RTI Esporte
·28 de agosto de 2026
Internacional pode ficar sem reforços por mais tempo? Entenda o risco

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·28 de agosto de 2026

O Internacional corre contra o tempo para resolver a dívida que provocou o transfer ban da Fifa. A diretoria, porém, ainda não trabalha com uma data para encerrar a punição aplicada está relacionada à negociação do zagueiro Juninho com o Midtjylland, da Dinamarca.
A Agência RTI Esporte apurou que o presidente Alessandro Barcellos concentra esforços na reorganização do fluxo de caixa antes de definir quando poderá quitar o débito com o clube dinamarquês. A prioridade no Internacional é evitar que a dificuldade financeira provoque novos atrasos.
A diretoria também monitora outras pendências que podem resultar em cobranças na Fifa. A punição impede o Internacional de registrar novos jogadores por três janelas de transferências. A restrição também pode ser encerrada antes desse período caso a dívida seja quitada.
O problema apareceu justamente na reta final da janela. Enquanto a punição estiver ativa, o Colorado não poderá registrar novos reforços no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Em comunicado, a diretoria colorada reconheceu dificuldades financeiras e limitações no fluxo de caixa. O Internacional também informou que busca alternativas para regularizar a situação com o clube dinamarquês.
A contratação de Tonny Sanabria não foi afetada pela punição. O atacante já havia sido registrado antes da decisão da Fifa. O paraguaio chegou ao Internacional durante a movimentação do clube para reforçar o elenco no segundo semestre.
Agora, porém, qualquer nova contratação depende da retirada do bloqueio. Na prática, a restrição reduz a margem de manobra do Internacional. Caso surja uma oportunidade no mercado, o clube não poderá contar com o reforço enquanto a punição permanecer ativa.
Outras dívidas aumentam pressão sobre o Internacional
O problema com o Midtjylland não é a única pendência financeira que preocupa a diretoria colorada. O Internacional também possui uma dívida relacionada à contratação de Johan Carbonero junto ao Racing, da Argentina.
A intenção da direção é cumprir o cronograma estabelecido com os argentinos. O objetivo é evitar que a cobrança avance e resulte em uma nova disputa formal. Outro caso também envolve o volante Benjamin Arhin.
O Dansoman Wise, de Gana, acionou a Fifa por parcelas atrasadas referentes à negociação do jogador. O clube gaúcho tem até 9 de setembro para responder à entidade máxima do futebol e buscar uma solução para o processo.
A cobrança envolve quatro parcelas em atraso da negociação que foi costurada em 2025. Segundo o clube ganês, apenas a primeira prestação do acordo foi paga. O processo ainda não provocou o atual transfer ban do Internacional.
Existe, porém, o risco de uma nova punição caso a pendência não seja solucionada. Se não houver pagamento ou acordo, o caso poderá avançar dentro da Fifa. Uma nova decisão desfavorável aumentaria ainda mais a pressão sobre o caixa colorado.
Por isso, a diretoria colorada precisa administrar diferentes frentes ao mesmo tempo. O objetivo não é apenas retirar a punição atual, mas evitar que outras dívidas tenham o mesmo desfecho e afete as finanças do clube.
O cenário financeiro passou a interferir diretamente no planejamento esportivo do Internacional. A direção precisa equilibrar pagamentos a outros clubes, despesas correntes e compromissos assumidos no mercado.
Ao mesmo tempo, manter a folha salarial em dia ganhou prioridade. A estratégia é evitar novos atrasos enquanto o clube busca alternativas para reorganizar as finanças. A situação exige cautela nos bastidores.
Qualquer novo compromisso precisa ser avaliado dentro de um cenário de caixa limitado. Por isso, o mercado da bola deixou de ser o único foco da diretoria. Antes de pensar em novos reforços, o clube precisa controlar as pendências existentes.







































