Jogada10
·15 de abril de 2026
Justiça inicia novo julgamento sobre a morte de Maradona na Argentina

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·15 de abril de 2026

A Justiça argentina retomou, nesta terça-feira (14), as audiências sobre a morte de Diego Maradona, em 2020. Sete profissionais da saúde que atendiam o craque respondem por homicídio culposo, sob a acusação de negligência médica. O julgamento deve ouvir cerca de 100 testemunhas.
Os réus são a psiquiatra Agustina Cosachov, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Angel Diaz, a médica Nancy Edith Forlini, o enfermeiro Ricardo Almiron, o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni e o médico Pedro Pablo Di Spagna.
As filhas de Maradona, Dalma, Gianinna e Jana, assim como sua ex-companheira Verónica Ojeda, estavam presentes na lotada sala do tribunal em San Isidro, ao norte de Buenos Aires, de acordo com a AFP.
O processo, aliás, terá 30 audiências, duas vezes por semana, e a previsão é que termine não antes de julho. A notícia da morte do campeão mundial com a Argentina levou centenas de pessoas às ruas em um luto em meio à pandemia.

Maradona foi o maior ídolo da Argentina – Foto: Rodrigo Valle/Getty Images
Este novo processo ocorre após a anulação do primeiro julgamento, em março do ano passado. A reviravolta aconteceu devido à renúncia da juíza Julieta Makintach. A magistrada comprometeu a imparcialista ao conceder entrevistas para um documentário dentro das dependências do tribunal.
Como consequência direta da revelação, o julgamento — que já contabilizava dois meses e meio de audiências e mais de 40 testemunhas — acabou cancelado a pedido de várias partes envolvidas.
Ao longo do primeiro processo, foram questionadas tanto as condições da internação quanto a pertinência de atender o ex-jogador de futebol em sua residência em Tigre. As defesas, aliás, têm diferentes estratégias para cada acusado. Os principais, portanto, são a psiquiatra Agustina Cosachov, o médico de confiança Leopoldo Luque e o psicólogo Carlos Díaz.
Diego Maradona, por fim, faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, em Tigre, região metropolitana de Buenos Aires. O ídolo argetino morreu na casa onde cumpria recuperação pós-cirúrgica. Laudos apontam que o ex-jogador apresentou sinais de insuficiência cardíaca e não recebeu assistência especializada no momento da crise fatal.









































