Coluna do Fla
·03 de agosto de 2026
Lesão na Copa, revanche contra o Cruzeiro e reencontro com Gerson: Paquetá detalha expectativa para retorno ao Flamengo: “Eu estaria mentindo se…”

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·03 de agosto de 2026

Pronto para voltar aos gramados após lesão na coxa, Lucas Paquetá concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (03), no CT Ninho do Urubu. O jogador celebrou o fim do período de inatividade após a lesão sofrida na Copa do Mundo, detalhou o processo de superação e a abdicação de férias para acelerar a recuperação.
Além de abrir o coração sobre a lesão, o camisa 20 respondeu ao repórter Rodrigo Lima, do Coluna do Fla, projetando o aguardado duelo contra o Cruzeiro, pela Libertadores, com direito a clima de revanche. Vale lembrar que o jogador esteve na eliminação do time carioca para o rival mineiro em 2018.
— Eu estaria mentindo se dissesse que não penso nesse jogo. Realmente é algo especial pra mim, porque foi uma eliminação bastante triste, então é um jogo especial pra mim, espero poder levar a melhor dessa vez, que o Flamengo vença, que a gente passe. Gerson é um grande amigo meu, é um cara que foi ídolo aqui no Flamengo, hoje defende outras cores, mas dentro de campo é ele de um lado e eu do outro defendendo o Flamengo e espero que eu possa vencer -, disse.
O Flamengo encara o Cruzeiro nos dias 12 e 19 de agosto, pelas oitavas de final da Libertadores. Na ocasião, o Rubro-Negro reencontra Gerson, atualmente no time mineiro, mas que deixou seu nome na história do clube carioca ao conquistar diversos títulos com o Manto Sagrado, incluindo o título continental em 2019.
Lesionado desde o dia 29 de junho, quando deixou o gramado do jogo contra o Japão, na Copa do Mundo, Paquetá afirmou que se sente bem e está à disposição do Flamengo. Cabe ressaltar que o meia já estava clinicamente liberado para atuar diante do Internacional, mas não possuía as condições físicas ideais.
— Foi difícil, obviamente, ficar de fora da Copa por uma lesão, eu vinha fazendo bons jogos. A gente tem que estar pronto para viver de tudo. Tive o apoio da minha família e abri mão das minhas pequenas férias, mas isso não é sacrifício, mas é pelo bem da minha carreira e pelo bem do Flamengo -, disse.
— Eu tive dois treinos antes do jogo do Internacional. Então, fisicamente eu não estava ainda apto para jogar nesse sentido, aguentar um jogo forte. Por isso a opção técnica de me fazer treinar um pouco mais para chegar mais preparado para esse jogo do dia 9 -, completou.
O Flamengo passa por um período de questionamentos na temporada após o retorno dos jogos oficiais pós-Copa do Mundo. Ao todo, os comandados de Leonardo Jardim somam dois empates e uma vitória, e o time carioca viu a distância no Brasileirão aumentar em relação ao líder Palmeiras. Sobre esse momento de cobrança, Paquetá assumiu projetou a reação do Rubro-Negro.
— Todos nós estamos insatisfeitos pelo desempenho da equipe. Não estamos felizes. Passa mais por nós do que por ele (Leonardo Jardim). É tentar entender cada vez mais as ideias e características e se adaptar, já estamos trabalhando há um tempo. Estamos tentando melhorar cada um, seja no campo, na academia, em casa para o Flamengo voltar a vencer -, afirmou.
— Essa função (de apontar) não é minha, mas acho que um todo. A característica do time, se a gente perde o controle do jogo, isso é ruim para a forma que a gente joga, mas eu acho que são momentos. Muitos jogadores voltando de uma Copa do Mundo, se reencontrando, alguns com uma situação diferente de outra, lesão ou retomando a forma física. Então acho que isso tudo implica um pouco nessa questão de performance. Não pode ser desculpa, a gente tem que buscar fazer o nosso melhor dentro de campo para que o Flamengo vença.
— Acho que o futebol brasileiro está crescendo, grandes nomes vêm para cá porque entendem que aqui está crescendo. Alguns times estão saindo na frente, claro, mas os jogos são muito disputados. É difícil ter um favorito, isso faz com que os jogadores de fora queiram vir para cá. Foi um privilégio jogar a Copa como um jogador atuando aqui.
— É o dia a dia. Você ter um grupo separado (pela Copa do Mundo) é ruim para o comandante. Alguns voltam com um caguete da outra equipe, é normal. É se adaptar à ideia que temos aqui para a gente voltar a ganhar jogos.
— É uma cobrança do dia a dia. É um exercício a mais, uma finalização a mais, entender o que cada um pode fazer a mais, é um grupo melhor sobre cobrança e escutar. Fazemos isso diariamente.
— É o grande jogo do Flamengo no ano, mas não podemos esquecer do Vitória antes, também queremos o Brasileiro. A gente acompanha o Cruzeiro, mas temos que focar em nós, em melhorar. É pensar em vencer.
— Tudo que é feito para melhora das tomadas de decisão é bem-vindo se for bem feito. A gente fica feliz de ter uma atualização que pode ser melhor para nós. Sobre polemicas de arbitragem é com a diretoria.
— Acho que faz parte do futebol. Quando você está com uma equipe dividida demora para unificar as ideias. Agora estamos com todo mundo à disposição, só o Luiz Araújo que está se recuperando e isso é bom para o treinador. Espero que a gente possa se adaptar, a gente sabe que precisa melhorar.
— Pretendo fazer o que eu sempre fiz durante toda a minha carreira, que é fazer o meu melhor, independente do que as pessoas falam ou pensam. Hoje é o clube do meu coração, então é algo muito mais fácil pra mim ser melhor a cada dia, fazer o meu melhor dentro de campo, obviamente dentro das minhas características, do meu futebol. E espero ajudar o Flamengo, espero ajudar com gols, assistência, defendendo o que for. Dentro de campo eu tento dar o meu melhor, e eu seguirei fazendo isso, não só no resto da temporada, mas durante todo o tempo que eu estiver aqui.
— Estava muito ansioso para voltar a treinar logo. É uma coisa que me cobro muito e hoje em dia, poder estar em campo com todo mundo, com a galera, mais próximo ainda de voltar a jogar, estar no Maraca… então muito feliz, ansioso também e espero que seja um reencontro vitorioso.
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