Anfield Index
·09 de setembro de 2026
Liverpool cogitou contratar jogador do Chelsea e astro do PSG

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·09 de setembro de 2026

As janelas de transferências geralmente são lembradas pelo que aconteceu. Há, porém, uma outra versão da história do recrutamento, construída a partir de negócios que foram considerados, explorados e, por fim, abandonados.
No caso de Richard Hughes no Liverpool, essa história alternativa contém dois nomes particularmente intrigantes: Marco Palestra e Nuno Mendes.
A análise detalhada do The Athletic sobre a passagem de Hughes revelou que o Liverpool explorou investidas por ambos os jogadores em momentos diferentes. Nenhum deles chegou a Anfield, mas ambos ajudam a entender o que Hughes acreditava que o Liverpool precisava e, talvez mais importante, o que o clube não conseguiu viabilizar.
O interesse do Liverpool em Palestra surgiu neste verão.
Segundo o The Athletic, Hughes avaliou se o Liverpool poderia disputar com o Chelsea a contratação do jogador da Atalanta, mas a capacidade do clube de avançar foi limitada pela necessidade de reforçar outras posições e pelas dificuldades para arrecadar dinheiro com a venda de jogadores periféricos do elenco.

Foto: IMAGO
Isso é revelador.
O Liverpool já havia gastado 30 milhões de libras com Jeremie Frimpong no verão anterior. A intenção por trás daquela contratação era relativamente clara. Frimpong poderia oferecer concorrência na lateral direita, além de ser uma opção mais avançada.
Até agora, isso não funcionou particularmente bem.
O The Athletic relata que Frimpong “teve dificuldades nas duas posições”, enquanto o Liverpool espera, no fim das contas, que Conor Bradley se recupere da lesão e se firme como lateral-direito de longo prazo do clube.
A presença de Palestra no radar do Liverpool, portanto, importa.
Departamentos de recrutamento avaliam rotineiramente jogadores sem fazer propostas, claro. Interesse não significa automaticamente insatisfação com um jogador que já está no elenco. Ainda assim, o fato de o Liverpool ter explorado outra opção pelo lado direito tão pouco tempo depois de contratar Frimpong sugere que a posição seguia em análise.
Ao que tudo indica, Hughes também reconheceu isso.
Talvez ainda mais fascinante seja a revelação envolvendo Nuno Mendes.
Milos Kerkez se tornou uma das contratações mais marcantes da enorme reformulação do elenco do Liverpool em 2025. Sua relação anterior com Hughes fez a transferência parecer lógica. Hughes já havia contratado Kerkez para o Bournemouth junto ao AZ em 2023.
Por isso, seria fácil supor que Kerkez sempre foi a primeira opção do Liverpool.
Segundo o The Athletic, não foi.
O Liverpool inicialmente queria o lateral-esquerdo do Paris Saint-Germain, Mendes. O internacional português era visto como uma possibilidade realista antes de assinar um novo contrato com o PSG em fevereiro de 2025. Só depois que esse caminho se fechou é que o Liverpool partiu, enfim, para Kerkez.
Esse detalhe muda um pouco a percepção da transferência.
Kerkez foi contratado como um jovem com o “conjunto de habilidades e o caráter para evoluir”, segundo o The Athletic, mas ele vem sofrendo pressão crescente após uma primeira temporada difícil no Liverpool.
Saber que Mendes era o alvo original mostra o nível que o Liverpool inicialmente cogitava para a posição.
Sempre há um risco em ficar fascinado demais por jogadores que um clube não contratou.
Todo grande departamento de recrutamento mantém listas extensas. Todo diretor esportivo tem conversas que não levam a lugar nenhum. O futebol seria muito diferente se toda sondagem inicial virasse transferência.
Ainda assim, Mendes e Palestra parecem relevantes porque o Liverpool segue com questionamentos em torno das posições de laterais.
Trent Alexander-Arnold e Andy Robertson foram figuras enormes no time anterior do Liverpool. Substituir jogadores dessa importância sempre exigiria mais do que identificar alguém que ocupasse o mesmo pedaço de campo.
O Liverpool tentou se planejar com antecedência.
Frimpong chegou pensando na versatilidade. Kerkez chegou com grande potencial. Ainda assim, a reportagem do The Athletic indica que Hughes havia considerado soluções diferentes para as duas posições.
Mendes representava uma opção já estabelecida de elite pela esquerda.
Palestra representava outra possibilidade pela direita.
Nenhum dos dois se tornou jogador do Liverpool.
O trabalho de Hughes no Liverpool inevitavelmente será julgado, прежде de tudo, por aqueles que ele realmente contratou.
Florian Wirtz, Alexander Isak, Hugo Ekitike, Frimpong e Kerkez formaram o núcleo caro da reconstrução de 2025. Bradley Barcola, Jeremie Jacquet, Victor Munoz e Ronald Araujo vieram neste verão. Os resultados dessa reformulação ainda são incertos.
Ainda assim, as investidas malsucedidas oferecem um contexto valioso.
Mendes mostra que o Liverpool estava disposto a buscar uma solução de elite antes de optar por uma alternativa mais jovem e em desenvolvimento.
Palestra mostra que, mesmo após a chegada de Frimpong, o Liverpool continuava interessado em reforçar o lado direito.
Aí está algo significativo sobre a passagem de Hughes.
Os problemas de recrutamento do Liverpool não foram necessariamente causados por uma incapacidade de identificar jogadores adequados. Antoine Semenyo é outro exemplo, com Hughes tendo recomendado sua contratação antes de o Manchester City finalmente levá-lo.
Identificação é apenas uma parte do recrutamento.
Timing, orçamento, vendas, contratos e prioridades determinam se essas ideias se tornam realidade.
Hughes deixa o Liverpool com um elenco inacabado e uma coleção de contratações caras que ainda aguardam um julgamento definitivo. Em algum lugar, ao lado delas, existe um Liverpool imaginário com Mendes e Palestra.
Ele nunca existiu.
Mas entender por que Hughes queria esses jogadores nos diz um pouco mais sobre o time do Liverpool que ele tentava construir.
Este artigo foi traduzido para o português por inteligência artificial. Você pode ler a versão original em 🏴 neste link.







































