Portal dos Dragões
·16 de setembro de 2026
José Cordoba vê Borja Sainz “muito adaptado e feliz” no FC Porto

In partnership with
Yahoo sportsPortal dos Dragões
·16 de setembro de 2026

Borja Sainz continua a procurar espaço no FC Porto, na nova temporada desportiva de 2026/27, depois de uma mudança de estatuto que não lhe retirou a eficácia diante dos adversários. José Cordoba, antigo companheiro do avançado espanhol no Norwich City, destacou-lhe a capacidade para desequilibrar, a adaptação ao clube e a resiliência num momento pessoal exigente. Sobre a integração no FC Porto, garantiu: “Isso é o mais importante”.
Adquirido ao Norwich City há pouco mais de um ano, Borja Sainz passou de titular indiscutível a opção de recurso, face à ascensão da parceria entre Pepê e William Gomes. Ainda assim, Francesco Farioli utilizou-o nos oito jogos disputados desde o arranque da temporada, sempre como suplente utilizado, e o espanhol respondeu com três golos. A mensagem de José Cordoba é clara: a confiança continua a ser o terreno onde o extremo encontra a sua melhor versão.
Questionado sobre as qualidades que conheceu em Carrow Road, o internacional panamenho não hesitou em apontar a velocidade e a capacidade de Borja Sainz para eliminar adversários. Na sua leitura, trata-se de um jogador capaz de tornar simples o que habitualmente exige risco e execução.
“O Borja, estando confiante, marca as diferenças e desequilibra pela rapidez e capacidade para tirar adversários do caminho. Faz isso muito bem e até deixa a impressão de que parece fácil”.
José Cordoba acompanha também o percurso do antigo colega no FC Porto, em grande parte pela relação que manteve com ele. E vê um jogador integrado no novo contexto.
“Começou muito bem, procuro sempre ver os jogos pela televisão, e, de fora, vejo o Borja muito adaptado e feliz. Isso é o mais importante”.
O retrato traçado pelo defesa-central junta rendimento e conforto: Borja Sainz pode ter menos minutos, mas continua a encontrar forma de deixar marca quando entra. Os golos ajudam a sustentar essa resposta, enquanto a adaptação parece consolidar-se longe do ruído em torno da titularidade.
José Cordoba foi mais longe ao recordar a facilidade com que jogava ao lado do espanhol e a forma como este interpretava o corredor. A versatilidade entre o desequilíbrio individual e a ligação aos avançados ficou-lhe particularmente na memória.
“Era incrível o que fazia. Era muito fácil jogar com ele, porque estava sempre no lugar certo para fazer dano ao adversário (…).”
O antigo companheiro sublinhou ainda a preferência por vê-lo aberto na ala, onde a aceleração ganha outra dimensão.
“A mim, encantava-me sempre vê-lo como extremo, porque é capaz de devorar o corredor e os laterais. Depois, tem a criatividade certa para se associar aos avançados e ser fundamental para municiá-los”.
É nessa combinação de velocidade, criatividade e presença ofensiva que Cordoba identifica o potencial de Borja Sainz. Mesmo como opção de recurso, o espanhol mantém atributos que podem alterar o ritmo de um jogo e criar desequilíbrios nas zonas mais abertas do ataque.
Fora do relvado, José Cordoba recordou um Borja Sainz extrovertido e pronto a acolher quem chegava ao balneário. A relação começou quando o panamenho se juntou ao Norwich City, num ambiente marcado por referências comuns ao futebol do seu país.
“Quando cheguei, ele recebeu-me prontamente com o Marcelino Nuñez. Era muito brincalhão”, recordou. “Porque tinha experiência de ter jogado com outro panamenho, no Alavés, o Puma Rodríguez. Também soube duto dele, das suas caraterísticas, por essa amizade comum. Guardo um Borja extrovertido, dentro e fora do campo”.
A memória pessoal ganha outro peso perante a morte da mãe de Borja Sainz, Maria Begoña Egusquiza, no passado dia 26 de fevereiro. Desde então, o avançado tem-lhe dedicado os golos que marca, numa homenagem que acompanha o esforço para manter a resposta competitiva.
“É sempre muito difícil estar a 100% quando, fora do campo, há muito ruído ou dor. Mas estamos perante um caso de resiliência, no qual foi ajudado pelo pai e família”.
Nas palavras de José Cordoba, a dimensão do jogador não se separa da do homem. Entre a luta por mais espaço no FC Porto e uma dor vivida fora do campo, Borja Sainz continua a responder com presença, golos e resiliência.







































