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·12 de agosto de 2026

Jornalista contesta versão do Corinthians em caso Depay: ”Falácia”

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A versão pública do Corinthians para a não renovação com Memphis Depay não convenceu parte da mídia esportiva brasileira, sobretudo quem acompanha o clube de perto. Há quem conteste a justificativa de preocupação com “a saúde financeira” e a credibilize à politicagem interna. Caso, por exemplo, do jornalista Breiller Pires, da ESPN.

“Esse distrato com o Memphis, só expõe o desastre institucional que é o Corinthians hoje. O corintiano não pode cair nessa falácia que o Memphis não ficou por responsabilidade financeira. Isso é só uma fachada, porque a gente sabe que o Memphis não ficou no Corinthians por uma questão política. Que hoje o seu presidente Osmar Stabile manda muito pouco, mas os conselheiros mandam. O presidente se submete”, iniciou.


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Para o comunicador, há brechas consideráveis na negociação que descartam a responsabilidade financeira como pilar da decisão. Ele inclusive recordou outros casos em que Osmar Stabile também cedeu à pressão política ou externa, como os de André e Alisson.

“Uma coisa que o Stabile pode se defender é que a fatura do Memphis não está na conta dele. Mas a maneira como o Corinthians vai ter de lidar com essa dívida daqui pra frente, isso daí tem a assinatura total do Osmar Stabile. Porque a tal da responsabilidade financeira deixou de lado a possibilidade de equacionar essa dívida, de diluir e até de aproveitar o fato do Memphis não ter ido bem na Copa do Mundo. De não ter se valorizado”, e prosseguiu:

“O Memphis não estava com esse mercado todo. O Corinthians tinha poder de barganha para negociar bem a diluição dessa dívida e fazer com que fosse um negócio mais racional. E o Corinthians reconhece a sua própria incompetência não só de negociar, mas também de gerar receita. […] O que aconteceu não é porque o Corinthians mudou a sua rota agora e é responsável financeiramente. Porque fosse assim, o Corinthians nem teria cogitado sentar na mesa com o Memphis antes disso”.

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Depay x Corinthians

A dívida tomou o centro do debate após a decisão final sobre a renovação. Antes de bater o martelo, o Corinthians pediu para que o holandês não levasse o débito do clube, em torno de R$ 77 milhões com juros e correções, à Fifa. Esse débito fez com que as tratativas pela extensão contratual se arrastasse, visto que o estafe de Depay queria um contrato longo para diluir o valor total.

Durante as negociações pelo novo vínculo, que não foi firmado, o Timão e o jogador entraram em acordo para deixar de lado os juros e os encargos, e que o valor de R$42 milhões seriam pagos em quatro parcelas. A ideia, então, visava convencer Memphis a manter esse posicionamento mesmo após o fim do ciclo. O holandês, porém, já confirmou que levará a cobrança adiante.

“Eu não queria essa situação e sempre respeitei o clube ao longo de todo o processo, mas agora sou forçado a reagir com firmeza para preservar meus interesses. Nos próximos dias, falarei publicamente, mas fiquem certos de que não deixarei esse comportamento inaceitável sem sanção” acrescentou.

O encerramento do vínculo ocorreu por iniciativa da própria diretoria, que justificou a decisão com a necessidade de reestruturar as finanças do Timão. Em nota, o Corinthians fez questão de agradecer ao atleta e à sua equipe pelo profissionalismo demonstrado ao longo do período de negociações. O atacante encerra sua passagem com 79 jogos disputados, 20 gols anotados e as conquistas do Paulistão, da Copa do Brasil e da Supercopa Rei.

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