RTI Esporte
·28 de agosto de 2026
Justiça libera edital para venda da SAF do Vasco; quanto tempo até Marcos Lamacchia comprar?

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·28 de agosto de 2026

A justiça do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira, 28, o edital que inicia o processo competitivo de comercialização da SAF do Vasco da Gama. O processo prevê a alienação da UPI Equity, correspondente a 90% do capital social da SAF.
É importante dizer que, a partir de agora, um rito será cumprido até que a venda da SAF seja finalizada. O primeiro passo é dar publicidade à venda para que possíveis interessados possam enviar as suas propostas para a compra. Marcos Lamacchia foi o primeiro a enviar a proposta, e deve comprar a SAF. Mas isso não quer dizer que o acordo está fechado. A primeira etapa deve ser concluída até o dia 4 de setembro.
Conforme a proposta enviada por Marcos Lamacchia ao Vasco da Gama, o empresário se compromete a investir R$ 500 milhões em aportes para o futebol. Esse valor será dividido em parcelas anuais de R$ 100 milhões, corrigidas pelo INPC.
Esse valor será empenhado apenas para as operações do departamento de futebol e não pode ser utilizado, por exemplo, para pagamento de dívidas. A proposta apresentada pelo empresário ainda prevê o pagamento ao Banco Crefisa, pela SAF Vasco, em valor líquido aproximado de R$ 80 milhões pelo empréstimo tomado recentemente.
Recentemente, Marcos Lamacchia apresentou para a direção do Vasco o seu projeto para o centro de treinamento do clube. Desse modo, sua proposta apresenta um grande investimento no setor. Está previsto na proposta o aporte de R$ 120 milhões em investimentos no Centro de Treinamento do futebol masculino profissional.
Esse valor será empenhado ao longo de dez anos. A sua proposta também prevê o investimento de R$ 30 milhões em dois anos para a estrutura das categorias de base. Por fim, o edital estabelece a busca por até R$ 150 milhões em projetos de incentivo fiscal para o clube associativo. Esse investimento deve ser feito durante dez anos.
Um ponto destacado no edital é a obrigação de garantir o equilíbrio do fluxo de caixa da Nova SAF nos cinco primeiros anos. Assim, se a SAF não tiver condições de se manter com receitas próprias, o controlador terá a obrigação de cobrir integralmente as despesas de operação e realizar os investimentos necessários.
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