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·07 de julho de 2026
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A contundente vitória por 4 a 1 da Bélgica sobre os Estados Unidos, nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA de 2026, foi marcada pelo episódio da anulação do cartão vermelho de um jogador dos EUA, após pedido de Donald Trump.
E jogadores da seleção europeia admitiram que a decisão de liberar o atacante Folarin Balogun – que deveria cumprir suspensão por ter sido expulso contra a Bósnia – acabou motivando os belgas dentro das quatro linhas.
📸 Michael Steele - 2026 Getty Images
Para o meio-campista Youri Tielemans, um dos destaques da Bélgica nesta Copa, o "Caso Balogun" foi o estopim para a postura da equipe desde o apito inicial.
"Não vou esconder: tivemos uma reunião quando recebemos a notícia [da liberação], e dissemos que teríamos que responder em campo. Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem a partida, algo que estava faltando a nós no início do torneio", revelou Tielemans à agência AFP.
O volante Nicolas Raskin ecoou o sentimento do companheiro, criticando o peso dos eventos fora das quatro linhas na preparação para o duelo decisivo.
"Havia um sentimento de injustiça no grupo e tínhamos muita vontade de responder em campo", resumiu Raskin.
Na véspera do jogo, o técnico da Bélgica, Rudi Garcia, já havia ironizado a postura da FIFA, mas, após a classificação, minimizou o impacto do episódio no resultado final.
"Havia 11 jogadores dos EUA do outro lado, e tanto faz quem estava em campo. [...] A vitória foi fruto do nosso plano de jogo", afirmou.
Garcia também protagonizou um momento de empatia ao ser fotografado consolando Balogun após a eliminação da seleção estadunidense.
Ao jornal The New York Times, o treinador explicou que a iniciativa partiu do próprio atacante.
"Ele veio falar comigo, e eu gostei disso. Não é culpa dele, ele não merece ser culpado por nada. Eu disse isso a ele", disse Garcia.
📸 David Ramos - 2026 Getty Images
O "Caso Balogun" se tornou um dos maiores imbróglios desta Copa do Mundo, misturando futebol e desinformação.
A expulsão
Balogun recebeu cartão vermelho no jogo anterior contra a Bósnia.
O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou a punição após ser chamado pelo VAR para revisar um pisão do atacante.
Desinformação
Intervenção de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, então, usou as falsas alegações para questionar a idoneidade do árbitro brasileiro.
"Aquele árbitro é um pouco suspeito... Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar", declarou Trump, admitindo ter ligado para a Fifa para exigir uma "revisão" do lance, o qual considerou um choque normal.
Decisão da FIFA
O comitê disciplinar acabou revertendo a suspensão de Balogun.
O presidente da entidade, Gianni Infantino, confirmou a conversa telefônica com Trump, mas blindou a instituição, afirmando que "os órgãos judiciais da FIFA atuam de forma autônoma" e que sua independência deve ser respeitada.
📸 David Ramos - 2026 Getty Images







































