Portal dos Dragões
·21 de setembro de 2026
Kiwior recorda duelo com Haaland: “Senti-me como se estivesse a jogar râguebi”

In partnership with
Yahoo sportsPortal dos Dragões
·21 de setembro de 2026

Jakub Kiwior, central do FC Porto, revisitou em entrevista ao canal polaco Sportowy o exigente duelo com Erling Haaland e destacou a dimensão física do avançado do Manchester City. Apesar do desfecho desfavorável, retirou sinais positivos da resposta portista, falou com humor dos golos anulados e garantiu: “Se corrigirmos alguns detalhes, podemos competir com qualquer um.”
Habituado a enfrentar alguns dos avançados mais exigentes do futebol europeu, Jakub Kiwior encontrou em Haaland um desafio de contornos muito particulares. Entre a força do norueguês e a confiança que sentiu com bola, o defesa polaco traçou um retrato de exigência, crescimento e ambição.
Ao recordar o confronto com o avançado do Manchester City, Kiwior não escondeu o impacto causado pela potência física do adversário. A imagem escolhida para descrever a experiência foi tão direta quanto expressiva.
“É um avançado de nível mundial, com centenas de golos.” Assim o descreveu, antes de aprofundar: “Quando sou central e vejo o Haaland a correr na minha direção, sinto-me como se estivesse a jogar râguebi. É muito forte fisicamente, tem excelente posicionamento e a bola parece ir sempre ter com ele. É difícil de marcar, mas são estes desafios que nos fazem crescer.”
O elogio não serviu para dramatizar o duelo, mas para sublinhar a fasquia colocada por Haaland. Para Kiwior, medir forças com esse tipo de avançado é também uma oportunidade de evolução.
O resultado frente ao Manchester City não foi o desejado, mas o central recusou reduzir a análise ao desfecho. Na exibição individual e na atitude coletiva, encontrou motivos para acreditar na capacidade dos dragões.
“Senti-me bem com a bola nos pés e confiante. Quando as coisas saem bem no início, ganhas confiança para arriscar mais.” Kiwior destacou depois a resposta da equipa: “O resultado não foi o melhor, mas o desempenho individual e a atitude da equipa contra uma grande equipa deixam sinais positivos. Se corrigirmos alguns detalhes, podemos competir com qualquer um.”
A leitura do polaco assenta no equilíbrio entre confiança e autocrítica. Há sinais positivos a preservar, mas também detalhes a corrigir para que o FC Porto possa transformar boas respostas em melhores resultados.
Os dois golos anulados pelo VAR também entraram na conversa, num registo mais descontraído. Kiwior recordou os festejos interrompidos e manifestou o desejo de que os próximos remates certeiros sejam validados quando a equipa mais precisar, depois de se ter estreado a marcar na goleada ao Casa Pia, por 4-1.
“No primeiro golo disseram-me para trabalhar o festejo. Prefiro não festejar muito do que fazer uma grande festa e depois o golo ser anulado por fora de jogo.” O central relatou a repetição do episódio com humor: “No jogo seguinte marquei, fui festejar para junto dos adeptos e o golo foi anulado outra vez. Levámos a situação a brincar, mas espero que os próximos golos contem quando mais precisarmos.”
A leveza com que abordou os episódios não esconde a ambição de voltar a marcar. Desta vez, porém, Kiwior espera poder festejar sem ter de aguardar por uma decisão que lhe retire o golo.
Longe da competição, o defesa encontra no golfe uma forma de se desligar das exigências do futebol. A descoberta surgiu através da agência e de Janek, embora reconheça a superioridade de Bednarek na modalidade.
“Comecei a jogar através da minha agência e do Janek. Levaram-me a jogar depois da época e gostei muito.” Kiwior explicou o que o atrai nesta atividade: “É uma ótima forma de desligar do futebol, passar tempo ao ar livre e relaxar. O Bednarek joga muito melhor do que eu, mas divirto-me bastante. Ajuda a desanuviar a cabeça.”
Mais do que a vertente competitiva, é o espaço de descompressão que o golfe lhe oferece. Entre o ar livre e a distância momentânea do futebol, Kiwior encontrou uma rotina para aliviar a pressão.
Os videojogos cumprem uma função diferente, mas igualmente pessoal: ajudam o central a manter a ligação aos amigos e à Polónia. O jogo transforma-se, assim, num ponto de encontro à distância.
“Jogo com amigos online. É uma forma de manter o contacto, conversar com pessoas na Polónia e jogar ao mesmo tempo”, concluiu.
Entre o golfe e os videojogos, Kiwior procura equilíbrio fora do relvado. São duas formas distintas de desanuviar e preservar os laços pessoais enquanto responde às exigências da competição.















