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·02 de junho de 2026

Leonardo Pantaleão comenta expulsão de Augusto Melo e próximos processos no Conselho Deliberativo

Imagem do artigo:Leonardo Pantaleão comenta expulsão de Augusto Melo e próximos processos no Conselho Deliberativo
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

Na noite da última segunda-feira (1), o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou o desligamento de Augusto Melo do quadro associativo do clube. Após a sessão, o presidente do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, concedeu entrevista e detalhou o andamento do julgamento, os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente e os próximos passos dos processos em tramitação.

Inicialmente, Pantaleão explicou como ocorreu a análise dos recursos apresentados pela defesa de Augusto Melo e detalhou o procedimento que culminou na aprovação do parecer da Comissão de Ética.


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Foto: Reprodção / Central do Timão

“A defesa do Augusto apresentou algumas impugnações em grau de recurso a respeito de algumas irregularidades que eles entendiam que aconteceram durante o trâmite do procedimento. São questões mais técnicas, envolvendo até artigos do estatuto e daí por diante. Isso foi contra-argumentado pelo representante da Comissão de Ética, que foi o conselheiro Rodrigo Bittar, que fez essa argumentação, e depois colocado em plenário.

E aí não houve o acatamento dos argumentos do recurso e, como segundo passo, então, como o recurso foi rejeitado, se deu início ao julgamento do parecer da Comissão de Ética, que indicava o desligamento dos quadros associativos. E esse parecer também, depois de meia hora dada para ambos os lados, tanto à Comissão de Ética quanto à defesa, foi deliberado por uma ampla maioria para acompanhar o parecer da Ética e impor a pena de desligamento dos quadros associativos para o Augusto”, complementou.

Questionado sobre uma possível judicialização do caso após a decisão do Conselho Deliberativo, o dirigente afirmou que esse é um direito da parte que se sentir prejudicada.

“Toda vez que você tem uma divergência de entendimentos, a parte que se sente prejudicada tem total direito de questionar isso em outras esferas, inclusive na esfera judicial. Então isso é uma coisa que a gente não tem controle, não tem como eventualmente questionar ou até mesmo minimizar a relevância que eles dão para isso. Eu acho que é direito deles. Se entenderem que devem judicializar, sem dúvida alguma, é uma possibilidade.”

Na sequência, Pantaleão comentou sobre os demais processos em andamento no Conselho Deliberativo e explicou a necessidade de garantir amplo direito de defesa aos envolvidos.

“Eu confesso a você, Daniel, que é o seguinte: eu prefiro eventualmente que a gente postergue isso, mas dê o direito de defesa para todas as pessoas, porque o direito de defesa é um direito indiscutível, do que simplesmente julgar de afogadilho. Então hoje, por exemplo, nós tivemos um pedido feito pela conselheira Maria Ângela de uma situação de cunho pessoal. Foi deliberado pelo plenário por maioria para que então segurasse o dela para a próxima semana. E o conselheiro que viria na sequência, na ordem do edital de convocação, se opôs a que o julgamento dele fosse antecipado ao dela. Então, consequentemente, houve a suspensão.

Agora, se tiver, como terá certamente, a necessidade de designar novas datas, nós vamos designar novas datas para poder alcançar todos os julgamentos da forma como o Estatuto prevê, sem qualquer problema. A questão da existência da Assembleia Geral é algo claro que não tem como não ser alterado. Nada disso. Mas vai ter que se dar uma atenção especial a ela. Nem que depois a Assembleia Geral retome também essa pauta para poder esgotar esses julgamentos que precisam ser finalizados.

Triste é uma situação que, tenho certeza, nenhum corintiano esperava passar por esse tipo de coisa. Mas são situações que acabaram acontecendo e tiveram que ser enfrentadas. Então, claro que longe de mim está ficar feliz com uma situação dessa, mas era importante levar esses assuntos adiante e foi o que foi feito.

Agora a deliberação pelo plenário do Conselho Deliberativo está sendo tomada na medida em que os casos vão surgindo e terminando o seu andamento pela própria Comissão de Ética. Outros casos também virão em breve para serem pautados, para que a gente possa trazer à tona o parecer da Comissão de Ética em relação a outros nomes, não só a ex-presidentes.Nós tínhamos casos, por exemplo, parados na Ética desde 2022. Então é um absurdo. Esses casos todos precisam andar para que a gente tenha um desfecho e organize essa situação.”

O dirigente também comentou sobre uma ação judicial relacionada à Assembleia Geral marcada para os próximos dias e reforçou seu entendimento sobre o tema.

“É mais uma daquelas situações que eu digo: a gente não tem controle sobre isso. É direito dos conselheiros eventualmente questionarem, impugnarem. Existe uma divergência de interpretação e ela tem que ser respeitada. O meu entendimento eu já deixei claro quando redigi o edital de convocação da Assembleia. Eu entendo que tanto a questão dos aspectos gerais quanto os destaques precisam ser submetidos à Assembleia por ser o órgão soberano.

Mas respeito muito aquele que eventualmente pensa em contrário. E, de novo, discutir judicialmente, buscar uma análise de um terceiro de fora, como no caso do Poder Judiciário, é um direito. Não tem como impedir. Agora vamos aguardar a deliberação do Judiciário.”

Outro tema abordado foi o pedido de impeachment do presidente Osmar Stábile. Pantaleão explicou em qual estágio o processo se encontra atualmente.

“O que eu ouvi, na verdade, foi uma análise de admissibilidade pela Comissão de Ética. Então a Comissão de Ética analisou, entendeu que existem elementos que permitem o prosseguimento daquela solicitação que foi feita por alguns conselheiros e alguns associados. Foi então comunicado ao presidente Osmar hoje do prazo de 10 dias, com base no estatuto, que ele tem para apresentar a defesa. A partir daí, volta para a Comissão de Ética com a defesa dele, para que a Comissão de Ética possa elaborar um parecer e depois trazer esse parecer para o Conselho Deliberativo.”

Questionado sobre a situação de ex-dirigentes que deixaram o quadro associativo do clube, como Duílio Monteiro Alves, Pantaleão afirmou que o tema ainda está sendo analisado juridicamente.

“Essa é uma situação que nós estamos analisando. Inclusive, há pouco estávamos conversando sobre esse assunto. A gente vai ter que analisar para verificar o que fazer, até porque gera uma certa margem para questionamento. Imagine, por exemplo, você aplicar qualquer pena que possa ser, vamos imaginar, tanto de um desligamento quanto até de uma advertência, se fosse o caso. Como é que você vai eventualmente advertir ou desligar alguém que já não faz mais parte do quadro de associados? Então isso tudo está sendo analisado para que a gente encontre o melhor respaldo jurídico para alcançar aquilo que se pretendia com o próprio procedimento ético.”

Por fim, o presidente do Conselho Deliberativo explicou como funcionará a participação dos conselheiros que ainda serão julgados nas próximas sessões.

“Na verdade, votar em si próprio talvez não seja o caso, como hoje aqui também não aconteceu. Agora, poderão participar, sim, da votação de outros conselheiros que estão submetidos a julgamento, como também hoje aconteceu aqui. Então não há nenhum tipo de impedimento nisso”, finalizou.

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