Jogada10
·19 de agosto de 2026
Marcão reinventa o Fluminense e abre o jogo sobre futuro no comando

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·19 de agosto de 2026

Marcão transformou radicalmente o cenário do Fluminense em apenas duas partidas após a demissão de Luís Zubeldía. Logo após conquistar uma vitória emocionante de virada sobre o Palmeiras, o interino garantiu uma classificação heroica na Copa Libertadores. Mesmo assim, ele esclareceu seu futuro profissional.
Apesar do sucesso imediato, ele descartou qualquer ambição de assumir a efetivação no cargo e colocou-se integralmente à disposição da diretoria pelo período necessário, enquanto aguarda a chegada de um novo comandante definitivo.
Emocionado com o desfecho dramático, o treinador evitou assistir à cobrança de pênalti decisiva e atribuiu o triunfo à sintonia absoluta entre o elenco e a torcida. Ele destacou que o mérito pertence exclusivamente aos atletas e reafirmou seu papel de funcionário leal ao clube, pronto para liderar o time em quantas partidas forem exigidas.

O Fluminense eliminou o Rivadavia – Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
“Vou ser sincero, no úlitmo pênalti eu nem vi. Só pedi ajuda ao “papai” (risos). Estou muito tranquilo. Sou funcionário do clube. Foi um desafio. Pessoalmente, estou muito feliz. Mas é o que eu sempre falo: não é quem está sentado aqui. Pode ser o Marcão, o Guardiola… é o que eles respondem lá dentro. Quando eles estão assim, a gente vê no fim do jogo. Quando existe essa conexão, essa sinergia entre torcedor e jogador, dificilmente a gente perde. A gente só dá o caminho. Até quando? Até quando o clube precisar. Se precisar por mais um jogo fica, se precisar de outro jogo a gente fica, comemorou.
Para alcançar a vaga, o técnico promoveu alterações fundamentais durante o confronto, especialmente após a expulsão de Cannobio. A entrada de Kevin Serna reorganizou o posicionamento defensivo em uma linha de cinco jogadores para neutralizar as investidas aéreas e o estilo direto do adversário, estratégia que culminou no gol da classificação em um contra-ataque rápido.
“A ideia era tentar tirar um pouquinho essa transição do Rivadavia, uma equipe muito direto, ataca muito, com bolas aéreas muito fortes. Treinamos muito isso para tentar evitar. Defensivamente, nos portamos bem. Mesmo depois que perdemos um jogador, tentamos equilibrar, trouxemos o Serna para fazer uma linha de cinco para ter a opção de contra-atacar. E foi isso que aconteceu”, analisou.
Portanto, o Tricolor agora aguarda o desfecho do duelo entre Coquimbo Unido e Platense para conhecer seu próximo adversário continental. Antes disso, a equipe retorna a campo neste sábado, às 16h, para enfrentar o Remo no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro.







































