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·16 de setembro de 2026

Jogadores do São Paulo não suportam mais nem ouvir nome de Massis por mentiras e promessas não cumpridas

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Jogadores do São Paulo não suportam mais nem ouvir nome de Massis por mentiras e promessas não cumpridas

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O clima entre o elenco e a diretoria do São Paulo ficou ainda mais tenso após uma sequência de atrasos salariais e promessas não cumpridas. Jogadores passaram a demonstrar forte insatisfação com a condução financeira do clube e se fecharam internamente diante da falta de previsibilidade.

A situação se agravou depois que o São Paulo atrasou, pela primeira vez, também os salários registrados em carteira. Os valores deveriam ter sido depositados no início de setembro, mas não foram pagos dentro do prazo.

A justificativa apresentada pela diretoria irritou ainda mais os atletas. Segundo informações dos bastidores, a cúpula do clube atribuiu a falta de recursos à oposição política. O elenco, que deveria estar protegido das disputas internas, entendeu que os problemas políticos passaram a afetar diretamente a rotina profissional. Informações divulgadas pelo jornalista Eder Traskini do ge.

Promessas de Massis não foram cumpridas

Harry Massis assumiu a presidência do São Paulo após o processo de impeachment de Julio Casares. Em janeiro, o dirigente se reuniu com jogadores e membros da comissão técnica no CT da Barra Funda.

Na ocasião, Massis teria prometido que os direitos de imagem não voltariam a atrasar. No mês seguinte, o clube fechou um acordo com o elenco para parcelar em dez vezes os valores pendentes referentes ao ano anterior.

A promessa era manter os pagamentos correntes em dia e regularizar gradualmente o passivo. O acordo, porém, foi cumprido apenas durante cinco meses.

Atualmente, pelo menos três parcelas do acordo estão atrasadas. Além disso, o São Paulo acumula pendências referentes aos direitos de imagem de junho, julho e agosto. Em alguns casos, jogadores chegam a ter seis meses de pagamentos pendentes.

Atletas contratados na última janela de transferências também não teriam recebido sequer um mês de direitos de imagem, segundo informações dos bastidores.

Elenco cria pacto de ajuda

O atraso nos salários em carteira aumentou ainda mais a preocupação do grupo. Diante da falta de uma previsão clara de pagamento, as lideranças do elenco criaram um pacto de ajuda financeira para apoiar os jogadores que enfrentassem maiores dificuldades.

Rafael, Luciano e Calleri chegaram a utilizar recursos próprios para ajudar companheiros com despesas básicas, como aluguel e parcelas de moradia. A iniciativa partiu dos próprios atletas e não da diretoria do clube.

O São Paulo começou a quitar parte dos salários atrasados priorizando jogadores com menores remunerações, principalmente jovens das categorias de base. Mesmo assim, parte do elenco continuou com pendências.

O pagamento dos salários em carteira acabou sendo regularizado posteriormente, mas os direitos de imagem continuaram atrasados.

Luciano expôs insatisfação

A eliminação para o Boca Juniors na CONMEBOL Sul-Americana tornou pública a insatisfação do elenco. Logo após o empate em 1 a 1 no MorumBIS, Luciano afirmou que nunca recebeu salário em dia desde que chegou ao São Paulo.

“Nunca recebi salário em dia aqui. Muitos jogadores vêm para o São Paulo porque querem vestir a camisa e estar aqui. Eu quero estar aqui. A gente ajuda quem precisa”, disse o atacante.

Luciano também afirmou que recebeu propostas de outros clubes, mas permaneceu no Tricolor por causa do amor pelo clube e do desejo de conquistar um título.

A declaração foi interpretada internamente como um recado direto sobre a situação vivida pelos jogadores. O atacante também pediu desculpas à torcida pela eliminação diante do Boca.

Rafinha admite que atrasos atrapalham

O executivo de futebol Rafinha tentou defender a diretoria, mas reconheceu que os problemas financeiros afetam o ambiente do São Paulo.

“Claro que atrapalha. Não posso ser hipócrita e falar que não atrapalha. Não atrapalha só no São Paulo, mas em qualquer clube e em qualquer profissão”, afirmou.

Apesar disso, Rafinha ressaltou que os jogadores continuam se esforçando em campo e não são movidos apenas por dinheiro. O dirigente também declarou apoio ao presidente Harry Massis e afirmou que ele está pagando dívidas acumuladas por administrações anteriores.

As declarações, porém, não diminuíram a insatisfação do elenco. O grupo entende que as promessas de regularização não foram cumpridas e que a diretoria ainda não apresentou uma solução definitiva.

Crise política também afeta o futebol

A crise financeira acontece em meio a uma disputa política dentro do São Paulo. A falta de unidade entre os dirigentes dificulta a tomada de decisões e atrasa soluções para os problemas financeiros.

O clube tenta viabilizar novas receitas por meio da antecipação de valores relacionados ao contrato de gestão de ingressos e do programa de Sócio-Torcedor. O acordo com a Ticketmaster prevê repasses que podem chegar a R$ 140 milhões, mas a liberação dos recursos depende de etapas internas de aprovação.

Enquanto o dinheiro não entra nos cofres, o São Paulo precisa lidar com atrasos, cobranças e a perda de confiança dos jogadores.

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