Jogada10
·21 de janeiro de 2026
“Máquina de caça-níqueis”: promotor critica uso do Morumbis em esquema sob investigação

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·21 de janeiro de 2026

Os indícios de venda ilegal de camarotes levaram o Ministério Público a descrever o Morumbis como um espaço distorcido de sua função esportiva. Nesta quarta-feira (21), ao comentar a investigação, o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro afirmou que o estádio do São Paulo passou a operar como uma estrutura voltada ao ganho privado, sem retorno ao clube.
A declaração ocorreu durante a operação conduzida em conjunto pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. A ação apura um esquema que teria se consolidado a partir da realização frequente de shows no estádio — com exploração comercial paralela dos camarotes.
“As evidências trazidas hoje mostram com segurança para a polícia e o Ministério Público que a arena Morumbi, em razão de shows seguidos, foi transformada em uma gigantesca máquina de caça-níqueis. Favoreceram pessoas especificamente e não o clube, vítima de tudo o que está acontecendo”, disse o promotor.
Segundo a investigação, o clube não recebeu os benefícios financeiros das operações sob apuração. O São Paulo aparece formalmente como parte lesada no inquérito e afirmou, por meio de nota, que vai colaborar com as autoridades.
Quatro mandados de busca e apreensão já foram cumpridos internamente no clube. Entre os alvos estão Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto das categorias de base; Mara Casares, então diretora feminina, cultural e de eventos, e Rita Adriana, apontada como responsável pela negociação irregular dos camarotes.
Áudios divulgados pelo ge, em dezembro de 2025, reforçaram as suspeitas do caso. Isso porque em um deles, Douglas afirma que “teve um negócio em que todo mundo ganhou dinheiro” e reitera que tudo “foi feito na confiança”. Em contrapartida, as defesas alegam que o conteúdo exposto está fora de contexto.

São Paulo reuniu conselheiros no Morumbis nesta quarta-feira – Foto: Reprodução /X/lttcouto
A polícia não localizou Rita Adriana no local indicado durante a operação, porém apreendeu anotações consideradas relevantes para o andamento. Douglas, por sua vez, estava fora do país e não acompanhou as diligências.
Já na casa de Mara Casares, os investigadores apreenderam cerca de R$ 20 mil em dinheiro, além de documentos e uma CPU. O material passou a integrar o conjunto probatório da investigação.
A crise institucional no São Paulo se insere em um cenário mais amplo. Trata-se de um contexto que inclui investigações policiais, impeachment presidencial e apuração de movimentações financeiras em espécie realizadas entre 2021 e 2025.







































