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·15 de setembro de 2026

Justiça dobra indenização a argentinos agredidos no Maracanã

Imagem do artigo:Justiça dobra indenização a argentinos agredidos no Maracanã

A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou os recursos apresentados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pelo Estado do Rio de Janeiro contra a condenação para indenizar três torcedores argentinos agredidos no Maracanã. O episódio aconteceu durante o confronto entre Brasil e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, em novembro de 2023.

Além de manter a condenação, o tribunal decidiu aumentar o valor da indenização estabelecido em primeira instância. Diego Ariel Cataldi, Ezequiel Maximiliano Martinez e Javier Hernan Ezequiel Pernisco receberão R$ 20 mil cada, valor que anteriormente havia sido fixado em R$ 10 mil.


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A Justiça considerou que a quantia definida inicialmente não era suficiente diante da gravidade das consequências sofridas pelos torcedores. Os argentinos tiveram fraturas, traumatismos faciais e múltiplas escoriações durante o episódio no estádio.

O tribunal também destacou as circunstâncias do caso, que ocorreu durante um evento esportivo internacional de grande visibilidade. Os torcedores precisaram ser atendidos em um hospital de outro país durante a madrugada após as agressões.

CBF tentou atribuir responsabilidade à Polícia Militar

Durante o processo, a CBF argumentou que não havia cometido falhas relacionadas ao dever de segurança no estádio. A entidade afirmou ter seguido os protocolos estabelecidos pela Fifa para a partida e sustentou que os ferimentos dos argentinos foram consequência exclusivamente da atuação dos agentes da Polícia Militar.

A confederação tentou, dessa forma, afastar sua responsabilidade pelas agressões e atribuir ao Estado do Rio de Janeiro a responsabilidade pelo ocorrido. O tribunal, porém, entendeu que a CBF também deveria responder pelo episódio.

Estado também teve recurso rejeitado

O Estado do Rio de Janeiro apresentou uma defesa semelhante. O governo alegou que a atuação dos policiais ocorreu como apoio à preservação da ordem pública e que não havia provas de excesso por parte dos agentes durante a confusão.

Outra argumentação apresentada foi a existência de fato de terceiro e de uma possível culpa concorrente dos próprios torcedores argentinos pelo episódio.

As alegações, no entanto, foram rejeitadas pela Justiça. Com a nova decisão, além de CBF e Estado permanecerem responsáveis pelo pagamento da indenização, o valor devido a cada um dos três argentinos foi dobrado de R$ 10 mil para R$ 20 mil.

O caso aconteceu antes do início de Brasil x Argentina, no Maracanã. A confusão nas arquibancadas provocou atraso no começo da partida e terminou com a intervenção da Polícia Militar.

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