Júnior Rocha exalta base, organização do clube e apoio da torcida após título do Paysandu | OneFootball

Júnior Rocha exalta base, organização do clube e apoio da torcida após título do Paysandu | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Esporte News Mundo

Esporte News Mundo

·09 de março de 2026

Júnior Rocha exalta base, organização do clube e apoio da torcida após título do Paysandu

Imagem do artigo:Júnior Rocha exalta base, organização do clube e apoio da torcida após título do Paysandu

O empate sem gols com o Remo, neste domingo (8), no Mangueirão, garantiu ao Paysandu o título do Campeonato Paraense de 2026.

Após a partida, o técnico Júnior Rocha destacou o planejamento do clube para apostar em jovens da base, elogiou a organização interna do Papão e dedicou a conquista ao torcedor bicolor, que lotou o estádio no clássico decisivo.


Vídeos OneFootball


Logo no início da entrevista coletiva, o treinador fez questão de agradecer o apoio vindo das arquibancadas. “Foi muito gratificante terminar o campeonato com título para o nosso torcedor. Os ingressos se esgotaram, eles vieram, nos apoiaram do início ao fim. Nos momentos mais difíceis do jogo, quando é normal sofrer pressão, o nosso torcedor cresceu”, afirmou.

Para Rocha, a identificação entre equipe e arquibancada foi um dos pontos fortes da campanha. “Eu sempre digo que o nosso time é a cara do nosso torcedor: competitivo, aguerrido, que não desiste nunca e busca se organizar dentro de campo. Esse título vai para eles”, completou.

O treinador também destacou que a conquista reforça a convicção do projeto esportivo adotado pelo clube, baseado na utilização de jovens jogadores formados nas categorias de base. Segundo ele, a ideia foi planejada desde o início da temporada e mantida mesmo em momentos de oscilação.

Não é fácil planejar algo assim e executar. Em muitos lugares, quando surgem oscilações, a diretoria ou a comissão técnica dão passos para trás. Aqui não aconteceu isso. Planejamos usar a base e manter esse processo de desenvolvimento”, explicou.

Rocha ressaltou que o objetivo nunca foi tratar o início da temporada como um simples laboratório. “Não era um laboratório no sentido de ‘se der certo, deu’. Era um laboratório sério, com convicção de que poderíamos desenvolver atletas e dar continuidade ao trabalho da base no profissional”, disse.

O resultado foi um elenco jovem que conseguiu suportar a pressão de uma final contra o maior rival. “Mesmo com uma equipe jovem, conseguimos esse título. Isso é uma gratificação muito grande. Eu me sinto o treinador mais feliz do mundo, porque além de planejar, conseguimos executar”, declarou.

Durante a campanha, o Paysandu utilizou diversos atletas formados no clube, alguns deles ainda com menos de 21 anos. Para o treinador, a evolução diária foi determinante para que os jovens conseguissem responder em campo.

Acredito muito no treino. Se o atleta executa a função no dia a dia, ele consegue executar no jogo. Pode ter um pouco mais de dificuldade por causa do ambiente ou da pressão, mas o ensaio é fundamental para a apresentação”, analisou.

Rocha também destacou que a equipe conseguiu competir em alto nível mesmo diante de um adversário com elenco mais experiente. “Provamos nesses dois jogos que poderíamos competir de igual para igual com uma equipe de Série A, com jogadores renomados. Fizemos isso com humildade e muito trabalho”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a principal característica do grupo campeão, o treinador não hesitou. “A palavra é humildade. Humildade de se preparar. Nós respeitamos qualquer adversário, mas não sentimos medo, porque confiamos no nosso trabalho e no que treinamos todos os dias”, disse.

Outro fator apontado por Rocha como decisivo para o título foi a estrutura oferecida pelo clube. O treinador elogiou a organização do Paysandu e afirmou que encontrou um ambiente profissional desde sua chegada.

Desde o primeiro dia tivemos tudo o que pedimos: estrutura, pagamento em dia, boas condições de trabalho. O clube é muito organizado. Posso dizer que é um dos mais organizados em que já trabalhei”, destacou.

No aspecto tático, Rocha explicou que a equipe precisou se adaptar ao comportamento do Remo na decisão, o que dificultou a pressão alta pretendida inicialmente. “Eu gostaria que tivéssemos sido mais agressivos na marcação. O Remo usou jogadores mais soltos e isso confundiu um pouco nossos gatilhos de pressão. Tivemos que baixar o bloco e compactar mais a equipe”, avaliou.

Mesmo assim, o treinador considerou que o sistema defensivo voltou a funcionar bem, garantindo o empate que assegurou o troféu. Ao final da coletiva, Rocha voltou a enfatizar a importância de dar sequência ao trabalho realizado.

A continuidade é fundamental no futebol. Muitas vezes o trabalho é interrompido antes de amadurecer. Quando há continuidade, as coisas tendem a acontecer”, afirmou.

O título estadual encerrou um jejum pessoal do treinador, que não conquistava um campeonato desse tipo desde 2016. Ao se despedir da entrevista, ele fez questão de celebrar o momento. “Faz dez anos do meu último título estadual. Hoje tive novamente essa alegria”, concluiu.

Saiba mais sobre o veículo