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·10 de setembro de 2026

Lewandowski marca, Casemiro responde e Chicago Fire empata com Inter Miami

Imagem do artigo:Lewandowski marca, Casemiro responde e Chicago Fire empata com Inter Miami

Diante de público recorde no Soldier Field, Chicago saiu na frente, mas Inter Miami reagiu e ficou no 1 a 1

Chicago Fire e Inter Miami empataram por 1 a 1, nesta quarta-feira (9), no Soldier Field, pela Major League Soccer. Robert Lewandowski abriu o placar ainda no início da partida, enquanto Casemiro, pelo terceiro jogo consecutivo, marcou o gol do empate para a equipe da Flórida.


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O confronto reuniu alguns dos principais nomes da MLS diante de 63.094 torcedores, novo recorde de público do Chicago Fire. Depois de um início melhor dos donos da casa, o Miami cresceu ainda no primeiro tempo, criou as principais oportunidades e encontrou o empate logo após o intervalo.

Como foi o jogo

O Chicago começou melhor e teve uma oportunidade enorme logo aos sete minutos, Jonathan Dean encontrou Anton Salétros em velocidade pelo lado direito, o sueco esperou a bola baixar e tocou para Robert Lewandowski, que fez o corta luz para Robin Lod aparecer livre diante de Dayne St. Clair, mas o meio-campista finalizou para fora e desperdiçou uma chance claríssima.

A resposta pela chance perdida veio rapidamente, o Fire circulou a bola até o lado esquerdo e encontrou Andrew Gutman, que conseguiu escapar da marcação de Ian Fray e fez um cruzamento preciso para Lewandowski, o polonês viu Maximiliano Falcón deixar a bola passar e completou de primeira para abrir o placar aos nove minutos.

O Inter Miami começou a aparecer mais a partir daí e criou sua primeira oportunidade aos 15, quando Casemiro lançou Germán Berterame em profundidade. Mesmo pressionado por Jack Elliott, o atacante conseguiu a finalização e obrigou Chris Brady a fazer sua primeira defesa.

Aos 22 minutos, a pressão do Miami no campo ofensivo funcionou, Yannick Bright recuperou a bola e deixou para Lionel Messi, que recebeu por dentro e finalizou de canhota buscando o canto direito, mas Brady estava bem posicionado e fez a defesa.

O argentino voltou a exigir muito do goleiro na reta final do primeiro tempo, aos 40, Rodrigo De Paul recebeu uma inversão e ajeitou de primeira para Messi, que avançou pelo meio, passou pela marcação e bateu forte de esquerda buscando novamente o canto direito, mas Chris Brady fez uma ótima defesa e mandou para escanteio.

O Miami manteve a pressão antes do intervalo, Berterame recebeu pelo lado esquerdo, virou a jogada para Ian Fray e a bola passou por De Paul e Bright antes de voltar para Messi, que encontrou novamente o mexicano, Berterame resolveu finalizar forte e obrigou Brady a trabalhar, enquanto Luis Suárez ainda tentou aproveitar a sequência para encontrar Messi dentro da área, mas o goleiro do Chicago voltou a aparecer.

O segundo tempo começou com o Inter Miami pressionando ainda mais alto, Luis Suárez interceptou um passe na saída, encontrou Messi e a jogada passou por Berterame antes de voltar para o argentino, que cortou para a canhota e finalizou para mais uma grande defesa de Brady. Berterame apareceu no rebote, mas Noah Allen conseguiu bloquear e mandar para escanteio.

Foi justamente na cobrança que saiu o empate, Messi levantou na área e Casemiro apareceu pelo alto para cabecear para o gol, marcando pelo terceiro jogo consecutivo e deixando tudo igual logo no início da segunda etapa. A bola parada volta a aparecer como uma arma importante do Inter Miami, com Messi assumindo protagonismo também nesse tipo de jogada.

O camisa 10 quase virou pouco depois. Aos 50 minutos, Messi cobrou uma falta de longa distância e obrigou Brady a espalmar para escanteio, na sequência da cobrança, a bola sobrou para Rodrigo De Paul na entrada da área e o argentino tentou a finalização colocada, mas novamente o goleiro do Chicago ficou com ela.

O Fire conseguiu equilibrar novamente a partida e levou perigo aos 63 minutos, quando Anton Salétros cobrou uma falta para a área e Jack Elliott subiu bem para cabecear, mas mandou por cima do gol de St. Clair.

Aos 76, o Chicago aproveitou os espaços entre as linhas do Inter Miami e encontrou Puso Dithejane pelo lado esquerdo, com Casemiro demorando para fechar o espaço, o atacante conseguiu cortar para dentro e finalizar, mas bateu em cima de St. Clair e não aproveitou uma boa situação.

Dithejane voltou a participar aos 82, quando Philip Zinckernagel recebeu pela direita e em vez de buscar a linha de fundo, levantou para a área, o jovem apareceu para disputar pelo alto e cabeceou com perigo, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Nos minutos finais, Salétros quase surpreendeu St. Clair em uma cobrança de falta fechada no segundo pau, obrigando o goleiro a se recuperar para evitar que a bola entrasse. O Inter Miami ainda passou os acréscimos instalado no campo ofensivo, com finalizações bloqueadas de De Paul e Messi e uma última tentativa de cruzamento, mas não conseguiu encontrar o gol da virada.

📊 Estatísticas

  • Posse de bola: Chicago Fire 46% x 54% Inter Miami
  • Finalizações: 9 x 16
  • Finalizações no gol: 2 x 7
  • Gols esperados (xG): 0,90 x 1,35

⭐ Destaques da partida

Chris Brady — craque do jogo: enfrentar o Inter Miami já é um desafio enorme para qualquer goleiro, principalmente em uma partida na qual Lionel Messi finalizou nove vezes, quatro delas no alvo, além de ter pela frente nomes como Luis Suárez e Germán Berterame, dois atacantes que também oferecem presença constante dentro da área. Brady respondeu com uma atuação excelente, terminou com seis defesas e apareceu em momentos importantes para impedir que o volume ofensivo do Miami se transformasse em mais gols.

Anton Salétros: foi o principal organizador do Chicago Fire. Conseguiu acelerar jogadas, aparecer em diferentes zonas e participou da criação de algumas das principais oportunidades que poderiam ter dado a vitória aos donos da casa. Também foi muito perigoso nas bolas paradas, inclusive em uma cobrança fechada na reta final que obrigou Dayne St. Clair a trabalhar. Em uma partida na qual o Chicago passou períodos longos sem a bola, Salétros foi fundamental para fazer a equipe respirar e conseguir chegar ao ataque com qualidade.

📝 Análise da partida

No Chicago Fire, foi uma ótima noite para Noah Allen, justamente contra seu ex-clube. Depois de deixar o Inter Miami no fim da janela, o lateral foi utilizado como zagueiro por Gregg Berhalter e respondeu muito bem, mesmo atuando fora de sua posição original, terminou com dez ações defensivas e teve uma intervenção capital no início do segundo tempo, quando bloqueou a tentativa de Berterame no rebote de uma grande defesa de Brady, impedindo uma oportunidade claríssima de gol.

Na frente, Robert Lewandowski continua cada vez mais adaptado ao futebol da MLS. O polonês marcou pelo terceiro jogo consecutivo e soma três gols e duas assistências nesse período, mostrando que já consegue impactar partidas contra adversários de alto nível. Contra o Inter Miami, precisou de apenas uma boa bola dentro da área para antecipar a marcação e abrir o placar, exatamente o tipo de eficiência que o Chicago buscava quando fez sua contratação.

Do outro lado, o Inter Miami começa a se tornar uma equipe previsível. Os jogos seguem um roteiro muito parecido: a defesa concede oportunidades, o time sofre um gol ou passa por momentos de enorme vulnerabilidade e Lionel Messi precisa produzir um volume fora do normal para tentar corrigir aquilo que acontece do outro lado do campo. Contra o Chicago foi novamente assim.

Esse problema não é passageiro, o Miami é muito frágil defensivamente e com a janela de transferências já fechada, Kily González terá que encontrar soluções principalmente através de organização e comportamento coletivo quando finalmente assumir a equipe. Se não conseguir produzir uma mudança defensiva significativa, fica difícil enxergar o Inter Miami com o mesmo favoritismo dos principais candidatos ao título da MLS.

É claro que existe uma enorme ressalva quando se fala de uma equipe que tem Lionel Messi. Apostar contra ele é sempre perigoso, porque mesmo em uma partida na qual o sistema defensivo concede quatro ou cinco oportunidades, Messi pode criar seis, sete ou oito situações do outro lado e mudar completamente o resultado, o problema segue sendo depender disso praticamente toda semana.

Contra o Chicago, o argentino voltou a ser o jogador que mais criou para o Miami, finalizou nove vezes e deu a assistência para Casemiro no gol de empate, mas não teve uma atuação no nível máximo que já apresentou em outros momentos da temporada, mesmo assim, o time novamente precisou que praticamente tudo ofensivamente passasse por ele para compensar os problemas coletivos.

Um dos maiores deles está no espaçamento, em determinados momentos, havia uma distância enorme entre o ataque e a última linha, com Yannick Bright praticamente sozinho tentando proteger uma defesa exposta, enquanto vários jogadores permaneciam muito adiantados. Ter Messi e Luis Suárez com menor responsabilidade defensiva é um risco compreensível pelo que os dois entregam com a bola, mas isso aumenta ainda mais a necessidade de participação dos outros jogadores.

É justamente por isso que Rodrigo De Paul precisa ser mais cobrado, ele não pode ter o mesmo nível de liberdade defensiva de Messi e Suárez, pela característica que sempre apresentou na carreira, De Paul deveria ser justamente um dos jogadores responsáveis por encurtar espaços, pressionar e ajudar a conectar o ataque com o meio-campo, mas isso não vem acontecendo com a frequência necessária.

A utilização de Germán Berterame também merece ser repensada, jogar simultaneamente com Messi, Suárez e outro atacante de referência aumenta muito o peso sobre Bright, Telasco Segovia e os laterais quando o time perde a bola. Talvez uma estrutura com mais um meio-campista ofereça equilíbrio, principalmente enquanto Tadeo Allende segue fora, sua capacidade física para percorrer o campo inteiro, ajudar defensivamente e ainda atacar espaços, uma característica que Telasco também possui.

O sistema defensivo, por sua vez, tem problemas que dificilmente serão resolvidos apenas individualmente. Casemiro é lento para defender grandes espaços, Maximiliano Falcón possui limitações e Ian Fray vem sofrendo principalmente porque precisa lidar com situações em que recebe pouco apoio de quem joga à sua frente. Fray oferece bastante ofensivamente, mas frequentemente fica exposto quando o Miami perde a posse.

A situação de Fricio Caicedo também mostra o tamanho do problema, é um jogador muito jovem, originalmente zagueiro, que passou a ser utilizado na lateral esquerda e conseguiu ganhar espaço em uma defesa que já possui atletas mais experientes, isso mostra como o Miami ainda procura respostas dentro do próprio elenco para posições que não foram solucionadas no mercado.

E esse será o desafio de Kily González. Não haverá outra janela para reconstruir essa defesa antes da reta decisiva, o material humano está definido, então ele vai preicsar encontrar uma estrutura capaz de diminuir os espaços, dividir melhor as responsabilidades defensivas e evitar que o Inter Miami precise transformar cada partida em uma disputa para saber se Messi consegue criar mais do que a defesa concede.

🔜 O que vem a seguir

Com o empate, o Inter Miami chega aos 44 pontos em 24 partidas, enquanto o Chicago Fire vai a 39 pontos em 23 jogos, mantendo as duas equipes próximas das primeiras posições da Conferência Leste.

O Miami volta a campo já no sábado (12), quando recebe o Nashville SC, enquanto o Chicago joga no domingo (13), novamente em casa, contra o New England Revolution.

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