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·19 de fevereiro de 2026

Justiça proíbe presidente da AFA de deixar Argentina por suposta sonegação fiscal

Imagem do artigo:Justiça proíbe presidente da AFA de deixar Argentina por suposta sonegação fiscal

A Justiça argentina proibiu Claudio Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), de deixar o país e o intimou a depor em um caso de suposta sonegação fiscal, segundo decisão judicial divulgada nesta quinta-feira pela imprensa local.


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‘Chiqui’ Tapia deverá comparecer no dia 5 de março, um dia antes do comparecimento do tesoureiro da AFA, Pablo Toviggino, em resposta a uma denúncia apresentada pela Receita Federal Argentina (ARCA), que alega sonegação fiscal e desvio de verbas da previdência social.

A ordem judicial também se estende a outros três dirigentes da poderosa federação argentina de futebol, que supervisiona a seleção atual campeã mundial.

“Dada a gravidade dos eventos investigados […] é apropriado decretar a proibição de viagem para os indivíduos mencionados”, diz a intimação publicada pela mídia local.

O documento judicial, no entanto, não especifica se a medida será suspensa após a conclusão do processo legal.

O caso investiga se a entidade reteve indevidamente e, posteriormente, deixou de recolher impostos e contribuições previdenciárias entre março de 2024 e setembro de 2025.

O juiz determinou que existem “motivos suficientes para suspeitar do envolvimento dos indivíduos mencionados nos eventos sob investigação”.

Investigação por lavagem de dinheiro

Além deste caso, a AFA está sendo investigada por possível lavagem de dinheiro, um caso que levou à realização de uma operação de busca e apreensão na entidade em dezembro passado, com o objetivo de coletar documentos referentes a transações suspeitas com uma instituição financeira privada.

A AFA atribuiu o caso a uma “campanha difamatória” em meio a uma disputa comercial com um empresário sobre a organização de amistosos da seleção argentina.

A associação também afirmou que a pessoa por trás da denúncia “tem a aprovação do governo nacional, mais precisamente do Ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona”.

A AFA, com base em seus estatutos, rejeita a transformação de clubes de futebol em empresas esportivas de capital aberto, modelo defendido pelo presidente ultraliberal Javier Milei.

*Com conteúdo da AFP

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