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·03 de junho de 2026
Leila comprou o Vasco? Presidente esclarece

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Leila Pereira, presidente do Palmeiras, comentou sobre a negociação envolvendo Marcos Lamacchia, seu enteado, e a SAF do Vasco. O clube carioca trata a venda de 90% dos ativos de sua Sociedade Anônima do Futebol por valores superiores a R$ 2 bilhões.
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Em entrevista ao podcast “POD_i”, conduzido pela jornalista Andréia Sadi, Leila negou qualquer participação nas tratativas. A mandatária alviverde afirmou que Marcos tem vida profissional independente e não atua nos negócios dela e de José Roberto Lamacchia.
– Eu não tenho nada com isso. O meu enteado tem a vida completamente independente do pai dele. Ele não trabalha conosco. É uma pessoa correta. Qualquer clube que tiver meu enteado como dono, será um grande negócio. Uma pessoa brasileira, com patrimônio no Brasil e com capacidade de erguer qualquer clube. Ele está em tratativas ainda, eu não me envolvo – disse Leila.
Além de negar envolvimento na possível compra da SAF vascaína, Leila Pereira aproveitou para defender o modelo de clube-empresa no futebol brasileiro. Na visão da presidente do Palmeiras, clubes associativos sofrem com dificuldades estruturais por causa da influência política interna e da preocupação eleitoral de seus dirigentes.
A mandatária afirmou ser favorável à presença de um dono para garantir continuidade aos projetos esportivos. Para ela, esse formato reduz interferências políticas e permite maior estabilidade na gestão dos clubes.
– Não vejo futuro nesses clubes associativos. Sou adepta ao clube-empresa. Acho que para ter continuidade o clube precisa ter um dono. Nesses clubes associativos o presidente se deixa levar muito pela política, está sempre preocupado para o voto – completou.
As conversas pela SAF do Vasco ainda enfrentam um cenário jurídico. A 777 Partners, antiga gestora do futebol do clube carioca, acionou a Justiça recentemente para tentar impedir a transferência das ações. A empresa argumenta que ainda detém 70% da SAF, sendo 39% já subscrito, de acordo com a publicação.
O Vasco associativo retomou o controle da operação em 15 de maio de 2024, após a suspensão dos efeitos do contrato com a companhia norte-americana. Desde então, a antiga controladora apresentou recursos, mas não conseguiu reverter a decisão até o momento.
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