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·23 de julho de 2026

Itália, Jamaica, Gabão… veja quem teria jogado a Copa se fossem 64 seleções

Imagem do artigo:Itália, Jamaica, Gabão… veja quem teria jogado a Copa se fossem 64 seleções

A Copa do Mundo vive um processo de mudanças e, pela primeira vez, teve o recorde de 48 seleções em uma só edição. O resultado foi bem avaliado pela Fifa e já se discute um novo aumento para 2030, desta vez para 64 participantes. Mas e se a competição vencida pela Espanha no último domingo já tivesse esse número, quem mais teria participado?

O Jogada10 fez um exercício para levantar quais seriam esses países, com base nas somas de pontos das classificações das Eliminatórias de cada continente e nas repescagens mundiais. A referência para as 16 vagas foi a seguinte: seis europeus, dois da América do Sul, dois da Concacaf, três africanos e três asiáticos.


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Seleções historicamente fortes, como a Itália, a Dinamarca e a Nigéria, estariam dentro. Tetracampeã, a Azzurra, por sinal, quebraria a sequência de três Copas de ausência. Por outro lado, o torneio teria tido mais seis estreantes: Kosovo, Venezuela, Suriname, Omã, Indonésia e Gabão.

Quem completaria os 64:

África: Nigéria, Camarões e Gabão América do Sul: Bolívia e Venezuela Ásia: Emirados, Omã e Indonésia Concacaf: Jamaica e Suriname Europa: Itália, Dinamarca, Polônia, Kosovo, Eslováquia e País de Gales

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Jamaica e Nova Caledonia disputaram a repescagem para 2026 – Foto: Agustin Cuevas/Getty Images

A Indonésia tem uma história curiosa na Copa. Afinal, quando era colôna da Holanda e usava o nome de Índias Orientais Holandesas, até disputou a competição em 1938. Levou de cinco da Hungria e voltou para casa. No entanto, como nação independente, vem chegando perto, mas ainda não se classificou.

Já o Kosovo é a seleção europeia mais recente a se filiar à Fifa. Antes, seu território pertencia à Sérvia e se separou em 2008 após uma guerra civil. A ONU e um grupo de nações que tem Rússia e China não reconhecem o Kosovo. Já os Estados Unidos, em lado oposto, dão sua chancela.

E a repescagem?

É difícil prever como seria a redistribuição, já que haveriam novos confrontos na repescagem. Como menção honrosa, portanto, as seguintes seleções estariam na briga pelas respectivas vagas em seus continentes: Burkina Faso (África), Peru (América do Sul), Palestina (Ásia), Honduras (Concacaf), Albânia e Irlanda (Europa) e Nova Caledônia (Oceania).

Interesses comerciais

Há o interesse em aumentar ainda mais o número de participantes por conta da parte comercial. Por essa razão, a Conmebol é uma das federações que faz lobby por essa decisão da entidade máxima do futebol. Afinal, Argentina, Uruguai e Paraguai receberão alguns jogos da edição de 2030, em celebração ao centenário da Copa, cuja primeira sede foi o Uruguai.

Com mais seleções, obviamente haveriam mais partidas e os países sul-americanos receberiam mais tempo nas transmissões, mais investimentos e mais turismo. Os anfitriões oficiais do próximo Mundial são Espanha, Portugal e Marrocos. Em 2034 será a vez da Arábia Saudita.

Diretor de Desenvolvimento Global da Fifa, Arsène Wenger acredita que a mudança de 32 para 48 equipes foi positiva por uma questão de evolução do futebol.

“Achamos que era eticamente necessário dar chance a que mais seleções apresentassem seu futebol. Estou convencido de que foi a decisão correta e que foi um grande sucesso”, disse o ex-técnico do Arsenal. “A diferença entre equipes grandes e pequenas vem ficando cada vez menor e o conhecimento do jogo influenciou. Achavam antes da Copa que poderia ser um desastre para algumas seleções, não foi o que aconteceu. O futebol se desenvolve mundo afora, a informação viaja rapidamente. A qualidade desta Copa foi muita alta”, argumentou Wenger.

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Presidente da Fifa ao lado do presidente da CBF, Samir Xaud – (Foto: Divulgação / FIFA)

Críticas do meio do futebol

Nas redes sociais, os fãs se dividiram sobre o aumento. Em um primeiro momento, com as goleadas e as partidas sem apelo, surgiram mais zoações. À medida em que o Mundial ganhou em emoção e bateu recordes de gols desde 1970, a opinião mudou.

Técnico do Real Madrid, José Mourinho, por sua vez, detonou a decisão de classificar seleções mais frágeis.

“Para ser honesto, depois de 10 minutos eu desliguei (a TV) em algumas partidas. Para mim, a Copa é o top de tudo. Eu sei que socialmente significa muito para vários países, o mundo está respirando futebol. Mas uma coisa é o lado social e outro é a pureza do esporte. Não é possivel ver 7 a 1, 5 a 1… isso não é a Copa”, criticou o português.

Já o ex-goleiro Fernando Prass, hoje comentarista do canal SporTV, disse durante o Mundial que mudou sua visão.

“Eu fui um dos que critiquei (a mudança), mas botei a cabeça no travesseiro e hoje vejo que estávamos tendo o comportamento de querer deixar fora seleções que merecem estar lá, evoluíram e lutaram para participar. Não teve muita discrepância (no nível). A Copa foi muito legal”.

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