Maiores vendas do Palmeiras: ranking atualizado em 2026 | OneFootball

Maiores vendas do Palmeiras: ranking atualizado em 2026 | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Portal do Palestra

Portal do Palestra

·20 de agosto de 2026

Maiores vendas do Palmeiras: ranking atualizado em 2026

Imagem do artigo:Maiores vendas do Palmeiras: ranking atualizado em 2026

Atualizado em 20 de agosto de 2026

Estêvão protagoniza a maior venda da história do Palmeiras pelo critério de valor da transferência: o acordo com o Chelsea pode chegar a 61,5 milhões de euros. Endrick aparece logo atrás, com uma transferência de 60 milhões de euros ao Real Madrid, sem contar os 12 milhões de euros em impostos assumidos pelo clube espanhol.


Vídeos OneFootball


Vitor Reis, Gabriel Jesus, Richard Ríos e Luis Guilherme aparecem na sequência de um ranking que explica boa parte da transformação financeira do Palmeiras na última década. O dado mais impressionante é outro: sete das dez maiores vendas do clube são de jogadores formados nas categorias de base.

As maiores vendas da história do Palmeiras

O ranking abaixo utiliza o valor total divulgado das transferências, incluindo bônus previstos quando esse foi o critério publicado no negócio.

  • Estêvão — até 61,5 milhões de euros
  • Endrick — até 60 milhões de euros
  • Vitor Reis — 35 milhões de euros
  • Gabriel Jesus — 32 milhões de euros
  • Richard Ríos — 30 milhões de euros
  • Luis Guilherme — até 30 milhões de euros
  • Danilo — 20 milhões de euros
  • Artur — até 18 milhões de euros
  • Kevin — até 15 milhões de euros
  • Matías Viña — 13 milhões de euros

A lista segue a metodologia de valor nominal da transferência, e não necessariamente o dinheiro líquido que entrou no caixa do Palmeiras. Percentuais pertencentes a atletas ou outros clubes, impostos, comissões e bônus fazem com que o valor final apropriado pelo Verdão seja diferente em diversas operações.

Tabela completa das maiores vendas

*O acordo esportivo de Endrick pode alcançar 60 milhões de euros. O Real Madrid assumiu ainda cerca de 12 milhões de euros em tributos relacionados à operação, motivo pelo qual algumas referências descrevem o negócio global como uma transação de 72 milhões de euros.

Estêvão ou Endrick: qual foi a maior venda?

Essa pergunta exige explicar a metodologia.

O Chelsea acertou a compra de Estêvão em uma operação que pode alcançar 61,5 milhões de euros, divididos em 45 milhões fixos e até 16,5 milhões em metas.

No caso de Endrick, a transferência propriamente dita pode chegar a 60 milhões de euros: 35 milhões fixos e 25 milhões em bônus.

Além disso, o Real Madrid concordou em assumir aproximadamente 12 milhões de euros em impostos na Espanha.

Por isso existem duas respostas comuns.

Se considerarmos somente o valor da transferência esportiva, Estêvão lidera por 61,5 milhões de euros contra 60 milhões de Endrick.

Se somarmos à operação de Endrick os impostos assumidos pelo Real Madrid, o negócio global chega a 72 milhões de euros.

Para este ranking, usamos o primeiro critério porque ele permite comparar a transferência do atleta com as demais negociações.

O domínio das Crias da Academia

A principal conclusão da tabela não está na diferença entre primeiro e segundo.

Está na origem dos jogadores.

Dos dez maiores negócios listados, sete envolvem atletas formados na base palmeirense:

  • Estêvão;
  • Endrick;
  • Vitor Reis;
  • Gabriel Jesus;
  • Luis Guilherme;
  • Danilo;
  • Kevin.

Richard Ríos é a grande exceção de valorização externa. O colombiano chegou ao Palmeiras depois de passagem pelo Guarani e foi transformado em uma venda de 30 milhões de euros ao Benfica.

Artur e Viña completam o bloco dos atletas que não foram formados na Academia.

É uma proporção que ajuda a entender por que a base deixou de ser apenas um departamento esportivo e virou parte estrutural do modelo econômico palmeirense.

Um levantamento do CIES divulgado em 2026 colocou o Palmeiras como o quarto clube do mundo que mais arrecadou com jogadores formados em casa nos cinco anos anteriores, com 289 milhões de euros em transferências. Foi também o único brasileiro entre os dez primeiros no recorte de dez anos.

A base mudou o caixa do Palmeiras

Durante décadas, formar jogador significava principalmente abastecer o time profissional.

Hoje, significa também financiar ciclos inteiros.

O levantamento exclusivo do Portal sobre o retorno da Academia mostrou como as receitas geradas por jogadores formados internamente se transformaram em uma das maiores vantagens competitivas do clube.

Estêvão, Endrick, Vitor Reis e Luis Guilherme representam o exemplo extremo.

A ESPN apontou que apenas as operações de Endrick, Estêvão e Luis Guilherme acumulavam valores contratuais superiores a R$ 850 milhões na cotação utilizada nas respectivas negociações; Vitor Reis ampliou ainda mais essa conta.

Não se trata apenas de produzir bons jogadores.

Trata-se de produzir ativos que clubes da Premier League e gigantes europeus estão dispostos a comprar diretamente do Palmeiras.

Vitor Reis transformou zagueiro em ativo milionário

Vitor Reis merece um capítulo próprio porque foge do padrão habitual das maiores transferências.

Atacantes e meias ofensivos normalmente ocupam o topo dos rankings de venda. O Palmeiras, porém, negociou o zagueiro com o Manchester City por 35 milhões de euros.

A operação transformou Vitor Reis na maior venda de um zagueiro realizada por um clube brasileiro naquele momento.

O dado reforça uma característica importante do modelo da Academia.

A capacidade de valorização não está restrita ao camisa 10 ou ao atacante que faz muitos gols.

Quando um clube constrói reputação internacional de formação, o selo da base passa a agregar valor a diferentes posições.

Richard Ríos é talvez o caso financeiro mais interessante

Se as Crias dominam a lista, Richard Ríos mostra outro caminho possível.

O Palmeiras contratou o colombiano depois de sua passagem pelo Guarani e conseguiu transformá-lo em um jogador negociado por 30 milhões de euros com o Benfica.

Mas há um detalhe essencial.

O Palmeiras possuía 70% dos direitos econômicos de Ríos. Dos 30 milhões de euros acertados, a fatia correspondente ao clube era de 21 milhões de euros, enquanto Guarani, Flamengo e o próprio atleta participavam da divisão da operação.

É exatamente por isso que rankings de transferências precisam de metodologia.

Valor da venda não é sinônimo de receita líquida do clube.

E isso vale também para Estêvão, Endrick, Kevin e outras negociações com direitos divididos.

Quanto realmente fica com o Palmeiras?

Uma transferência pode envolver:

  • valor fixo;
  • bônus esportivos;
  • percentual pertencente ao jogador;
  • percentual pertencente a outro clube;
  • comissão;
  • mecanismo de solidariedade;
  • impostos;
  • mais-valia;
  • percentual de venda futura.

Por isso, dizer que Estêvão foi vendido por 61,5 milhões de euros não significa dizer que 61,5 milhões entraram imediatamente e integralmente no caixa palmeirense.

No negócio com o Chelsea, por exemplo, 45 milhões eram fixos e 16,5 milhões estavam relacionados a metas. O Palmeiras detinha 70% dos direitos econômicos do atleta.

O mesmo raciocínio vale para Endrick.

Essa diferença entre valor de manchete, valor contratado, valor recebido e valor líquido é central para entender futebol como negócio.

E a venda pode continuar rendendo anos depois

Outra evolução na estratégia do Palmeiras é manter mecanismos que fazem algumas negociações continuarem gerando dinheiro mesmo depois que o jogador saiu.

O Portal do Palestra mapeou esses direitos no especial A carteira invisível do Palmeiras.

Existem diferentes formatos.

O clube pode:

  • manter percentual sobre os direitos econômicos;
  • receber bônus por metas;
  • ter direito a percentual sobre mais-valia;
  • receber mecanismo de solidariedade da Fifa;
  • participar de uma transferência futura.

Isso muda a forma como devemos olhar uma venda.

O melhor negócio não é necessariamente aquele que produz o maior cheque no primeiro dia.

Pode ser aquele que combina boa receita inicial com possibilidade de novas receitas no futuro.

Palmeiras passou a vender como clube europeu

Esse talvez seja o maior salto da última década.

Por muito tempo, clubes brasileiros formavam jogadores excelentes, mas tinham dificuldade para capturar todo o valor econômico do talento.

O Palmeiras conseguiu elevar seu padrão de negociação.

Estêvão saiu da base diretamente para o Chelsea.

Endrick foi comprado pelo Real Madrid antes mesmo de completar 18 anos.

Vitor Reis foi diretamente ao Manchester City.

Luis Guilherme seguiu para a Premier League.

Gabriel Jesus havia aberto um caminho semelhante anos antes.

Em vez de funcionar exclusivamente como uma etapa intermediária para o mercado europeu, o Palmeiras passou a negociar diretamente com alguns dos clubes mais ricos do planeta.

Isso reduz intermediários e aumenta o preço potencial de saída.

Palmeiras compra caro e vende ainda mais caro?

A comparação é tentadora, mas precisa ser feita com cuidado.

Do lado das compras, Vitor Roque e Arias superaram 25 milhões de euros cada. Paulinho chegou por 18 milhões de euros em dinheiro, além de componentes adicionais da operação.

Do lado das vendas, Estêvão e Endrick ultrapassaram a barreira dos 60 milhões de euros em valor potencial.

O Palmeiras, portanto, já opera nos dois extremos do mercado.

Compra atletas por cifras que poucos clubes brasileiros conseguem pagar e vende jogadores por valores que competem com algumas das maiores transferências da América do Sul.

Veja também o ranking das maiores contratações da história do Palmeiras, com os principais investimentos realizados pelo clube.

A combinação dos dois rankings explica boa parte da mudança de escala financeira.

O risco do modelo

Há, porém, um limite.

Vender jogadores é uma receita extraordinária. Ela não se repete automaticamente.

O Palmeiras chegou a 2026 com orçamento prevendo quase R$ 400 milhões em negociações de atletas. Isso transforma o sucesso no mercado em peça relevante do planejamento anual.

Ao mesmo tempo, o clube assumiu compromissos altos com novas contratações.

A página permanente de finanças do Palmeiras mostra como receitas históricas convivem com despesas e obrigações também maiores.

Essa é a equação do Palmeiras moderno:

formar, valorizar, vender e reinvestir.

Quando todas as etapas funcionam, o ciclo produz um elenco competitivo e receitas enormes.

Quando uma delas falha, o peso das compras e das parcelas futuras aumenta.

O que os números revelam

O senso comum poderia dizer que o grande negócio do Palmeiras foi vender um fenômeno como Endrick.

Os dados contam uma história maior.

O sucesso está na repetição.

Gabriel Jesus não foi um evento isolado.

Depois vieram Danilo, Endrick, Luis Guilherme, Estêvão, Vitor Reis e Kevin.

Paralelamente, o clube conseguiu valorizar um jogador adquirido de fora, como Richard Ríos, até transformá-lo em uma negociação de 30 milhões de euros.

Essa recorrência é muito mais importante do que uma venda recorde.

Um clube pode ter sorte com uma geração.

Quando consegue repetir negócios milionários por quase uma década, existe um sistema.

Perguntas frequentes

Qual foi a maior venda da história do Palmeiras?

Pelo valor esportivo da transferência, Estêvão lidera: a negociação com o Chelsea pode chegar a 61,5 milhões de euros, entre parcela fixa e bônus.

Endrick foi vendido por 60 ou 72 milhões de euros?

A transferência envolveu até 60 milhões de euros entre valor fixo e bônus. O Real Madrid assumiu ainda aproximadamente 12 milhões de euros em impostos, elevando o tamanho global da operação para cerca de 72 milhões.

Quanto o Palmeiras vendeu Vitor Reis?

O zagueiro foi negociado com o Manchester City por 35 milhões de euros, tornando-se uma das maiores vendas da história do clube e uma transferência recorde para um defensor saindo do futebol brasileiro.

Quanto custou Richard Ríos ao Benfica?

O negócio foi fechado em 30 milhões de euros. Como o Palmeiras possuía 70% dos direitos econômicos, sua participação no valor era de 21 milhões de euros antes dos demais efeitos financeiros da operação.

Quantas das maiores vendas vieram da base?

Sete jogadores do top 10 deste levantamento foram formados nas categorias de base do Palmeiras: Estêvão, Endrick, Vitor Reis, Gabriel Jesus, Luis Guilherme, Danilo e Kevin.

Qual jogador da base rendeu mais ao Palmeiras?

Estêvão e Endrick estão no topo em valores contratuais divulgados. A resposta sobre quem efetivamente rendeu mais ao caixa exige considerar percentual de direitos, metas alcançadas, impostos e demais custos de cada operação.

O Palmeiras ainda pode ganhar dinheiro com jogadores que já vendeu?

Sim. Dependendo do contrato, o clube pode receber bônus, participação em venda futura, mais-valia e mecanismo de solidariedade. O Portal detalhou essas possibilidades na Carteira Invisível.

Conclusão

As maiores vendas do Palmeiras mostram como a Academia deixou de ser somente uma fonte de jogadores e se tornou uma das principais vantagens financeiras do clube.

Estêvão e Endrick estão no topo, mas o verdadeiro indicador de força é a quantidade de nomes.

Vitor Reis, Gabriel Jesus, Luis Guilherme, Danilo e Kevin fazem parte do mesmo fenômeno.

O Palmeiras criou uma linha de produção capaz de entregar jogadores ao time principal, conquistar títulos, despertar interesse dos maiores clubes do mundo e financiar novos ciclos esportivos.

Para um clube de futebol, poucas vantagens competitivas são tão difíceis de copiar.

Saiba mais sobre o veículo