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·14 de junho de 2026

Irã pressiona Fifa por respeito à bandeira e amplia tensão política antes da estreia

Imagem do artigo:Irã pressiona Fifa por respeito à bandeira e amplia tensão política antes da estreia

A poucos dias de sua estreia na Copa do Mundo 2026, a seleção do Irã elevou o tom contra a Fifa e passou a exigir garantias de que sua bandeira será respeitada durante a competição. O posicionamento foi reforçado pelo presidente da Federação Iraniana de Futebol (FFIRI), Mehdi Taj, que atribuiu à entidade máxima do futebol a responsabilidade de assegurar o cumprimento dos protocolos oficiais.

Durante atividade da equipe em Tijuana, no México, Taj afirmou que o tema já foi formalmente comunicado à Fifa e cobrou coerência na aplicação das regras. Segundo ele, o regulamento prevê a exibição obrigatória dos símbolos nacionais. “A Fifa é responsável, segundo os protocolos”, declarou em entrevista à agência de notícias AFP.


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O dirigente, inclusive, insistiu que a federação iraniana cumpriu todas as exigências formais e destacou a importância do respeito ao símbolo nacional em um jogo cercado de atenção política. “A bandeira oficial de um país deve estar presente no estádio”, reforçou.

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Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol – Reprodução de vídeo

A estreia está marcada para esta segunda (15), contra a Nova Zelândia, às 22h (de Brasília), em Los Angeles, cidade que concentra a maior comunidade iraniana fora do país. O cenário, porém, adiciona um componente político ao confronto, já que parte dessa diáspora mantém oposição aberta ao regime de Teerã.

Monitorando protestos

Nesse contexto, organizações de exilados planejam manifestações nos arredores do estádio. Os grupos, aliás, pretendem utilizar a antiga bandeira iraniana, anterior à Revolução Islâmica de 1979. Além de possíveis protestos dentro da arena, incluindo vaias ao hino nacional — episódio que já ocorreu na Copa do Catar, em 2022.

As autoridades iranianas reagiram com firmeza. O ministro do Esporte, Ahmad Donyamali, afirmou que o governo monitorará a exibição de símbolos e discursos durante a partida. E, inclusive, não descartou medidas mais rígidas caso ocorram manifestações consideradas hostis.

Embora o regulamento da Fifa proíba expressamente manifestações de caráter político dentro dos estádios, a entidade aplicou essas normas de forma variável em torneios anteriores, o que aumentou a incerteza sobre como administrará eventuais protestos.

Problemas pendentes

Mehdi Taj afirmou ainda que a Fifa atua para resolver pendências relacionadas ao tema, embora ainda não tenha solucionado todas as questões. “Conseguimos resolver alguns problemas, enquanto outros continuam pendentes”, disse o dirigente, demonstrando expectativa por avanços.

A tensão em torno da seleção iraniana, portanto, ocorre em um momento de forte instabilidade geopolítica. O conflito iniciado em fevereiro, após ataques envolvendo Israel e EUA contra o Irã, levantou dúvidas sobre a própria participação do país no Mundial.

Além disso, o governo norte-americano negou vistos a parte da delegação técnica iraniana. Isto levou a seleção a alterar sua preparação de última hora, transferindo sua base do Arizona para Tijuana, no México.

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