Jogada10
·04 de julho de 2026
Jornalista norueguês aposta em surpresa: “Vejo favoritismo do Brasil, mas podemos chocar”

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·04 de julho de 2026

A confiança na seleção da Noruega cresceu conforme a Copa do Mundo avançou, mas o respeito pelo Brasil continua evidente. Às vésperas do duelo pelas oitavas de final, neste domingo, em Nova Jersey, o jornalista norueguês Bård, repórter de um dos principais jornais do país, classificou a Seleção como favorita, embora acredite que os europeus têm condições de surpreender e seguir vivos no Mundial.
Em entrevista ao J10 e Voz do Esporte, Bård destacou que a expectativa na Noruega mistura ansiedade e confiança, principalmente pelo bom momento vivido pela equipe e pelo histórico favorável diante dos brasileiros.
“É um jogo muito, muito difícil. Nós temos um bom time da Noruega, um bom time do Brasil”, disse.
Na avaliação do jornalista, a qualidade individual do Brasil pesa, mas a geração norueguesa reúne argumentos para acreditar em uma classificação inédita às quartas de final.
“Nós estamos, claro, todos nervosos sobre esse jogo. Mas nós pensamos que vai ser uma competição boa, uma competição difícil. Nós vemos o Brasil como favoritos. Mas nós pensamos que a Noruega tem a oportunidade de chocar eles. Você vê o Haaland. Ele só precisa de algumas chances e pode alcançar um gol. E nós sabemos sobre a história, de 1998, quando a Noruega derrotou o Brasil por 2 a 1. Isso foi na fase de grupos, não em um nocaute. E a Noruega também nunca perdeu para o Brasil. Então são esses fatores, mas eu acho que vai ser um jogo muito difícil”, analisou.
Ao comparar o momento das duas seleções, o jornalista afirmou que o Brasil evoluiu ao longo da competição sob o comando de Carlo Ancelotti, mas acredita que a Noruega leva vantagem no entrosamento.
“Eu acho que, para começar com o Brasil, eles começaram devagar. Mas esse é o Carlo Ancelotti. Ele começa um pouco devagar e aí fica melhor e melhor. E eu acho que a equipe brasileira também joga melhor e melhor. Mas eu acho que a equipe norueguesa jogou mais tempo com o mesmo treinador. Então eles têm essa química. Eles são como um grupo de garotos que vão em uma viagem de verão. Eles dizem isso para nós. É como um grupo de amigos. Então eu acho que a química é melhor na Noruega. Mas o Brasil, olhando para os jogadores, muitos deles estão em um nível mais alto. Então eu acho que, se eles conseguirem jogar o melhor futebol, vai ser muito difícil”, falou.
Questionado sobre qual atleta brasileiro mais preocupa os noruegueses, Bård não teve dúvidas ao apontar Vinícius Júnior como a principal ameaça. Ele ainda revelou que o lateral Julian Ryerson já classificou o atacante do Real Madrid como o adversário mais difícil que enfrentou na carreira.
“O Vinícius. O Ryerson disse que o Vinícius é o jogador mais difícil que ele já jogou contra. Ele está lesionado, então precisamos usar o nosso segundo jogador pela direita. Então, absolutamente o Vinícius”, afirmou.

Haaland e Vini são as duas grandes armas de Noruega e Brasil – Fotos: Divulgação / NFF e Nelson Terme / CBF
Outro assunto abordado foi a pronúncia correta do nome de Erling Haaland. Segundo Bård, a forma como o atacante é chamado na Inglaterra e no Brasil difere da pronúncia original em norueguês.
“Nós somos um país pequeno, apenas 6 milhões de pessoas. Nós temos letras que não existem em outros lugares. Então é um A com um círculo. Então é um O. Nós dizemos Holand. Na Inglaterra eles dizem Haaland e Odegaard, mas nós dizemos Holand e Odegord por causa dessas letras especiais”, explicou.
Além da dupla formada por Haaland e Martin Ødegaard, o jornalista acredita que outro nome pode desequilibrar o confronto: o volante Patrick Berg, responsável por duas assistências nesta Copa do Mundo.
“Patrick Berg, um volante. Ele não é muito alto. Você não vê muito dele no campo, como Kanté. Ele faz um trabalho sujo. Mas agora ele tem duas assistências, contra a Costa do Marfim e contra Senegal, ambas para Haaland. Então eu acho que muitas pessoas abriram os olhos para ele. Mas ele sempre foi tão bom. Acho que ele vai surpreender o meio-campo do Brasil”, completou Bard.
Apesar de reconhecer o favoritismo da Seleção, Bård encerrou a entrevista fazendo uma previsão ousada para o confronto. Para ele, o equilíbrio prevalecerá durante os 120 minutos, antes de a Noruega conquistar a classificação nos pênaltis.
“Um a um depois de 90 minutos. Um a um depois da prorrogação. E, nos pênaltis, a Noruega ganha”, finalizou.
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