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·30 de setembro de 2026

Jan Bednarek aponta pecado da Polónia: “Há falta de comunicação”

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Jan Bednarek, defesa-central do FC Porto e internacional polaco, fez a radiografia à derrota da Polónia por 3-1 diante da Suécia, na Liga das Nações. No rescaldo do encontro, apontou problemas na adaptação ao sistema de três centrais, na eficácia e nas bolas paradas. Acima de tudo, identificou o pecado defensivo: “Faltou comunicação.”

Na zona mista, Jan Bednarek encontrou uma seleção em busca de respostas, depois de somar apenas um ponto nos encontros com a Bósnia e Herzegovina e a Suécia. A Polónia ocupa o terceiro lugar do grupo e atravessa um ano civil de 2026 discreto, com apenas uma vitória em seis partidas, cenário que tornou ainda mais incisiva a análise do central à equipa orientada por Jan Urban.


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A mudança de uma defesa a quatro para um sistema com três centrais esteve no centro da primeira leitura. Bednarek aceitou as escolhas do selecionador, mas deixou claro que as diferentes exigências táticas obrigam a uma adaptação coletiva mais rigorosa.

“Joga-se de forma completamente diferente com três ou quatro defesas e creio que todos temos essa noção.”, sustentou. “O selecionador toma as decisões e nós somos profissionais, temos de lidar com isso a este nível. Parece-me fundamental ter o adversário pela frente quando jogamos com uma linha subida. São aspetos que, após análise e reflexão, se conseguem corrigir com relativa facilidade”

Ao aprofundar o diagnóstico defensivo, o central apontou a ausência de comunicação e o reduzido entrosamento entre os jogadores.

“Faltou comunicação. Se o Tymek Puchacz tivesse gritado ao Kiwi [Kiwior] que vinha alguém nas costas, teríamos resolvido a situação.”, explicou. “Falta esse entrosamento, há jogadores novos, mudanças, e temos de atingir o nível máximo com maior rapidez.”

O retrato traçado por Bednarek não é o de uma falha estrutural impossível de corrigir, mas o de uma equipa ainda pouco sincronizada. Entre alterações e jogadores novos, a Polónia precisa de transformar mais depressa princípios táticos em respostas automáticas dentro de campo.

Com bola, o internacional polaco encontrou sinais mais positivos, sobretudo na capacidade para descobrir espaços e construir na primeira parte. O problema surgiu nos metros decisivos, onde faltaram serenidade, eficácia e agressividade.

“Encontrámos bem os espaços entre linhas, foi difícil para a Suécia travar a nossa construção na primeira parte. Faltou um pouco de eficácia e mais tranquilidade no passe da ala para o centro.”, avaliou. “Chegamos à grande área e falta-nos agressividade. Gyokeres teve um cruzamento e transformou-o em golo. Mais uma vez, são os pequenos detalhes, as pequenas coisas em que a Suécia foi superior”

A comparação com Gyokeres resumiu a diferença que Bednarek viu no encontro: a Polónia conseguiu chegar, mas a Suécia foi mais contundente. Numa partida decidida também pela execução, os pequenos detalhes acabaram por adquirir um peso decisivo.

As bolas paradas foram outro ponto sensível, com a Suécia a capitalizar dois golos através do trabalho de Andreas Georgson. Bednarek conhece bem o técnico dos tempos do Southampton e não se mostrou surpreendido com a importância atribuída a esse momento do jogo.

“Sim, ele é, por assim dizer, um fanático pelas bolas paradas e, quando trabalhávamos com ele, dizia que 25% dos golos no futebol atual surgem através de esquemas táticos. Penso que eles têm noção disso. Temos de tirar ilações.”, recordou. “Parece-me que, defendendo à zona, podemos destacar alguns jogadores para marcação direta, de modo a bloquear as movimentações deles. São pequenas coisas, pequenos detalhes, mas que podem ajudar os jogadores que estão na zona a ganhar balanço e atacar a bola. Somos perfeitamente capazes de corrigir isto e evoluir enquanto equipa.”

Também aqui, a mensagem foi de correção e não de resignação. O central propôs ajustamentos concretos dentro da defesa à zona, insistindo na ideia de que a evolução passa por afinar pormenores que, perante adversários eficazes, se tornam determinantes.

O futuro imediato coloca a Roménia no caminho da Polónia, na sexta-feira, às 19h45, no PGE Narodowy. Apesar da importância do duelo, Bednarek recusou transformar a partida num ultimato e preferiu concentrar a atenção na possibilidade de reunir o melhor dos dois primeiros encontros.

“Não vale a pena criar uma pressão desmedida dizendo que é o jogo de todas as decisões. É um jogo que vale três pontos e é nisso que temos de focar-nos.”, garantiu. “Queremos juntar o melhor dos dois jogos: contra a Bósnia estivemos muito bem a nível defensivo, e com a Suécia criámos ocasiões e construímos jogo. O segredo passa por reunir tudo isso e fazer uma partida completa. Espero que este terceiro jogo nos seja favorável e possamos dar muitas alegrias aos nossos adeptos”

Entre a solidez mostrada diante da Bósnia e Herzegovina e a capacidade de construção exibida frente à Suécia, Bednarek traçou o objetivo sem dramatismos: completar o que até agora surgiu apenas por momentos. Para a Polónia, a resposta desejada passa por transformar fragmentos positivos numa exibição inteira.

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