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·02 de setembro de 2026

Massis detona Olten e NewC e repudia criação de comissão para analisar contrato com Ticketmaster: “Quer prejudicar”

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O presidente do São Paulo, Harry Massis Jr., manifestou-se oficialmente nesta quarta-feira (2) em tom de forte repúdio à decisão tomada por Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo da instituição.

A reação ocorre após Olten determinar a criação de uma comissão especial interna para revisar o contrato do clube com a Ticketmaster, empresa selecionada para assumir a operação da venda de ingressos do Estádio do Morumbi.


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Em nota oficial divulgada pelo mandatário tricolor, Massis condenou a medida adotada pelo dirigente do Conselho e estendeu as críticas à empresa NewC, que saiu derrotada na concorrência do projeto de bilhetagem.

Segundo o presidente são-paulino, a intervenção do órgão colegiado prejudica o andamento das tratativas e atrasa a formalização do vínculo com a operadora escolhida.

“O Presidente da Diretoria Executiva do São Paulo Futebol Clube repudia veementemente a postura do Presidente do Conselho Deliberativo e da NewC, empresa derrotada no processo de escolha da nova tiqueteira do Morumbi”, declarou Massis no comunicado.

“Tentativa de prejudicar”

O presidente ainda ressaltou que a escolha da nova parceira comercial seguiu critérios técnicos rigorosos e passou por ampla avaliação interna antes da definição final.

“Trata-se de uma tentativa de prejudicar um processo estruturado, conduzido ao longo de mais de quatro meses, com análise das áreas responsáveis e submissão às instâncias competentes de governança do São Paulo Futebol Clube”, acrescentou.

Ainda na manifestação oficial, o São Paulo informou que a NewC jamais apresentou uma proposta completa para a operação, ao contrário do projeto submetido pela Ticketmaster, que cumpriu os requisitos exigidos ao longo da concorrência.

Veja a nota oficial na íntegra:

O Presidente da Diretoria Executiva do São Paulo Futebol Clube repudia veementemente a postura do Presidente do Conselho Deliberativo e da NewC, empresa derrotada no processo de escolha da nova tiqueteira do MorumBIS.

Trata-se de uma tentativa de prejudicar um processo estruturado, conduzido ao longo de mais de quatro meses, com análise das áreas responsáveis e submissão às instâncias competentes de governança do São Paulo Futebol Clube.

Após aprovação unânime pelo Conselho de Administração, a proposta da Ticketmaster foi encaminhada ao Conselho Deliberativo, no dia 27 de agosto, para análise e deliberação. Ontem, o Presidente do Conselho Deliberativo decidiu instaurar uma comissão formada por três membros identificados com a oposição e apenas um integrante da situação, estabelecendo evidente desequilíbrio em sua composição e criando mais uma etapa que, na prática, retarda a apreciação do contrato.

Durante todo o processo, nenhum participante questionou as regras do edital da concorrência, que recebeu seis propostas de diferentes empresas. Lamentamos que essas indagações tenham surgido somente após a escolha da Ticketmaster, cuja proposta apresentou, de forma inequívoca, as melhores condições para o São Paulo Futebol Clube.

É fundamental esclarecer que o processo não tinha como objeto a negociação de ativos imobiliários ou do direito de superfície do MorumBIS.

A suposta segunda “proposta”, divulgada como uma operação de até R$ 500 milhões, não consistiu em uma oferta formal dessa natureza. O material apresentado pela NewC limitava-se a um conjunto de slides com uma ideia preliminar envolvendo uma estrutura financeira vinculada ao estádio.

O São Paulo Futebol Clube rejeita a tentativa de apresentar um projeto embrionário como se fosse uma proposta diretamente comparável dentro da mesma concorrência.

O MorumBIS pertence ao São Paulo Futebol Clube. Qualquer operação envolvendo um patrimônio dessa magnitude exige análise rigorosa, segurança jurídica e absoluta proteção dos interesses da instituição.

A estrutura apresentada previa a participação da Lu Arenas, empresa presidida por Bruno Balsimelli. O PowerPoint sugeria a criação de uma operação financeira por meio de fundo de investimento imobiliário que poderia levantar ATÉ R$ 500 milhões, sem qualquer garantia de que esse montante seria efetivamente alcançado.

Além disso, o modelo envolveria receitas futuras do Clube e o Estádio do MorumBIS, nossa casa e um de seus principais ativos patrimoniais.

Por diversas vezes, a Diretoria solicitou que a NewC apresentasse formalmente uma proposta completa e detalhada sobre essa operação. Isso nunca ocorreu.

Em vez de conduzir o tema exclusivamente pelos canais institucionais, representantes ligados à Lu Arenas optaram por pressionar o Clube e promover a circulação de informações que não correspondem aos fatos.

Também é necessário que o torcedor conheça o histórico da Lu Arenas e as controvérsias públicas relacionadas à sua atuação. Entre elas está a extinção da concessão da Arena Independência pelo Governo de Minas Gerais, que declarou a caducidade do contrato por descumprimento de obrigações da concessionária. Segundo comunicado oficial do próprio Governo de Minas, a empresa deixou de repassar ao poder público, desde 2015, valores que já somavam aproximadamente R$ 36 milhões.

A participação da Lu Arenas também foi apontada pela área de Compliance do Clube como um obstáculo à continuidade das negociações.

Causa estranheza, ainda, que somente agora representantes da NewC tenham passado a assumir diretamente a comunicação sobre o tema, inclusive com o envio de e-mails ao Conselho Deliberativo, quando, durante o processo, essa interlocução foi conduzida por terceiros.

É igualmente preocupante que uma empresa multinacional dinamarquesa tente reverter, por meio de pressão política e institucional, o resultado de uma concorrência na qual sua proposta foi amplamente superada pela de outra participante.

O São Paulo Futebol Clube entende, de forma definitiva, que a proposta apresentada pela Ticketmaster, uma das maiores empresas globais do setor de ingressos, atende aos requisitos estabelecidos pelo Clube, contempla investimentos garantidos, oferece segurança jurídica à instituição e tem potencial para ampliar as receitas de bilheteria e do programa de sócio-torcedor, além de aprimorar significativamente o serviço prestado aos são-paulinos.

Estamos certos de que os membros do Conselho Deliberativo cumprirão sua missão de defender os interesses do São Paulo Futebol Clube e preservar a instituição de disputas políticas e manobras de natureza eleitoral.

O patrimônio, a reputação e o futuro do São Paulo Futebol Clube devem estar acima de interesses individuais, empresariais ou circunstanciais

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