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·11 de agosto de 2026
Mais vale encher Fun Zones do que estádios dos outros

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O Benfica ficou a saber que vai disputar a segunda jornada com uma bancada do Estádio Municipal de Rio Maior interdita.
É caso para dizer: abram uma Fun Zone no Norte e outra junto ao Estádio da Luz durante a época inteira. Está visto que este tipo de situações vai continuar a aparecer sempre que o Benfica estiver envolvido.
Basta um adepto, ou alguém vestido de benfiquista, rebentar um petardo na Luz ou em Famalicão e lá teremos a APCVD a interditar bancadas em jogos do Benfica, precisamente onde mais dói aos clubes, nas receitas de bilheteira.
O Benfica até pode considerar-se com sorte. Se na Luz a consequência foi um estádio completamente vazio, em Rio Maior também poderia ter acontecido o mesmo. Como o estádio já costuma apresentar muitas cadeiras vazias ao longo da época, desta vez interditaram apenas uma parte.
Assim, os poucos adeptos da equipa da casa terão de mudar de setor e quem comprar bilhete terá ainda de ter cuidado com a roupa que leva vestida. Se aparecer de vermelho, corre o risco de encontrar mais problemas à entrada. Há coisas que parecem nunca mudar.
Ainda sobre o jogo à porta fechada na Luz, muito se tem falado e existem vários casos pelo campeonato fora que merecem comparação.
Fiquemos por três exemplos recentes.
No caso do FC Porto, após um incidente com engenhos pirotécnicos que provocou ferimentos em crianças, o castigo de um jogo à porta fechada acabou por ser alterado, em recurso, para a realização de um jogo noutro estádio, acompanhado por uma sanção diferente.
No caso do Benfica, o primeiro recurso apreciado em Lisboa manteve a decisão da APCVD.
Ou seja, fica a sensação de que existe uma justiça a Norte e outra a Sul.
Entretanto, chegou também à imprensa a versão de que o Benfica não teria apresentado um novo recurso dentro do prazo porque o advogado estaria doente.
Pelo que sei, essa versão não corresponde ao que aconteceu.
Tenho conhecimento da estratégia seguida, mas não serei eu a revelá-la. A imprensa sabe o que se passou e, se algum responsável do Benfica considerar importante esclarecer publicamente o assunto, deverá fazê-lo.
Fosse qual fosse a decisão tomada, haveria sempre críticas. Entre as opções possíveis, a solução aplicada nesta jornada acabou por ser aquela que, na minha opinião, teve menor impacto.
O problema principal mantém-se.
Num caso, existem feridos e o castigo acaba reduzido. Noutro, sem qualquer pessoa ferida, milhares de benfiquistas são impedidos de entrar no seu próprio estádio.
E depois temos ainda episódios como o dos vidros no Estádio, envolvendo Nuno Santos, que acabaram por não produzir consequências comparáveis.
É difícil explicar aos adeptos por que motivo situações diferentes acabam tratadas com critérios tão distintos.
O apelo que deixo aos benfiquistas não é novo.
Deixem de alimentar quem precisa do Benfica para fazer receitas, vender bilhetes e valorizar direitos televisivos, mas depois não garante condições iguais para quem se desloca aos seus estádios.
Assinem a petição e ponderem deixar de acompanhar o Benfica aos jogos fora.
Prefiro ver três grandes Fun Zones do Benfica, no Norte, no Sul e nas Ilhas, cheias de benfiquistas, do que continuar a dar dinheiro a quem depende de nós para encher estádios e depois nos trata como se fôssemos o problema do futebol português.







































