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·09 de março de 2026

Léo Condé é apresentado no Remo e promete equipe competitiva na Série A após frustração no Parazão

Imagem do artigo:Léo Condé é apresentado no Remo e promete equipe competitiva na Série A após frustração no Parazão

O Remo apresentou oficialmente, nesta segunda-feira (9), o técnico Léo Condé como novo comandante da equipe para a sequência da temporada 2026.

Em entrevista coletiva realizada na sede do clube, o treinador falou sobre os desafios de assumir o time após o vice-campeonato paraense e destacou que a prioridade será organizar a equipe para a disputa do Brasileirão.


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A apresentação contou com a presença do presidente Antônio Carlos Teixeira, além dos vice-presidentes Milton Campos e Glauber Gonçalves. Na abertura da coletiva, o dirigente reconheceu a frustração pela perda do título estadual para o maior rival.

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Não estava em nossa programação perder o Campeonato Paraense. A campanha não foi digna do Clube do Remo. Tivemos altos e baixos durante a competição e chegamos à final mais pela qualidade técnica do elenco do que por consistência. Para ganhar clássico e decisão, é preciso muito mais garra e foco”, afirmou.

O presidente também pediu desculpas à torcida azulina e ressaltou que o clube decidiu agir rapidamente para corrigir o rumo da temporada. “Temos que olhar para frente. A principal competição do clube é o Campeonato Brasileiro da Série A, e por isso fizemos a mudança na comissão técnica antes mesmo do fim do Estadual”, disse.

Ao falar pela primeira vez como treinador do Remo, Léo Condé agradeceu a confiança da diretoria e destacou a dimensão do desafio de comandar um clube com grande torcida.

É um motivo de orgulho e satisfação assumir o comando de um clube tão tradicional e com uma torcida tão apaixonada. Também é uma responsabilidade muito grande”, declarou.

O treinador explicou ainda por que não comandou o time no clássico decisivo contra o Paysandu, apesar de já estar acertado com o clube antes da partida. Segundo ele, a chegada tardia a Belém e questões pessoais impediram que assumisse a equipe imediatamente.

Foi uma semana muito agitada para todos. Eu estava resolvendo questões pessoais na minha cidade, Juiz de Fora, que passou por um momento complicado, e precisava deixar minha família tranquila antes de viajar. Consegui chegar a Belém apenas na madrugada de sábado”, explicou.

Condé avaliou que assumir o time às vésperas da decisão poderia gerar instabilidade no elenco. “Seria um choque de gestão muito grande para os jogadores. A comissão técnica que já estava no clube conduziu os treinamentos durante a semana, e eu preferi iniciar o trabalho de forma mais estruturada”, disse.

O técnico revelou que enviou integrantes de sua comissão antes da chegada para realizar um diagnóstico do elenco e da estrutura do clube. Segundo ele, o grupo passa por um processo de reformulação após as mudanças feitas para a temporada.

É um time em construção. Houve muitas mudanças em relação ao elenco do ano passado e não é da noite para o dia que se encontra a melhor estruturação como equipe”, afirmou.

Mesmo assim, Condé acredita que há material humano para tornar o Remo competitivo. “Temos boas peças individuais. O primeiro passo é encontrar uma base e transformar essa base em uma equipe competitiva. Não adianta ter bons jogadores se não houver unidade”, avaliou.

O treinador também confirmou que o elenco atual, considerado numeroso, passará por ajustes nas próximas semanas. O Remo conta com cerca de 39 jogadores de linha no grupo principal.

Já estamos debatendo isso internamente. Há posições em que temos carência e outras com excesso de atletas. Não existe um número mágico, mas precisamos equilibrar o elenco para otimizar o trabalho no dia a dia”, explicou.

Em relação ao desempenho do time no Campeonato Brasileiro, competição considerada prioritária pelo clube, Condé destacou que o Remo tem mostrado competitividade mesmo sem resultados expressivos nas primeiras rodadas.

O time fez jogos de igual para igual contra adversários fortes. Agora precisamos transformar essas boas atuações em vitórias”, disse.

O treinador também defendeu que todas as competições da temporada devem ser encaradas com a mesma seriedade. “O jogador precisa respeitar a instituição em qualquer torneio. Ninguém está aqui fazendo favor. Seja no Brasileirão, na Copa do Brasil ou em qualquer outra competição, cada jogo tem que ser tratado como uma final”, afirmou.

Sobre sua filosofia de trabalho, Condé afirmou que busca equilíbrio entre os setores da equipe. “Gosto de um time equilibrado, que saiba os momentos de pressionar, ser mais propositivo ou baixar linhas e jogar em transição. O Campeonato Brasileiro exige muito essa capacidade de adaptação”, explicou.

O técnico também comentou o desempenho do Remo no clássico que decidiu o título estadual. Para ele, a equipe ainda apresenta oscilações naturais de um grupo em formação.

Como toda equipe em construção, o time alterna momentos bons e outros nem tanto dentro do jogo. O que precisamos buscar é equilíbrio. Houve momentos em que o Remo criou boas jogadas, mas precisamos melhorar a consistência ao longo das partidas”, analisou.

Outro ponto citado pelo treinador foi a importância da bola parada, que ele considera decisiva no futebol atual. “É algo que precisamos trabalhar bastante. Ontem houve muitas faltas no jogo e o Remo não conseguiu aproveitar bem essas situações”, afirmou.

Condé também ressaltou que a força da torcida pode ser determinante para a reação da equipe na temporada, especialmente nos jogos em casa.

Eu sempre admirei a torcida do Remo, mesmo antes de trabalhar aqui. Sei que o torcedor está machucado, mas posso garantir que vamos trabalhar muito para apresentar uma equipe organizada e competitiva”, declarou.

O novo treinador encerrou a coletiva pedindo confiança ao torcedor azulino. “Ganhar ou perder faz parte do futebol, mas a competitividade e a organização do time nós podemos controlar. É em cima disso que vamos trabalhar para buscar resultados positivos

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