Jogada10
·24 de abril de 2026
Julgamento ganha novo peso com vídeo do estado de Maradona no momento da morte

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·24 de abril de 2026

Um vídeo de quase 20 minutos exibido no tribunal de San Isidro colocou novamente a morte de Diego Armando Maradona sob análise pública. Durante o julgamento sobre as circunstâncias que levaram ao óbito do astro, as imagens surgiram como peça-chave para reacender o debate quanto à negligência médica, visto que mostram o ex-jogador em condições críticas e sem suporte.
As imagens, apresentadas a familiares e juízes durante audiência, mostram o ex-jogador deitado na cama de sua casa, com rosto e abdômen inchados, sem qualquer equipamento médico ao redor. Parte da família chorou com o vídeo, enquanto outras pessoas cobriram o rosto diante das cenas.
O vídeo inclusive reforça o depoimento dado pelo socorrista Juan Carlos Pinto, que chegou de ambulância à residência, nas primeiras audiências. Agora, voltou a relatar ao tribunal o estado em que encontrou o ex-jogador, apontando inchaços anormais no corpo.
“O rosto estava muito inchado. Havia edema nos membros e o abdômen tinha aspecto globoso, como um balão”, afirmou o médico.
Na avaliação do profissional, o quadro indicava acúmulo de gordura e ascite — condição caracterizada pela presença de líquido na cavidade abdominal. Um estado frequentemente associado à cirrose hepática. Além do quadro físico, o socorrista chamou atenção para o ambiente.
Juan Carlos Pinto relatou que o cômodo não apresentava qualquer estrutura compatível com atendimento médico: “Não havia desfibrilador, nem oxigênio, nada. No quarto, não havia nada que indicasse que o paciente estava internado em casa”, concluiu o socorrista.
A versão do profissional se assemelha a de um policial presente na residência no momento da morte do ídolo argentino. Também segundo o agente, não havia qualquer equipamento médico no local que indicasse cuidados relacionados ao estado de saúde do ex-jogador.

Residência alugada para o tratamento de Maradona – Foto: Reprodução
A nova fase do julgamento começou na última terça-feira, após interrupção por um período. Sete profissionais de saúde são investigados por negligência e acusados de homicídio, entre eles psiquiatra, neurocirurgião, psicólogo, dois médicos, enfermeiro e enfermeiro-chefe. Uma oitava profissional responde em processo separado.
Todos os réus negam responsabilidade no caso e afirmam que a morte ocorreu por causas naturais. O ídolo argentino morreu em 2020, aos 60 anos, três semanas após uma cirurgia no cérebro, com diagnóstico de insuficiência cardíaca e edema pulmonar agudo — marcada pelo acúmulo de líquido nos pulmões.
O caso voltou ao tribunal após a anulação do primeiro julgamento, em maio de 2025, após a juíza Julieta Makintach participar de um documentário não autorizado sobre o processo. Em vídeo, a magistrada aparece dando entrevista dentro do tribunal — a violação a regras judiciais levou à sua renúncia.
O julgamento ocorre na Argentina com duas sessões semanais, às terças e quintas. Se houver condenação, as penas variam de 8 a 25 anos de prisão.
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