Jogada10
·22 de janeiro de 2026
Léo Jardim brilha apesar de derrota e vê clássico como alerta: “Não tem terra arrasada”

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O Vasco viveu uma noite de extremas dificuldades no Maracanã nesta quarta-feira (21). Diante de um Flamengo que pressionou do início ao fim, o Cruz-Maltino sofreu um revés por 1 a 0, mas o placar magro não refletiu a realidade do confronto. O resultado só não se transformou em uma goleada histórica graças a Léo Jardim. O goleiro operou verdadeiros milagres sob as traves, realizou entre cinco e seis defesas difíceis. Desse modo, terminou a partida eleito o “Craque do Jogo” pela transmissão da “TV Globo”, mesmo com o resultado adverso.
A estatística da partida ilustra o tamanho da responsabilidade que recaiu sobre o arqueiro. O rival finalizou 30 vezes contra a meta vascaína, enquanto o time de Fernando Diniz conseguiu apenas um chute durante os 90 minutos. Diante desse cenário de “ataque contra defesa”, Léo Jardim assumiu o papel de protagonista e, após o apito final, tratou de blindar o elenco. O camisa 1 pediu equilíbrio nas análises e rechaçou qualquer clima de desespero pelo desempenho abaixo da crítica.
“Claro que não foi o jogo que a gente esperava fazer, mas eu ainda acho que é um pouco cedo pra gente definir o que vai ser a temporada. É o terceiro jogo da temporada. A gente tem muita coisa pela frente ainda, sabe que o jogo de hoje também é um alerta para o que precisa melhorar, o que a gente precisa trabalhar”, iniciou o paredão vascaíno.
Jardim reforçou a necessidade de resiliência e aprendizado imediato:
“Acho que não tem terra arrasada, é saber sofrer a derrota e ver o que a gente precisa melhorar”.

Vasco perdeu para o Flamengo mais uma vez – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Para o goleiro, a dinâmica do clássico mudou drasticamente aos quatro minutos do segundo tempo. A expulsão do volante Barros deixou o Vasco com um homem a menos e desmontou a estratégia que, segundo Jardim, começava a surtir efeito após o intervalo. Ele avaliou que o cartão vermelho impediu qualquer reação e consolidou o domínio adversário.
“Eu acho que no primeiro tempo a gente realmente não conseguiu encaixar o nosso jogo, teve bastante dificuldade, mas eu acho que até a expulsão no segundo tempo a gente conseguiu voltar melhor, o jogo estava mais equilibrado. Mas aí acho que a expulsão acabou dificultando ainda mais a partida pra gente e acabou virando um ataque contra a defesa”, explicou.
Agora, o Vasco precisa lamber as feridas e reagir rápido. O time volta a campo no próximo domingo, quando enfrentará o Boavista, às 20h30, em Bacaxá, buscando retomar o caminho das vitórias e ajustar os erros apontados pelo seu goleiro.







































