Jogada10
·14 de julho de 2026
Jornal americano publica obituário de Garrincha 43 anos depois da morte do jogador

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O famoso “New York Times” cometeu uma gafe? Essa foi a primeira pergunta do leitor do jornal, nesta segunda-feira (13/7), ao se deparar com a publicação do obituário de Garrincha, morto em 1983. No entanto, a questão tem uma explicação e não foi ao acaso.
O conteúdo, afinal, faz parte da série “Overlooked No More”, que publica obituários de pessoas notáveis que não tiveram suas mortes, a partir de 1851, noticiadas pelo jornal americano. Nomes do esporte, música, literatura e outras áreas já ganharam esta homenagem.
O jornal americano trata Garrincha como um talento praticamente impossível, responsável por um dos maiores desempenhos individuais da história das Copas.

Brasil campeão da Copa do Mundo de 1958 – Foto: Arquivo Nacional / Fundo Correio da Manhã / Domínio Público
“Nasceu com um corpo que parecia inadequado para o futebol. Sua perna esquerda estava arqueada para fora; a direita, mais comprida em mais de dois centímetros, curvava-se para dentro”, diz trecho da matéria assinada pelo jornalista Jeré Longman.
A luta contra o alcoolismo e o relacionamento com a cantora Elza Soares também foram os destaques na matéria.
“Em 1969, dirigindo supostamente embriagado e sem faróis no escuro, Garrincha sofreu um acidente que matou sua sogra, que estava no banco do passageiro. Soares deixou Garrincha em 1977 depois que ele a agrediu com socos e chutes. Eles se divorciaram posteriormente”, destacou o texto.
Garrincha nasceu em 28 de outubro de 1933 em Pau Grande, no Rio de Janeiro. Em campo, ele passou por Botafogo, Corinthians, Portuguesa Santista, Flamengo, Junior Barranquilla, Novo Hamburgo e Olaria. Pela Seleção, foi campeão das Copas do Mundo de 1958 e 1962. Garrincha morreu em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações causadas pelo alcoolismo.







































