao CT Parque Gigante, inadimplência de sócios, crescimento frustrado do quadro social, logística extraordinária e receitas esportivas não realizadas.
Por isso a diretoria de Alessandro Barcellos trabalha em duas frentes ao mesmo tempo: sobreviver em 2026 e montar um elenco viável para 2027. A aposta declarada é a formação. O Inter venceu a primeira edição da Copa do Brasil Sub-15, e o investimento nas categorias de base aparece como caminho para reduzir dependência de contratações caras nos próximos anos.
O que ainda falta definir é o comando. Pezzolano segue com respaldo interno, mas respaldo em clube grande dura o que durar a sequência de resultados. Uma permanência tranquila mais uma campanha longa na Copa do Brasil garantem o projeto em 2027. Duas derrotas seguidas em setembro reabrem a discussão em 48 horas.
Oito jogos, não dezesseis, decidem a temporada
Aqui está o ponto que a tabela esconde. Dos 16 jogos restantes, oito são contra adversários da metade de baixo: Remo e Santos no Beira-Rio, Chapecoense, Grêmio, Mirassol e Vasco fora, mais Vitória e Coritiba em casa. São esses que valem seis pontos, não os duelos com Palmeiras, Botafogo ou Fluminense.
E dentro desse bloco está o Gre-Nal na Arena, previsto para o meio de outubro, com risco concreto de ser um clássico entre dois times brigando para não cair. Não existe cenário mais desconfortável para o futebol gaúcho, e não existe jogo com mais peso na temporada colorada.
O Inter tem elenco menor, calendário duplo e um ponto de gordura. A conta fecha se, e somente se, ganhar em casa dos adversários diretos.
E você, colorado, prefere ver o time priorizar a Copa do Brasil ou concentrar tudo na fuga do rebaixamento? Comenta aí qual seria a sua escolha.







































