Revista Colorada
·22 de setembro de 2026
Inter pode se ver obrigado a se desfazer de peças importantes do elenco

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·22 de setembro de 2026

Pontos-chave
Redução do limite de estrangeiros pela CBF e impacto nos clubes gaúchos
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CBF aprovou redução gradual do limite de estrangeiros na súmula: 9 em 2026, 8 em 2027, 7 em 2028, 6 em 2029 e 5 em 2030.
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Inter teve oito estrangeiros na súmula contra o São Paulo, exatamente o teto de 2027, mesmo com desfalques e suspensões.
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Clube terá dificuldade para acomodar todos os estrangeiros na relação de jogo, obrigando negociações ou empréstimos.
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Regra não impede contratações, apenas limita quantos podem ser relacionados por partida.
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Grêmio mantém dez estrangeiros atuais que, se todos permanecerem em 2027, obrigariam exclusão de ao menos dois da súmula.
Uma nova regra aprovada pela CBF nesta segunda-feira vai forçar o Inter a repensar a composição do elenco a partir de 2027. O limite de estrangeiros na súmula, hoje em 9 por jogo, cai para 8 no ano que vem e chega a 5 em 2030. O clube colorado já sente o peso da mudança olhando para o presente.
Na derrota para o São Paulo no MorumBIS, oito jogadores estrangeiros estiveram na súmula titular e reserva: Guillermo Maripán, Gabriel Mercado, Bernabei. Braian Aguirre, Félix Torres, Johan Carbonero, Niclas Eliasson e Tonny Sanabria — exatamente o teto que valerá em 2027.
E esse número foi alcançado mesmo com desfalques importantes, e rodrigo Villagra estava suspenso e Sergio Rochet, machucado, sem contar Benjamin Arhin, ganês que tem tido pouco espaço no time principal.
Com toda a folha de estrangeiros disponível, a comissão técnica colorada já teria dificuldade para encaixar todo mundo dentro da nova cota. Isso significa decisões difíceis: nomes que hoje rodam entre titulares e reservas podem virar peças de saída, simplesmente porque não caberão mais na relação de jogo.
A regra da CBF não limita quantos estrangeiros um clube pode contratar — apenas quantos podem ser relacionados em cada partida. Na prática, times como o Inter, que investiram pesado em reforços de fora. Vão precisar negociar ou emprestar atletas apenas para se enquadrar no teto, mesmo sem qualquer problema técnico ou disciplinar envolvido.
O Grêmio chegou a somar 12 estrangeiros no elenco profissional após a contratação do croata Filip Krovinović, em julho, mas dois nomes. Já deixaram o grupo por empréstimo: Leonel Pérez foi para o Racing, da Argentina, e Miguel Monsalve rumou ao Estudiantes.
Mesmo com essas saídas, o Grêmio ainda mantém uma lista extensa de estrangeiros: Balbuena, Nardoni, Villasanti, Noriega, Pavón, Enamorado, Amuzu, Jovane Cabral, Krovinović e Braithwaite. Kannemann, apesar de nascido na Argentina, tem nacionalidade brasileira e não entra nessa conta.
Se todos os dez permanecerem no elenco em 2027, ao menos dois ficarão de fora da súmula sempre que o time estiver com o grupo completo.
A discussão sobre a quantidade de estrangeiros nos elencos gaúchos não é recente. Um levantamento mostrou que 18 jogadores de outras nacionalidades estiveram entre titulares e reservas de Inter e Grêmio em um único clássico.
A CBF estabeleceu um cronograma escalonado para a mudança. Em 2026, o limite segue em 9 estrangeiros por jogo; cai para 8 em 2027, 7 em 2028, 6 em 2029 e chega a 5 em 2030.
A entidade justificou a decisão com base em um estudo sobre o espaço cada vez mais reduzido para jovens brasileiros no futebol nacional. Em 2026, atletas Sub-23 disputaram apenas 13,8% dos minutos da Série A.
Já a participação de estrangeiros com mais de 23 anos saltou de 7,8% para 28,3% dos minutos entre 2020. E 2026, um salto de 11,5 pontos percentuais que ajuda a explicar a preocupação da CBF com a formação de talentos locais.
Para o Inter, o desafio agora é reorganizar o elenco com antecedência, evitando que a regra pegue o clube de surpresa quando 2027 chegar.















