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·26 de setembro de 2026

Marco Aurélio abre o jogo sobre ser presidente do São Paulo e já tem seu preferido na próxima eleição

Imagem do artigo:Marco Aurélio abre o jogo sobre ser presidente do São Paulo e já tem seu preferido na próxima eleição

O médico, ex-dirigente e atual conselheiro vitalício do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, descartou publicamente a possibilidade de concorrer à presidência do clube na eleição agendada para a primeira quinzena de dezembro de 2026.

Aos 72 anos, a figura histórica da política são-paulina avalia que a janela ideal para liderar o Poder Executivo do Tricolor já se encerrou e afirma que pretende atuar apenas nos bastidores, caso seja acionado pela futura administração.


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Em entrevista ao UOL publicada neste sábado (26) sobre o cenário político no Morumbi, Marco Aurélio afirmou não possuir planos de curto prazo para pleitear cargos de relevância na instituição.

“Isso não depende da gente, depende de quem está lá. Eu me sinto orgulhoso de ter ficado cinco anos como oposição no São Paulo — aquela oposição mínima —, que as pessoas riam, que o ex-presidente falava que era contra o São Paulo, que deveria ser expulso. Eu ouvia isso e doía, porque a gente sabia o fim da história. Uma vez me perguntaram quando é que o São Paulo vai ter jeito, e eu falei: ‘só com o caos’. O caos é que gera alguma mudança”, refletiu o conselheiro.

Críticas ao atual modelo tricolor

Marco Aurélio teceu duras críticas aos mecanismos históricos da política são-paulina, apontando a distribuição de favores e benesses entre diferentes correntes como um dos vetores determinantes para a atual crise orçamentária da instituição.

“No São Paulo, se você agradar os idosos e presentear os novinhos, você tem a coisa na sua mão. Não é uma coisa de malfeito pleno, é tática, estratégia. Você dá uma placa para um, homenageia o pai que morreu, pega os mais novos e dá ingresso para show. É uma política sórdida que fez o São Paulo nesses anos todos se movimentar para o caos“, criticou.

O ex-dirigente apontou a eleição de 2020 — vencida por Julio Casares — como a oportunidade na qual esteve mais próximo do posto executivo máximo, quando acabou preterido no bloco pelo candidato Roberto Natel.

“Neste momento eu falei que não quero concorrer, eu não tenho essa expectativa. Meu tempo de ouro passou. Foi exatamente naquela eleição em que seria eu, e foi o Roberto Natel, e a gente perdeu. Aquele era o momento em que eu estava na minha melhor fase para dirigir o São Paulo”, relembrou MAC.

Sobre um eventual retorno como postulante ao cargo no futuro, o conselheiro classificou a hipótese como remota, citando o avanço da idade e a necessidade de renovação do quadro de lideranças.

“Espero que o atual eleito tenha energia e qualidade para usufruir de uma reeleição. Já seriam seis anos. Acho que eu já vou estar idoso demais para isso. Deve ter gente jovem melhor que eu. Hoje estou mais maduro, experiente, e conheço o São Paulo como pouca gente. Mas os tempos são outros”, ponderou o doutor.

Apoio a Marcelo Portugal Gouvêa

Projetando o pleito de dezembro, Marco Aurélio declarou apoio à candidatura do advogado Marcelo Portugal Gouvêa, lançado nesta última sexta-feira (25) pela chapa oposicionista “São Paulo de Volta”. O médico elogiou a conduta do candidato e colocou-se à disposição para colaborar de forma voluntária, sem a exigência de ocupação de cargos formais.

“Se for o Marcelinho, vou ficar muito satisfeito. Tem DNA impecável, um cara honestíssimo. Se faltar experiência, sobra honestidade. Eu prefiro um presidente honesto do que um esperto. Ele será esse presidente honesto e seguramente vai ter pessoas do lado dele que vão poder assessorá-lo. O pai dele fez isso muito bem. Espero que o filho caminhe nessa linhagem. Se eu puder ajudar, eu ajudo. Cargo? Não quero cargo”, decretou Cunha.

Por fim, o conselheiro tricolor ressaltou que a construção de alianças eleitorais no Conselho Deliberativo não deve resultar na concessão de pastas executivas a figuras ligadas à atual gestão que migrem para a oposição por conveniência política.

“Se o Marcelo me pedir ajuda, jamais negarei. Mas volto a dizer: com quem ao lado? Não adianta fazer uma composição colocando quem era da turma deles, de repente virou bonzinho e virou para o nosso lado. Na política até dá, mas na parte executiva não dá para compor com gente que de repente se transformou em boazinha. Ajuda, mas fica lá no fim da fila”, concluiu Marco Aurélio.

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