AVANTE MEU TRICOLOR
·24 de janeiro de 2026
JOGOU COMO NUNCA, PERDEU COMO SEMPRE: São Paulo começa bem, mas defesa acumula erros, dá vitória ao Palmeiras e situação segue complicada no Paulistão

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·24 de janeiro de 2026

Por 20 minutos o torcedor do São Paulo pôde acreditar que seu time ia reagir à má fase e encerrar o jejum sem vitórias sobre o Palmeiras.
Por 20 minutos o São Paulo apresentou, talvez, o seu maior desempenho coletivo e tático do ano, com um plano de jogo bem estabelecido, com uma proposta pautada para enfrentar o rival e que lhe rendeu a liderança em TODAS as estatísticas de jogo.
Mas talvez o problema seja como o relatado pelo famoso ditado popular de arquibancada: jogou como nunca, perdeu como sempre. O que parece ser uma tônica do São Paulo desde o ano passado.
Em uma noite onde as coisas dentro de campo, enfim iam caminhar – e havia motivo para a esperança – o sistema defensivo colocou tudo a perder. E o Tricolor chegou à décima partida seguida sem conseguir vencer o rival verde: 3 a 1 para eles, em Barueri (SP).
O São Paulo conseguiu jogar só 20 minutos contra o Palmeiras. Em um primeiro momento até conseguiu mostrar certo poder de reação, já que sofreu o primeiro gol logo aos sete minutos e igualou logo no lance seguinte.
Mas depois que tomou o segundo, em um cenário onde se apresentava melhor que o rival, foi demais. Sem reação, o time se tornou apático, desmontou o que estava dando certo. E ainda tomou o terceiro.
O vilão é claro: o sistema defensivo, que paçocou em todos os lances. Mas vamos por partes…
Foi um jogo onde Crespo literalmente parece ter trabalhado a semana inteira para ele, talvez autoexplicativo pela escalação usada na derrota para a Portuguesa. E deu certo. Esperando a tradicional mania de Abel Ferreira de subir as linhas para marcar a saída de bola são-paulina, o Tricolor apostou no uso de Lucca como válvula de escape na retomada de posse para a transição direta.
Taticamente, era um time compactado, com os volantes presos e abusando muito do fôlego dos laterais. Bom plano, mas que dependia de atenção total para funcionar.
Logo aos 7, em uma dessas subidas de linhas do português, Bobadilla parece não ter prestado atenção, perdeu a bola para Flaco López e Maurício aproveitou a intermediária livre para finalizar. Há quem falará em falha de Rafael.
Menos mal que após o apagão, o paraguaio compensou. Em uma cobrança ensaiada de escanteio, Arboleda escorou e o camisa 16 aproveitou para empatar.
O cenário parecia ser de virada. Mas aí lembremos que o homem de referência no ataque era Tapia (Calleri ficou no banco). E o chileno conseguiu perder três chances seguidas criadas justamente pela transição rápida.
Como quem não faz toma e a recomposição é um dos maiores problemas do São Paulo, o Palmeiras aproveitou. Andreas Pereira, livre, leve e solto de qualquer marcação recebeu passe colocado na intermediária e teve tempo para achar López, que passou como quis pela marcação para voltar a colocar eles na frente.
Foi praticamente o apito final para o São Paulo, que sentiu o baque. Anímico, o time não conseguia mais acertar o esquema; E parou de atacar. E defender. Esperava-se algo depois do intervalo. Mas logo aos 5, eles trabalharam como quiseram em uma jogada tradicional deles pelo lado e Khellven completou, advinha, após López escorar.
Em um campeonato tiro curto, com apenas oito rodadas, o São Paulo tem apenas uma vitória nas cinco rodadas disputadas até aqui. Estacionado nos quatro pontos, é o 14º colocado, o primeiro fora da zona de rebaixamento do Estadual. SIM, O ESTADUAL.
E quem pensa que as pedreiras acabaram, elas só estão começando: o próximo compromisso pelo Paulistão é contra o Santos, no domingo (1/2), no único clássico que será disputado no Morumbi. Mas antes disso, na quarta-feira (28), tem Flamengo na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O sinal de alerta está mais do que ligado.









































