RTI Esporte
·18 de setembro de 2026
Internacional abre frente para renegociar dívidas na Justiça; saiba detalhes

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·18 de setembro de 2026

O Internacional tenta reorganizar parte das dívidas e reduzir a pressão das cobranças judiciais. O departamento jurídico negocia acordos com três credores: Delcir Sonda, Jair Peixoto e as partes envolvidas nos processos relacionados ao ex-zagueiro Dalton.
A Agência RTI Esporte apurou que a iniciativa ainda não configura uma recuperação extrajudicial. Neste momento, o presidente Alessandro Barcellos trabalha na tentativa de construir soluções individuais para processos que estão em andamento na Justiça.
A estratégia permite ao clube negociar condições específicas sem, por enquanto, submeter um plano geral aos credores. O caso de Delcir Sonda é o de maior valor entre os três. Empresas ligadas ao empresário cobram cerca de R$ 60 milhões em quatro processos.
O Internacional, por outro lado, contesta a cifra e calcula a obrigação em aproximadamente R$ 33 milhões. As ações estão relacionadas a empréstimos e negócios envolvendo o argentino Andrés D’Alessandro.
A segunda negociação é com Jair Peixoto. O agente cobra aproximadamente R$ 28,6 milhões em uma disputa relacionada à transferência de Bruno Fuchs para o CSKA Moscou, em 2020. A discussão envolve uma cláusula de exclusividade e o pagamento de comissão pela operação.
O terceiro grupo de processos tem origem no caso Dalton. A demissão do zagueiro por justa causa foi revertida judicialmente, o que deu origem a ações que podem representar uma obrigação próxima de R$ 30 milhões para o clube.
A concentração dessas três disputas explica a tentativa do departamento jurídico de encontrar uma saída negociada. Eventuais acordos poderiam reduzir o volume de cobranças e dar ao Inter maior previsibilidade para administrar parte das obrigações civis.
A diferença é relevante: negociar diretamente com credores não equivale a uma recuperação extrajudicial. Pela Lei 11.101/2005, esse processo exige plano, cumprimento das exigências legais, aprovação do quórum previsto e homologação judicial.
É esse procedimento que pode estabelecer condições mais amplas para os créditos abrangidos. Até o momento, o Internacional não assinou um plano desse tipo nem apresentou pedido de homologação à Justiça. O movimento atual está restrito às conversas com credores específicos.
A ofensiva jurídica ocorre enquanto o Inter também discute alternativas para reorganizar suas finanças. Desde agosto, a Alvarez & Marsal trabalha na análise do passivo e de mecanismos que possam melhorar a estrutura financeira do clube.
Entre as possibilidades avaliadas estão a antecipação de receitas e novas formas de captação. A direção colorada, por sua vez, vem resistindo à adoção de uma recuperação judicial e procura alternativas para enfrentar as obrigações sem recorrer a esse mecanismo.
As ações de Delcir Sonda já produziram efeitos concretos sobre o caixa do clube. A Justiça determinou bloqueios de valores em contas do Internacional, posteriormente revertidos de forma parcial após recurso.
O próximo passo dependerá das negociações. O Internacional pode fechar acordos individuais ou avaliar outras alternativas caso as tratativas não avancem. Por enquanto, a estratégia é renegociar diretamente as dívidas em disputa judicial.







































