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·23 de setembro de 2026

Jogador mais valioso fora das ‘Big5’ joga no FC Porto

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Victor Froholdt é o jogador mais valioso a atuar fora das denominadas Big5, segundo um estudo publicado esta quarta-feira pelo Observatório do Futebol (CIES). O médio do FC Porto lidera uma lista com forte presença do campeonato português, na qual também se destaca Oskar Pietuszewski, e surge avaliado muito perto da própria cláusula de rescisão. Sobre o método utilizado, o organismo garante que é “particularmente robusto e eficiente”.

As conclusões divulgadas pelo Observatório do Futebol colocam Victor Froholdt no topo dos futebolistas que não jogam na Premier League, La Liga, Serie A, Ligue 1 ou Bundesliga. O internacional dinamarquês, contratado pelo FC Porto no verão de 2025, encabeça uma avaliação que reforça a presença dos dragões e de outros clubes portugueses entre os ativos mais valorizados fora dos cinco principais campeonatos europeus.


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No centro do estudo está a avaliação de Froholdt, cujo valor de mercado foi fixado pelo CIES em 83,7 milhões de euros. O jogador chegou ao FC Porto proveniente do Copenhaga, numa transferência na ordem dos 20 milhões de euros, acrescidos de dois milhões em bónus.

O dinamarquês assinou um contrato válido até junho de 2030 e ficou protegido por uma cláusula de rescisão de 85 milhões de euros. A estimativa agora apresentada pelo organismo fica, assim, muito próxima desse limite contratual.

A leitura do CIES coloca Froholdt numa posição singular fora das Big5 e projeta a aposta feita pelo FC Porto. A diferença entre o valor da transferência e a avaliação atual dá ainda maior expressão ao lugar ocupado pelo médio no estudo.

O FC Porto não se limita, porém, ao primeiro posto. Oskar Pietuszewski surge na sétima posição do top 10, com um valor de mercado estimado em 60,7 milhões de euros, garantindo aos campeões nacionais em título uma segunda presença entre os dez primeiros.

Mais abaixo, já fora desse grupo, aparecem outros dois jogadores dos dragões. William Gomes está avaliado em 50,3 milhões de euros, enquanto Diogo Costa surge imediatamente depois, com uma estimativa de 49,3 milhões.

O retrato traçado pelo estudo revela, portanto, uma representação portista que vai além do destaque individual de Froholdt. São quatro jogadores do FC Porto entre os nomes referidos, com dois deles instalados no top 10.

A presença portuguesa estende-se aos rivais. O Benfica coloca Vangelis Pavlidis imediatamente atrás de Froholdt, com um valor de 65 milhões de euros, e Gianluca Prestianni no oitavo lugar, avaliado em 57,9 milhões.

Fora das dez primeiras posições, Tomás Araújo surge com um valor de mercado de 50,1 milhões de euros e Georgiy Sudakov com 49,4 milhões. O conjunto encarnado conta, assim, com quatro jogadores entre os nomes destacados pelo estudo.

O Sporting também surge representado em dose dupla no top 10. Luis Suárez ocupa o quarto lugar, com uma avaliação de 62,9 milhões de euros, e Gonçalo Inácio é nono, com o passe estimado em 57 milhões.

Embora os jogadores leoninos apareçam abaixo dos elementos mais bem colocados de FC Porto e Benfica, os números confirmam o peso dos três clubes portugueses no ranking. Entre os dez primeiros, seis futebolistas atuam no campeonato nacional.

Para chegar às estimativas, o CIES refere ter considerado cinco categorias de variáveis. Na explicação divulgada nas plataformas oficiais, o organismo aponta fatores ligados ao momento da transferência, ao contrato, ao rendimento desportivo e ao perfil de cada jogador.

Entre os elementos identificados estão o “período (época ou ano da transferência, etc)”, o “trabalho (duração do contrato, verbas anteriores, etc)”, o “desempenho (golos, minutos, etc)” e as “caraterísticas do jogador (idade, posição, etc)”.

O modelo procura, deste modo, cruzar o enquadramento contratual e económico com a utilização e as características individuais. É essa combinação que sustenta os valores atribuídos a Froholdt e aos restantes jogadores mencionados.

O próprio Observatório do Futebol admite, ainda assim, que uma estimativa estatística não reproduz necessariamente o preço final de uma transferência. O CIES classifica o modelo como “particularmente robusto e eficiente”, mas ressalva que “alguns dos preços pagos pelos clubes diferem significativamente dos valores estimados”.

Para ilustrar essa distância, o organismo recupera a transferência de Hulk, antigo jogador do FC Porto, do Zenit para o Shanghai Port, em 2016, por 56 milhões de euros. O caso serve para mostrar como o contexto económico dos compradores pode ultrapassar os parâmetros históricos integrados no modelo.

“Foi negociado por um preço quase quatro vezes superior ao estimado pelo nosso modelo estatístico.”, pode ler-se. “Parte da discrepância pode ser explicada pelo facto de os clubes chineses não terem, anteriormente, sido muito ativos, no mercado de transferências. Consequentemente, o seu potencial económico integrado no modelo, calculado com base em transações passadas, estava ultrapassado”

A ressalva não retira Froholdt do topo, mas enquadra o alcance da avaliação: trata-se de uma estimativa construída a partir de variáveis estatísticas, não de um preço garantido numa futura negociação. Ainda assim, os 83,7 milhões de euros colocam o jogador do FC Porto como a principal referência do estudo fora das Big5.

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