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·23 de abril de 2026

Irã confirma 'participação orgulhosa' na Copa, apesar de conflito com EUA

Imagem do artigo:Irã confirma 'participação orgulhosa' na Copa, apesar de conflito com EUA

A seleção masculina de futebol do Irã está se preparando para uma "participação orgulhosa e bem-sucedida" em seus jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos no meio do ano, segundo confirmou o próprio governo iraniano.

A capacidade e a disposição da equipe de viajar para a América do Norte para o torneio, que começa no dia 11 de junho, haviam sido colocadas em dúvida após ataques militares lançados pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.


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A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohejerani, declarou à TV estatal que o país, no entanto, está pronto para a competição.

"O Ministério da Juventude e Esportes fez um anúncio sobre a total preparação da nossa seleção nacional de futebol para a presença na Copa do Mundo de 2026 nos EUA, por ordem do ministro". Mohejerani acrescentou ainda que "os preparativos necessários de que esses queridos [jogadores] precisam para a participação orgulhosa e bem-sucedida da equipe foram concluídos".

A Fifa, por sua vez, tem mantido consistentemente que o Irã seguirá o cronograma da Copa do Mundo definido em dezembro do ano passado, rejeitando as sugestões de transferir as partidas da equipe para o México.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, sempre sustentou que o Irã jogaria o Mundial. Um avanço importante ocorreu em 31 de março, quando Infantino se encontrou com dirigentes e jogadores iranianos na Turquia, país onde a seleção vinha realizando amistosos preparatórios contra Nigéria e Costa Rica.

Embora a liga de futebol iraniana tenha sido suspensa devido ao conflito, a conta oficial da seleção no Instagram publicou recentemente imagens de um treinamento em Teerã.

A entidade máxima do futebol havia se comprometido a ajudar a encontrar um centro de treinamento no exterior para a equipe (possivelmente na própria Turquia), mas a Fifa ainda não confirmou os detalhes oficiais dessa estrutura.

O Irã tem duas partidas programadas pela fase de grupos no estádio do Los Angeles Rams, em Inglewood, contra Nova Zelândia e Bélgica, antes de viajar para Seattle para enfrentar o Egito.

A expectativa é que a delegação chegue à sua base de treinamentos em Tucson, no Arizona, até o dia 10 de junho, cumprindo a exigência da Fifa de desembarcar no país-sede com pelo menos cinco dias de antecedência do jogo de estreia.

No entanto, um obstáculo significativo ainda precisa ser superado: a emissão de vistos de entrada pelo governo dos EUA para a delegação iraniana.

Isso inclui a liberação para Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol e vice-presidente da confederação asiática.

Em dezembro, Taj teve seu visto negado e foi impedido de participar do sorteio da Copa do Mundo em Washington D.C., evento no qual Infantino entregou o "Prêmio da Paz da Fifa" ao presidente americano, Donald Trump.

O torneio, que contará com 48 seleções e é co-sediado por México e Canadá, tem sua grande final marcada para o dia 19 de julho.

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Trump teria sugerido 'troca'

Um enviado de Donald Trump pediu à Fifa para substituir o Irã pela Itália na próxima Copa do Mundo, segundo informações publicadas pelo jornal Financial Times, também nesta quarta-feira.

O plano é um esforço para reparar as relações entre Trump e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

Os dois se desentenderam em meio aos ataques do presidente americano contra o Papa Leão XIV devido à guerra no Irã, relatou o jornal britânico, citando pessoas familiarizadas com o assunto.

"Confirmo que sugeri a Trump e [ao presidente da Fifa, Gianni] Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano nativo e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, eles têm a tradição para justificar a inclusão", disse o enviado especial dos EUA, Paolo Zampolli, ao Financial Times.

A Casa Branca, a Fifa, a Federação Italiana de Futebol e a federação de futebol do Irã não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da agência Reuters.

A Itália ficou fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, após ser derrotada, por 4 x 1, na disputa de pênaltis contra a Bósnia e Herzegovina, na final da repescagem das eliminatórias.


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