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Coluna do Fla

·11 de setembro de 2026

Jardim freia empolgação, mostra preocupação e manda recado para o Flamengo sobre jogo da Libertadores

Imagem do artigo:Jardim freia empolgação, mostra preocupação e manda recado para o Flamengo sobre jogo da Libertadores

Leonardo Jardim pregou respeito ao jogo de volta contra o Independiente del Valle (EQU) e falou do cansaço do time


Vaga encaminhada, mas não confirmada. Esse é o pensamento do Flamengo no confronto com o Independiente del Valle (EQU). Depois de vencer por 2 a 0 na altitude de Quito, no Equador, o Mengão pode até perder por um gol no Maracanã para avançar às semis da Libertadores. O técnico Leonardo Jardim fez questão de frear a empolgação após o duelo na altitude de 2850 metros. Além disso, o professor falou da questão física.

Nós tivemos alguma dificuldade na primeira parte. Pelo jogo, pela altitude e pela velocidade da bola, mas principalmente pela dinâmica. O adversário conseguiu ter mais a bola, conseguiu fazer mais triangulações. E nós tivemos menos a bola. Sabíamos que ia ser um teste difícil. Não é por acaso que, de 2020 até hoje, o Flamengo empatou e perdeu duas vezes aqui. É sempre um jogo difícil – disse ele.


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No segundo tempo, falamos que o adversário ia diminuir um pouco a intensidade e a gente ia ter um pouco mais a bola. Tendo mais a bola, estamos mais dentro do que é o nosso jogo e as nossas dinâmicas. Foi isso que aconteceu. Acabamos sendo superiores na segunda parte, fizemos os dois gols de forma justa. Demos um passo importante, não decisivo, na eliminatória. Agora vamos recuperar muito bem porque, daqui a dois dias, temos mais um clássico, um jogo importante no campeonato – completou Leonardo Jardim.

CANSAÇO

Como mencionado por Leonardo Jardim, o Flamengo volta em campo já no domingo (13), contra o Corinthians, pelo Brasileirão. O português mencionou a questão física como uma preocupação para o duelo válido pela 27a rodada e o pouco tempo de recuperação.

Com certeza o desgaste é um desgaste efetivo, só dois dias de recuperação, uma viagem grande e de muitas horas. Vocês viram a dificuldade dos jogadores. Desgaste por correr, lutaram, trabalharam por 90 minutos. Até o jogo de domingo, é descanso, principalmente. Depois, aproveitar algumas peças que jogaram menos hoje, ou menos tempo, para tentar recuperá-las para o pós-jogo do Corinthians. É por isso que o que tem que fazer a diferença no Flamengo é o seu elenco, numa loucura dessas em que sempre temos que jogar no meio de semana, e sempre com a responsabilidade de ganhar os jogos – falou.

Depois de encaminhar a vaga para as semifinais da Libertadores, o foco do Flamengo agora é seguir na liderança do Brasileirão. A reportagem do Coluna do Fla, portanto, vai trazer todas as informações relacionadas ao Mais Querido do Brasil.

OUTRAS RESPOSTAS DE JARDIM

Opção por ter Varela no banco – Eu já fui claro sobre os dois jogadores que tenho à direita. Extremamente satisfeito, dois jogadores diferentes, mas de grande qualidade. A opção destes dois jogos fora, contra Remo e Del Valle, era uma opção pois tínhamos que ter alguma atenção no jogo aéreo, fechar bem no segundo poste, termos algumas situações mais físicas. Encaixava muito bem no perfil do Royal. E também, as pessoas não sabem, mas no jogo contra o Mirassol houve um toque no Varela, que ficou dois dias sem treinar. – Treinou depois com muita dificuldade. Mesmo hoje para entrar, se vocês repararem, perguntei a ele: “Como está? Vai dar para fazer?” Ele disse “vai dar, ainda me dói um pouco, mas vou no sacrifício”. Por isso, ele entrou, senão eu teria que optar talvez pelo Danilo, seria outro tipo de situação. Mas são dois jogadores de grande qualidade. Muito satisfeito estão o Flamengo e o treinador por terem dois jogadores destes para a mesma posição. Flamengo é o grande favorito? – Eu acho que a altitude é sempre um fator que a gente tem que ter em conta. Já aconteceu no Cusco e temos que ter algumas ideias que não podem deixar de existir na equipe para não entrarmos no jogo de altitude que é o jogo de transição e a provoca-nos grande desgaste. É um jogo que a equipe tem que estar muito mais compacta do que habitualmente. E nós trabalhamos isso, já tínhamos feito em Cusco, fizemos hoje e aproveitamos a segunda parte,. Fizemos uma grande segunda parte, a primeira parte mais do sacrifício, mais em termos posicionais defensivos, não conseguirmos outras saídas, não tivemos o engenho para conseguir ter saídas com mais qualidade. – Na segunda parte, com uma bola, estivemos mais perto da nossa forma de jogar e acho que ganhamos mais justificamos dar-nos um passo importante, mas com certeza o jogo no Maracanã será o outro jogo e temos que ter a mesma responsabilidade daquela que vemos aqui. E com a ajuda de daqueles 60 mil que eu acredito que vão estar presentes para nos ajudar a qualificar a equipe para a semifinal. Em relação a favoritos, com certeza que o campeão do ano anterior é sempre um favorito. Mas vocês sabem da dificuldade de conquistar duas vezes a Libertadores. Por isso a gente tem que pensar jogo a jogo, ter maturidade e saber que somente com intensidade de trabalho, um grupo forte, que a gente consegue chegar ao fim. O que você pensa dos equatorianos do elenco, Valencia e Plata? – Em relação ao Valencia, é um jovem jogador que acreditamos, achamos que vai nos ajudar no presente e também é uma aposta no futuro. Dentro da lógica que estava explicando, é fácil trazer um jogador de valor elevado e colocar para jogar, mas também tem que ter jogadores no elenco para a gente desenvolver, que serão peças importantes no futuro. O Valencia está nesse grupo de jovens em que queremos apostar. – Em relação ao Plata, fiquei feliz por ele não ter saído porque é um jogador de muita intensidade, agressivo na procura da bola. É um jogador que dá dinâmica diferente dos outros, hoje deu dinâmica diferente do Carrascal no corredor. Por isso, fico satisfeito de ter essa opção, por ser um jogador competitivo e por estar conosco até o fim da temporada para ajudar-nos nos objetivos. Combinação entre Royal e Carrascal ainda precisa ser aprimorada? – (A escalação) ideal para este jogo foi esta. Com o Bruno na frente, Arrascaeta, Lino e Carrascal. A ideal do último jogo (contra o Remo) já não foi esta, foi outra, e contra o Corinthians vai ser outra. O importante é que nossos jogadores mostrem suas capacidades. Digo isso todas as semanas aos meus jogadores: quando se levantam troféus, o troféu não leva o nome dos jogadores. Quem é que marcou ou não, quem jogou mais ou menos. No troféu, vem “ganhou tal equipe”. Quando ganhamos algo no nosso currículo, ganhamos todos, por isso temos que lutar todos pelos objetivos da equipe. Todos no nosso elenco são de qualidade, por isso conto com todos em todos os momentos da temporada. Alguns por um motivo ou outro jogam menos, o que é normal. Mas conto com eles porque será necessário que todos mostrem qualidade, empenho e coletividade. O time tem a cara do Leonardo Jardim? – O treinador tenta não atrapalhar. Em primeiro lugar, quero que a equipe seja competente, equilibrada, jogue para ganhar independentemente dos 11 que começar, ou são os que vão ajudar. Os que entraram ajudaram muito. A segunda parte foi boa também graças aos que entraram no jogo. Falei com os jogadores: “os adversário pode ter um ritmo alto no início, mas na segunda parte, se a gente entrar com 3 ou 4 jogadores e refrescar, eles não conseguem aguentar os 90 minutos”. Em relação a isso, vou ser repetitivo, vocês sabem que a gente treinou com 10 jogadores ou 11, e andavam os outros jogadores nos Estados Unidos jogando outros sem jogar. E quando eles vieram tivemos que integrá-los ao mesmo tempo. Com certeza, não estavam em forma. – Eu disse que quando tivéssemos um período para treinar, e depois desses jogos tivemos um período para treinar, o time melhorou. Aqui no Brasil não se acredita no treino. Acreditam que o jogador tem que jogar. Se tiver de férias, não interessa, tem que jogar. Eu acredito no treino porque venho de uma escola que precisa acreditar no treino. No projeto, planejamento, empenho. Não acredito no aparecimento esporádico das coisas. Um bom jogador tem que treinar bem. “Ah, o Ayrton está melhor, o Lino está melhor”. Isso é um processo. Eles treinam. Se eles não treinassem, não estariam tão bem.

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