Líder da oposição raiz detona candidatura de Caboclo: “Uma afronta à história, à instituição e à inteligência do torcedor” | OneFootball

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·06 de agosto de 2026

Líder da oposição raiz detona candidatura de Caboclo: “Uma afronta à história, à instituição e à inteligência do torcedor”

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Como era de se esperar, o lançamento extraoficial da candidatura de Rogério Caboclo à presidência do São Paulo, com o apoio de Olten Ayres de Abreu e seus aliados, não foi bem recebida internamente no clube e gerou reações.

A mais contundente delas veio justamente de um dos principais líderes da oposição raiz do clube, que mantém linha ideológica contrária à gestão desde o comando de Julio Casares.


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Por meio de suas redes sociais, o conselheiro Caio Forjaz, do grupo Salve o Tricolor Paulista, detonou inclusive seus colegas de órgão pela gravação e divulgação do vídeo do jantar realizado por Caboclo e Olten, que selou o lançamento da potencial chapa.

“O vídeo divulgado hoje (quarta-feira), gravado por um conselheiro vitalício recém-eleito durante uma reunião de pré-lançamento da candidatura de outro conselheiro vitalício, escancara o quanto parte do Conselho parece ter perdido completamente a noção da responsabilidade institucional que carrega diante do São Paulo FC”, disse Forjaz.

Forjaz lembrou que pífia atuação de Caboclo como conselheiro vitalício do clube. E ressaltou que o peso de ter sido acusado de assédio sexual por uma funcionária, que acabou lhe custando a presidência da CBF, são fatores preponderantes para que a candidatura seja combatida.

“Estamos falando de alguém que não trabalha pelo clube há pelo menos 7 anos, que se omitiu em votações importantes, apoiou integralmente a gestão Casares e que ainda deixou a CBF após denúncias gravíssimas de assédio sexual contra sua própria secretária. Ainda assim, há quem trate essa candidatura como algo normal — ou aceitável”, escreveu.

“Foram cinco anos de luta para afastar pessoas e práticas que enfraqueceram o clube, desgastaram sua imagem e contribuíram para o cenário que vivemos. Agora, tentam empurrar ao São Paulo justamente alguém que apoiou tudo isso e que ainda carrega um histórico tão pesado fora dele. Isso não é apenas uma escolha política. É uma afronta à história, à instituição e à inteligência do torcedor são-paulino”, completou.

O Caso

O São Paulo tem extra-oficialmente o seu primeiro candidato para as eleições do final do ano que decidirão o sucessor de Harry Massis na presidência.

Em nota oficial, Olten confirmou ter participado de um jantar na residência de Caboclo e ratificou seu apoio à pré-candidatura do executivo ao comando do Morumbi.

Segundo Olten, a decisão é fruto de um processo contínuo de diálogo entre integrantes do Conselho Deliberativo. O dirigente descartou que o encontro tenha servido para selar chapas completas, alianças definitivas ou loteamento de cargos corporativos, classificando tais versões como especulações de redes sociais.

Esclarecimentos Institucionais e Defesa do Debate

A nota oficial detalhou que a participação de Cléo Prado, diretora do futebol feminino do clube, deu-se exclusivamente sob sua prerrogativa de conselheira, sem representar endosso da diretoria executiva são-paulina.

Olten Ayres também condenou ataques pessoais direcionados aos participantes do jantar e defendeu a legitimidade das articulações políticas internas.

Grupo ‘Salve o Tricolor’ Diverge e Aponta Outro Nome

Paralelamente ao movimento de Olten, a coordenação do grupo político Salve o Tricolor Paulista, formado por nomes da chamada ‘oposição raiz’ à gestão Massis, emitiu comunicado para se distanciar da eventual candidatura de Rogério Caboclo:

Desautorização de vídeos: O grupo afirmou que conteúdos que ligam a ala de oposição a Caboclo não possuem o respaldo de seus coordenadores.

Candidatura própria: A ala reiterou a intenção de lançar o conselheiro vitalício Marcelinho Portugal Gouvêa como o nome ideal para disputar a presidência do Tricolor no pleito de 2026.

Entenda

Depois de se considerarem traídos por Vinícius Pinotti por sua atitude de anunciar no último final de semana o nome de Rogério Caboclo como pré-candidato às eleições do final do ano, o que não pegou nada bem nem internamente nem externamente, o grupo decidiu afastar o ex-diretor de futebol das tomadas de decisões.

Ele mesmo um antigo aspirante à presidência, Pinotti agora ficará restrito às opiniões e financiamentos da campanha. O ex-dirigente teria reconhecido que pisou na bola, já que o próprio Caboclo, ex-presidente da CBF, não teria interesse em concorrer ao pleito de dezembro, conforme apurou o AVANTE MEU TRICOLOR.

Uma comissão criada com representantes de todas as chapas oposicionistas foi criada. Será esse grupo o responsável pela comunicação, digamos assim, das decisões tomadas. E o primeiro serviço foi feito: a divulgação do novo postulante nas eleições para presidente.

Marcelinho Portugal Gouvêa é filho do histórico presidente entre 2002 e 2006 e mandatário nos tri da Libertadores e Mundial de Clubes.

Nome bem visto pela torcida e com certa penetração em grupos de conselheiros independentes, principalmente com os cardeais, orbita a oposição desde 2013, quando rompeu com Juvenal Juvêncio, antigo aliado do pai. Usualmente aparece dando entrevistas sobre a situação política e financeira do clube.

O nome de Marcelinho, indicado pela chamada ‘oposição raiz’, formada por quem está contra a gestão desde Julio Casares, ainda depende de aprovações de alguns aliados recentes, entre eles correligionários de Olten Ayres de Abreu, presidente afastado do Conselho Deliberativo.

Antes,  o empresário Dáurio Speranzini era tratado como a principal opção para liderar o bloco. No entanto, a viabilidade de seu nome perdeu força diante da crescente resistência entre sócios e conselheiros.

Integrantes do grupo admitem que embora Speranzini seja considerado preparado para a função, o desgaste político em torno da revelação do envolvimento de seu nome na Operação Lava-Jato, em 2018, quando chegou a ser preso, inviabilizou a construção de uma candidatura competitiva. Críticas recorrentes ao empresário nos bastidores do clube passaram a influenciar diretamente o colégio eleitoral. Uma decisão tomada no início do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal, no entanto, o absolveu, por falta de provas.

Polêmicas Envolvendo Caboclo

O nome de Caboclo não foi bem recebido nas redes sociais, por conta justamente das denúncias de quando presidia a CBF. Na época, áudios de uma conversa imprópria com ela foram divulgados pela ‘TV Globo’. O dirigente classificou suas falas como “brincadeiras inadequadas”. Ele sempre negou as acusações e foi absolvido na Justiça no início de 2024.

O ex-presidente da CBF é conselheiro vitalício, mas pouco ativo no São Paulo. Os registros da participação de sua família no clube remontam aos anos 1960 e seu pai, por exemplo, participou a gestão de Henri Aidar, no início da década seguinte.

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