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·02 de junho de 2026

Justiça quebra sigilo bancário e fiscal de Julio Casares e outros 3 investigados em casos do São Paulo

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A investigação que apura um suposto esquema de exploração irregular de camarote no MorumBIS ganhou um novo e importante capítulo. A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de cinco pessoas investigadas pela força-tarefa formada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo.


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Entre os alvos da medida estão o ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, sua ex-esposa Mara Casares, o ex-diretor de futebol de base Douglas Schwartzmann, o ex-superintendente geral Marcio Carlomagno e a intermediária Rita de Cassia Adriana Prado. Com a decisão judicial, os investigadores terão acesso às movimentações financeiras e aos registros fiscais dos investigados dos últimos anos. A expectativa é que a análise dos documentos ajude a esclarecer se houve obtenção de vantagens financeiras por meio da exploração do espaço localizado no estádio são-paulino.

Avanço na investigação

O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pela força-tarefa responsável pelo caso e aceito pela Justiça criminal. A decisão teve como base documentos apreendidos durante buscas realizadas no decorrer das investigações, depoimentos de testemunhas e informações fornecidas pelo próprio São Paulo sobre a distribuição de ingressos para eventos e shows realizados no MorumBIS. A medida é considerada um dos principais avanços do inquérito desde sua abertura, no fim de 2025.

Áudios deram origem ao caso

O caso veio à tona após a divulgação de gravações envolvendo Douglas Schwartzmann, Mara Casares e Rita de Cassia Adriana Prado. Nos áudios, divulgados pela imprensa, os participantes discutiam a utilização do camarote e mencionavam ganhos financeiros relacionados à operação do espaço.

Em uma das conversas, Schwartzmann afirma que diversas pessoas teriam lucrado com a atividade, enquanto em outro trecho aponta que o camarote teria sido cedido a Mara Casares por Marcio Carlomagno. As gravações foram determinantes para que o Ministério Público solicitasse a abertura de um inquérito policial para apurar possíveis irregularidades.

Todos deixaram o clube

Após a repercussão do caso, Mara Casares e Douglas Schwartzmann deixaram seus cargos no São Paulo. Posteriormente, com as mudanças ocorridas na administração do clube, Marcio Carlomagno também foi desligado. A investigação aponta que a exploração irregular do camarote pode ter ocorrido desde pelo menos 2023.

Próximos passos

A força-tarefa está próxima de concluir uma nova etapa da apuração. Segundo as informações divulgadas, apenas o depoimento de Marcio Carlomagno ainda não foi realizado. Após a análise dos dados bancários e fiscais, o Ministério Público poderá decidir entre solicitar novas diligências, apresentar denúncia à Justiça ou arquivar o caso, caso não encontre elementos suficientes para sustentar acusações criminais. Até o momento, não há condenações ou denúncias formais relacionadas ao caso, e todos os investigados seguem amparados pelo princípio constitucional da presunção de inocência.

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