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·26 de fevereiro de 2026

Libra corre risco de extinção após caos interno, recuo de banco e debandada de clubes

Imagem do artigo:Libra corre risco de extinção após caos interno, recuo de banco e debandada de clubes

A Liga do Futebol Brasileiro (Libra) vive o seu momento mais crítico e tem sua própria existência ameaçada. Afundada em um caos interno, a entidade perdeu seu grande trunfo financeiro recente e agora assiste a um movimento de debandada de clubes importantes, liderado pelo Grêmio. Nos bastidores, segundo o jornalista Rodrigo Mattos, dirigentes já discutem abertamente a extinção do bloco.

O estopim para o agravamento da crise foi a retirada da proposta do Banco Daycoval. A instituição financeira havia oferecido a antecipação de direitos de TV, comprando 5% dos direitos dos clubes por 15 anos. No entanto, o banco alegou ter errado nas contas e retirou a oferta da mesa.


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A frustração do negócio irritou profundamente as diretorias. O Grêmio, por exemplo, já havia aceitado a oferta de cerca de R$ 70 milhões, e o São Paulo caminhava na mesma direção.

Movimento do Grêmio rumo à FFU

A inoperância da Libra esgotou a paciência do novo presidente do Grêmio, Odorico Roman. Em seu curto período à frente do clube, Roman relatou que os únicos contatos recebidos da liga foram para cobranças de taxas de advogados.

Essas taxas referem-se à disputa judicial da Libra contra o Flamengo na Corte Arbitral, onde o clube carioca questiona os critérios de divisão de direitos de TV. Ironicamente, a ação defendida pela Libra resulta em ganhos menores para o próprio Grêmio em comparação a uma das fórmulas que eram defendidas pelo Flamengo, o que fez Roman ver pouco sentido em seguir na associação.

Como resultado, o Tricolor Gaúcho avançou na proposta da Forte Futebol União (FFU) para vender 10% dos direitos por 50 anos, chegando a publicar edital para analisar a migração de ligas.

São Paulo e Santos também cogitam saída

O movimento gremista pode gerar um efeito cascata. São Paulo e Santos também possuem propostas na mesa para deixarem a Libra e migrarem para a FFU, impulsionados pela necessidade de recursos diante de suas crises financeiras.

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, confirmou ter recebido a proposta, mas afirmou que, no momento, permanece na Libra, pregando o caminho para uma liga única. Já o São Paulo, sob nova gestão, ainda não se aprofundou na oferta da liga concorrente. Vale ressaltar que Atlético-MG e Vitória já haviam migrado extraoficialmente para a FFU, aguardando apenas análise do CADE.

Bahia e Red Bull Bragantino ainda não definiram seus caminhos, enquanto Flamengo e Palmeiras estão fora de cogitação para a FFU, pois já descartaram a venda de direitos futuros.

Problemas na diretoria e com a Globo

A debandada ocorre em um momento em que a Libra está literalmente sem comando. O mandato dos diretores Julio Casares (ex-presidente do São Paulo, que sofreu impeachment) e André Rocha (Red Bull) chegou ao fim sem que houvesse uma nova eleição. A entidade caminha sem rumo e sem reuniões recentes.

Para piorar o cenário financeiro, os clubes enfrentarão problemas com o repasse da TV. O contrato com a Globo possui falhas em relação à possibilidade de novos clubes. Com a ascensão do Remo à Série A, os executivos da Libra, Silvio Mattos e André Sica, não resolveram a questão, o que forçará os clubes a dividirem um "bolo menor", já que a emissora não indicou revisão contratual para aumento de valor.

Apesar de as conversas sobre extinção serem correntes, o rompimento oficial esbarra no contrato dos clubes com a Globo, vinculado à Libra, que é válido até 2029, obrigando-os a manter o vínculo a não ser que haja uma revisão do acordo.

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