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·23 de janeiro de 2026

Marcos Braz admite erros durante passagem pelo Flamengo

Imagem do artigo:Marcos Braz admite erros durante passagem pelo Flamengo

O ex-vice-presidente de Futebol do Flamengo, Marcos Braz, recém-promovido à Série A com o Remo, concedeu uma entrevista ao "ge", revelando muitos detalhes dos bastidores do clube durante sua passagem como dirigente do Rubro-Negro.

Braz admitiu erros na gestão da tragédia do Ninho do Urubu, revelou bastidores das demissões de técnicos, e falou sobre briga com torcedor do Flamengo em Shopping.


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Erros envolvendo tragédia do Ninho

Um dos pontos mais sensíveis da entrevista foi a gestão da tragédia do Ninho do Urubu. Braz, que foi o primeiro dirigente a chegar ao local do incêndio em 2019, admitiu que a diretoria de Rodolfo Landim falhou em não encerrar as negociações com todas as famílias antes do fim do mandato.

"Acho que a gente poderia ter alguns cuidados a mais do que a gente teve. (...) Independentemente do prazo, um pouco mais ou menos, a nossa gestão deveria ter feito o último acordo. Faltou habilidade em todos os sentidos em relação a isso, é o único ponto", declarou o dirigente.

"Eu vi cenas que não gostaria que nem meu pior inimigo visse, mas tratamos o assunto como deveria ser tratado. Existiu um comitê de crise instalado e foi isso. Para responder à pergunta, eu acho que deveríamos ter feito o último acordo e não fizemos. Não sei se o diferencial foi grande, nunca participei dessas negociações e não posso ser incorreto, mas deveríamos ter encerrado e não foi feito", completou.

Arrependimento com Ceni e convicção sobre Dorival

A dança das cadeiras de técnicos também foi pauta. Braz revelou um único grande arrependimento: a demissão de Rogério Ceni em 2021.

"Eu me arrependo muito de demitir e não fui coerente. Eu segurei ele antes de ser campeão, a torcida pedindo para me demitir e demitir ele... Seguro ele, o Flamengo é campeão do Brasil, da Supercopa, tricampeão estadual, e mais na frente por questões internas, pressão de A, de B, eu demiti", confessou.

Por outro lado, sobre a polêmica saída de Dorival Júnior após os títulos da Libertadores e Copa do Brasil de 2022, o dirigente manteve a postura firme, alegando que não gostaria de ficar "refém" de uma contraproposta na época. "Eu trocaria de novo", cravou.

Briga de Braz com torcedor em shopping

Braz admitiu que poderia ter evitado o confronto, mas justificou sua reação explosiva pelo contexto familiar; o dirigente alega que estava acompanhado da filha e de amigas dela, e afirmou que, no confronto físico, o torcedor acabou levando a pior por "azar".

Ao relembrar o caso, que virou caso de polícia na época, o dirigente afirmou que sua postura agressiva surpreendeu o torcedor, que estava sozinho no momento das vias de fato.

"Talvez pelo resultado da briga... Se o mesmo torcedor de torcida organizada, o mesmo, me dá um tapa na cara e um soco, talvez o julgamento desta situação teria sido diferente. Nesta o rapaz levou azar. Naquele momento, ele estava sozinho, mas o deixaram sozinho em função da minha reação do jeito que foi", declarou Braz.

Embora reconheça o erro de ter partido para a agressão, Marcos Braz reforçou que o "gatilho" para a perda de controle foi a responsabilidade de estar com sua filha adolescente no local. Ele rebateu as versões de que ela não estaria presente na cena exata da confusão.

"Foi um momento que eu poderia ter evitado? Poderia e deveria, como tantos outros... Mas o fato de eu estar com a minha filha no shopping - ela não estava naquele momento porque tinham saído. Querer tirar este fato da minha filha estar com mais duas amigas, eu era responsável por três meninas no shopping, e infelizmente deu no que deu. (...) O fato da minha filha estar comigo eu não posso falar que eu não teria essa reação", explicou.

Braz encerrou o assunto com uma provocação à opinião pública. Para o dirigente, a repercussão negativa só foi gigantesca porque ele revidou. Na visão dele, se ele tivesse sido a vítima física, a sociedade o trataria de forma benevolente.

"Depois, o rapaz virou um santo, era entregador de delivery, parece que ficou uma semana, dez dias em casa porque estava abatido... É difícil falar desse assunto, é ruim, mas com certeza se eu tivesse tomado um soco na cara, tivesse apanhado, aí a opinião pública, os politicamente corretos iam ficar felizes e eu estaria absolvido deste julgamento em relação a esse episódio. Talvez eu não tivesse que bater, tivesse que apanhar que estava tranquilo", disparou.

Atualmente no Remo, Marcos Braz foi diretor de futebol do Flamengo em 2006, vice-presidente do Flamengo em 2009-10 e 2019-2024.

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