Jogada10
·28 de julho de 2026
José Boto, do Flamengo, questiona impedimento semiautomático: “Não temos certeza”

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·28 de julho de 2026

Um dia após o empate entre Flamengo e São Paulo por 1 a 1 no Maracanã, o diretor de futebol rubro-negro, José Boto, divulgou um vídeo com questionamentos direcionados à arbitragem da partida. Boto contestou as decisões de Anderson Daronco, da cabine do VAR e até mesmo do uso da tecnologia do impedimento semiautomático, que foi utilizada pela primeira vez nesta rodada do Brasileirão.
O diretor de futebol do Flamengo começou seu pronunciamento cobrando mais critério nas decisões dos árbitros do Brasileirão. O dirigente rubro-negro comparou a atuação dos árbitros em jogos no Brasil com as atuações dos mesmos na Copa do Mundo, e pediu clareza e uniformidade nas decisões dos profissionais nas partidas.
“Pediram-me para falar aqui um pouco da arbitragem, em relação ao jogo de ontem, em relação a algumas coisas. Dizer que, primeiro, eu não acho os árbitros brasileiros que sejam maus. Acho que o grande problema do Brasil é a falta de critério. Nós tivemos agora no Mundial o Rafael Claus, o Wilton e tiveram boas atuações porque aí os critérios são claros. Como vimos, por exemplo, uma falta em que aqui no Brasil deu a expulsão do Carrascal, no Mundial nem sequer falta é. É esse o critério. Se o critério é diferente aqui no Brasil, tem que ser sempre o mesmo”, disse.
Boto também questionou a decisão do trio de arbitragem e do VAR no jogo do último domingo ao não dar um suposto pênalti para o Flamengo por toque de mão de Wendell.
“Em relação ao jogo de ontem, há duas coisas. A primeira é ser claro se a utilização do braço ostensivamente, mesmo que o braço esteja perto do corpo, ostensivamente para tirar vantagem, é falta ou não é falta. E vir a Comissão de Arbitragem da CBF dizer que não é falta, e não é falta em nenhum estado do Brasil, não é falta em nenhuma parte do campo, pode-se fazer gols com o braço assim?”, começou Boto, que seguiu com a reclamação:
“Porque aquilo que se passou ontem, na minha ótica, e já perguntei até a alguns árbitros amigos que tenho por esse mundo fora, aquilo é pênalti, porque ele tira vantagem da utilização do braço, apesar do braço estar quase junto ao corpo. Mas é clara a intenção dele de desviar a bola e a trajetória da bola com o braço, e não com outra parte do corpo que ia jogar. E o braço, que eu saiba, não é jogável”, afirmou.
Uma das grandes novidades da CBF para o segundo turno do Brasileirão foi a implementação da tecnologia do impedimento semiautomático. Contudo, apesar da tecnologia ser considerada de alto nível, houve questionamento por parte de José Boto. De acordo com o dirigente do Flamengo, não há uma certeza se o lance analisado está correto – Boto usou o gol anulado de Samuel Lino como base para a contestação.
“Em relação ao impedimento automático, eu acho que há aqui um ponto. Eu não sou especialista em arbitragem, nem especialista em tecnologia, mas há um ponto que tem que ser esclarecido. É quando é que aquela linha é traçada. Porque aquela linha, o fora de jogo, deve ser traçada no momento do passe. E isso nunca é visível nas imagens que eles nos dão”, iniciou Boto, que emendou:
“Porque normalmente aquilo que assistimos, tanto agora na Copa do Mundo como noutras ligas, é uma imagem que mostra a altura da bola a sair e depois é traçada a linha aí e mostra todo o campo. Ali não, só se mostraram os dois jogadores: o pé de um e o pé do outro jogador. Nós não temos a certeza nem sabemos, e eu não estou a duvidar que não seja, que aquela linha foi traçada na altura que o passe é feito. Porque é esse que conta”, questionou.

VAR semiautomático anulou o gol da vitória do Flamengo sobre o São Paulo – Foto: Reprodução / Premiere
No fim, José Boto deu um mais um recado para a Comissão de Arbitragem da CBF. O dirigente pediu para que os critérios sejam cada vez mais claros. Segundo o diretor de futebol rubro-negro, a clareza nas decisões e no uso da tecnologia, evitaria qualquer polêmica sobre arbitragem.
“E é isso que também a CBF e a Comissão de Arbitragem têm que esclarecer e dizer: “Meus amigos, está certo. Está a ser traçado assim, falta-nos um software qualquer para mostrar isso. Mas está a ser traçado assim”. Porque isso evita qualquer polêmica e a polêmica todos os fins de semana. Mas o que se pede são critérios, critérios iguais, e isso não depende dos árbitros. Isso depende da Comissão de Arbitragem da CBF”, finalizou.







































